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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
A Zona Jovem de outros tempos
sábado, 30 de julho de 2016
Sintonizada comigo!
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Ainda a lutar contra a falta de energia
Para primeira vez nem ficou nada mal. O coitado ficou com aspecto de quem já tinha sido comido antes de sair do forno o que significa que para a próxima terei que aumentar as doses. Estava gostoso ( ou não o teria colocado aqui) e com mel ficou uma delícia. Agora, finalmente, posso alternar os meus pequenos almoços e lanches sem ficar com a consciência pesada de que estou a consumir hidratos de carbono a mais. Resta saber se os miúdos vão aprovar estas novas invenções da mãe. Para quem gosta e tem mãos e paciência para a cozinha, é de experimentar estes pães do artigo, que devem ser uma delicia.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Ideias felizes
Muito se fala em Portugal e nos países europeus da quebra na taxa da natalidade. Existem muitos motivos para isso é já na altura do meu curso abordamos esse problema. A verdade é que as mulheres têm hoje perspectivas de vida muito diferentes das que tinham à algumas gerações atrás. Para além disso, os recursos sociais são cada vez menos e mais dispendiosos o que leva a que depois do primeiro filho qualquer casal pense muito bem antes de ter outro filho. Vai muito da perspectiva de vida de cada um, dos planos que formulou para o futuro e até dos sonhos que tem. Criar filhos, educa-los, dar-lhes a atenção e carinho necessários é difícil para qualquer mulher que concomitantemente queira ter uma carreira. Imaginem então para uma mulher solteira ( divorciada/viúva) que tem planos e projectos para sua vida. Não só é difícil como é quase uma tarefa hercúlea...sendo que são precisos muitos mais do que os 12 trabalhos de Hércules e alguma sorte. Em Portugal significa trabalhar/ gerir/ programar quase 24 horas por dia com direito a sensação de cansaço quase contínuo que a bem ou a mal somos obrigadas a ter que aprender a saber lidar com tudo isso.
O que mais me chateia no meio de tudo são os pressupostos de que temos que aguentar. Aguentar e, se possível, fazer pouco barulho. Acredito ser esse o motivo que leva muitas mulheres a manterem casamentos e uniões que não as faz felizes. Acredito também que é esse o motivo porque muitos homens se sentem presos nos seus casamentos.
Uma questão de sobrevivência, portanto. Partindo deste princípio, que pode estar errado, admito que alguns problemas sociais se resolveriam com um maior apoio à maternidade/paternidade, admitindo também que nem sempre são as mães os melhores cuidadores. Parto do genérico para chegar ao particular. Das boas opções de apoio é sem dúvida a do nosso município que tomou a resolução de apoiar todos os meninos do 1° ciclo com a compra dos livros escolares. Para mim é uma ajuda fantástica e extremamente útil, muito mais útil do que a isenção de dos meninos no serviço nacional de saúde, sabendo nós que o serviço não tem capacidade de resposta para doença aguda, apenas para o seguimento regular. Muitas vezes se se pensassem nas medidas que se tomam - benefícios versus custos - muito do show off eleitoral seria dispensável e estaríamos de facto a aumentar a qualidade de vida de todos nós. Porque produtividade, lá está, pressupõe algum tipo de qualidade para não voltarmos ao tempo da escravatura.
domingo, 24 de julho de 2016
Saudável acima de tudo
sexta-feira, 22 de julho de 2016
A mais bela sintonia
Hoje foi um dia extraordinariamente feliz. Não só porque estive rodeada de 5 crianças ( perdão, 4 crianças e 1 adolescente) em fases de desenvolvimento completamente diferentes que interagem de uma forma absolutamente incrível, mas também porque finalmente, hoje, consegui dar por terminada a árdua tarefa de me desenvencilhar do resultado da má gestão do que foi o pior negócio da minha vida. Está feito! Já ninguém pode telefonar-me a dizer: paga o que deves! Está pago, caramba!!!!
Há pouco, antes de vir para aqui escrever, estive lá fora a ouvir as ondas. O pinheiro junto à casa está enorme. Fomos nós que o plantámos e é incrível a forma como cresceu nos últimos anos. Sinto-me aqui como peixe dentro de água. O mar a rugir lá ao fundo e o vento a passear-se por entre os cabelos do pinheiro criam a mais bela sinfonia que eu conheço e aquela que melhor define o que senti quando me sentei no banco da soleira - felicidade.
Agora posso finalmente pensar nos próximos objetivos sem ter sempre a mesma sensação de que falta alguma coisa, a sensação horrível de estar a faltar às responsabilidades.
Tendo em conta a dificuldade que senti para orientar as contas, imagino quanto tempo teremos que esperar até este mísero país se levantar do chão, de cabeça erguida, sem precisar de pedir dinheiro emprestado a ninguém para se governar. Gestão apertada e inteligente, sem desvarios nem manias de grandeza e sobretudo fazendo contas a médio e longo prazo e não a pensar só nos próximos meses. Não parece muito possível dada a conjuntura nacional. Por mim, estou safa!
Gosto de pensar que muitas vezes me comporto como hoje, no jogo de matraquilhos. 3 equipas a jogar ao bota fora. Olham para mim com aquele ar de " eu é que não quero ficar na equipa da cota" . Muito a custo lá arranjei um voluntário para ficar comigo, que o fez mais por respeito do que por vontade. " Tens noção que vamos perder? " . " Se calhar não..." Disse-lhe. Foram 4 jogos seguidos sem arradarmos pé do jogo e aquela cara de espanto " como é que tu fazes isso
? "
Se imaginassem as horas de prática e as noites e madrugadas a fio... O melhor de todos os saberes é sem dúvida a prática aliada à teoria da coisa! E eu tenho muita experiência disso.
quarta-feira, 20 de julho de 2016
À beira mar
Têm sido uns dias calmos, tão calmos que sinceramente já nem estava habituada a isto. Numa tarde acabei de ler o livro que andava há meses a tentar ler.
Todos os alentejanos do litoral deviam ler este livro. Foi um livro que me transportou para uma memória que, acredito, seja comum a todos nós, nascidos nestas terras. Sines, aqui chamada de São Torpes, a Esplanada Alentejana nos seus tempos áureos, uma praia que a evolução destruiu e uma terra que mudou e se transformou tanto nos últimos 40 anos. Para além do romance, que vale a pena, este é um tratado histórico sobre uma das estâncias de Verão Alentejanas, sobre a nossa vida, sobre o que mudou por fora mas se arrastou por gerações e ainda chega aos nossos dias. Esta memória colectiva que põe a mulher independente num papel estranho perante a sociedade e a transforma ao longo dos anos, moldando-lhe o futuro, os comportamentos, fazendo-a esquecer, por vezes, os verdadeiros motivos da sua luta. Gostei bastante, tanto que fiquei com curiosidade de ver o filme e fiquei com vontade de repetir livros do mesmo autor. Para além de ser engraçado ler uma história a acontecer em lugares que conhecemos tão bem.
Passo já de seguida para o Oussia, que fui de propósito comprar à feira do livro e que vem com dedicatória para o Afonso. Já li todos os livros do Armando e gostei sempre. Ele escreve na ficção científica, imaginação, uma área pouco explorada pelos portugueses e escreve sempre bem. Diria que é algo verdadeiramente novo na nossa literatura.
Continuamos preocupados, claro! Mas o tempo e a paciência é a única formula mágica de cura que conheço para certos problemas. Não há outra forma senão esta de esperarmos o melhor e acreditar que há-de vir.
Boa noite e bons sonhos =)
domingo, 17 de julho de 2016
Quando as palavras não nos bastam
Pego no cliché de que o sorriso é o melhor que podes usar e acredito que posso ver-te voltar a sorrir. Porque quando muita coisa parece perdida, a fé e a esperança é tudo o que nos resta e é necessário abraçarmos qualquer coisa para manter a vida a caminhar. A linguagem perde a importância quando sabemos que pouco mais que nada podemos dizer senão coragem, acredita , luta. Vamos cá estar, por ti mesmo que isso implique apenas e só acreditar. A vida nas suas voltas prega-nos chapadas dolorosas. Há que saber dar-lhes a volta. Pouco mais tenho a dizer, por agora, mas como amanhã não sei se irei cá estar envio-te esta oração para que saibas que penso em ti, torço por ti, espero por ti lá mais à frente, quando como tantas outras vezes, deres a volta por cima deste obstáculo. Acreditemos que é possível dar também, uma nova volta à vida.
segunda-feira, 11 de julho de 2016
No rescaldo das lesões
Chego a casa 12 horas depois de ter saído. Cansada. Ainda com a euforia de termos sido campeões, que se sente nos sorrisos, nas conversas, por todo o lado. Foi um jogo emocionante em que pela primeira vez, desde há muito tempo, acreditei, do princípio ao fim.
É bom perceber nas pessoas um rasgo de positivismo depois destes anos desgastantes para tantos.
Aguardo pacientemente os poucos dias que faltam para as minhas férias. Desde 2007 que não tenho 15 dias de férias sem ter que trabalhar em lugar nenhum. Há 9 anos que as férias se resumem a 3 ou 4 dias em que consigo por vezes sair daqui ou que vou alternando com outros tantos de um biscate qualquer que me dá fôlego monetário para as despesas extra. Este ano decidi parar. Não sem antes fazer uma pequena maratona para ter a certeza de que nada me faltará. Habituamo-nos a tudo e este ano vou ter que me habituar a não fazer mais nada do que voltar a estar sossegada durante 15 dias. Primeiro porque para ter os 15 dias significa que não vou poder mexer-me muito e depois porque quando nos habituamos a andar num corropio constante até parar é difícil. Eu desejo muito parar. Voltar aos meus livros, à minha praia, a tudo o que me faz ainda mais feliz. Houve um tempo em que julguei que fazer coisas que me pudessem acrescentar era a única maneira de poder ser feliz. Hoje sei que a melhor forma de ser feliz é poder dar-se ao luxo de parar. Mesmo que não se faça mais nada, simplesmente parar.
Fico contente de finalmente ter conseguido chegar aqui, poder parar. À custa de muita luta, muita conta de cabeça, algum (muito) sacrifício e sobretudo à custa deste corpo que já vai outra vez conseguindo dar, sem me pedir constantemente para parar.
Doem-me as pernas mas sei que amanhã estarei melhor. Sinto-me ligeiramente oca por dentro mas sei que se quiser consigo ir ler um livro ou ver uma série já a seguir. Já vou tendo espaços à minha volta que me permitem sentir-me orgulhosa do que consegui atingir. Faltam 5 dias e vou de férias e sinceramente houve um tempo em que achei que este momento não iria chegar.
Houve necessidade de ajustar alguns objetivos para conseguir isto. Espaça-los no tempo, mudar planos, perceber que agora tudo levará mais tempo a atingir. Mas se houve coisa que a vitória de ontem me trouxe foi a capacidade de voltar a acreditar que se quiser muito atingir algo que só dependa de mim, eu vou conseguir atingi-la, demore o tempo que demorar. É que às vezes, aquilo que parece um mal, até vem para nosso bem.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
De mim mesmo: Resistência todo o terreno
Feito. Não em modo perfeição mas a perfeição não existe. Exausta. Claro: naquela fase em que excusam de me pedir para pensar, ou para fazer, que não consigo. É nestes momentos que nos valem os amigos, os verdadeiros. É por isso que a minha política é há muito que quem sabe dar e receber merece reforço positivo, quem só sabe receber só merece o reforço que dá. A sua própria moral é cada um que a faz. Quem não tem moral para dar não vale a pena pensar que vai receber de mim mais do que aquilo que merece. Tenho as minhas contas ajustadas com o Deus que me deram a conhecer de pequena. E esse era um Deus justo. A justiça pode demorar mas sempre acontece, sem se fazer mais do que esperar. Esperar pela minha vez , esperar pelo que necessito aprender, esperar pelo tempo certo que, acredito, há - de estar reservado para o que mereço. Sempre fui muito consciente daquilo de que sou capaz. No tempo certo. Pena que ainda haja quem não perceba esta minha capacidade de ter uma paciência de Chinês, bem disfarçada num corpo demasiado activo que por vezes me leva ao chão. Só que, no tempo que leva a minha vida, não houve uma única vez que não me conseguisse levantar. Mas isso só muito poucas pessoas sabem, só aquelas que merecem o melhor de mim!
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sem título
O excesso de trabalho ainda me assusta. Esporadicamente tenho reminiscências do tempo em que o pânico era o meu mais fiel companheiro, mas já não cedo à tentação de me deixar levar. Hoje foi um desses dias. Curiosamente só acontece em lugares onde nos sentimos seguros. Chegada a casa e eis que os cavalos a trote se instalam na minha jugular e o peito quer encher-se de ar, mas a sensação é que o ar nunca é o suficiente para saciar a minha fome de oxigénio. Estudei o meu pânico até ao limite, até perceber todos os seus "comos" e "porquês". Ponho o cronómetro no minuto e toca de avaliar o meu ritmo cardíaco - 86 bat.min - perfeitamente normal. O ar teima em não querer ser suficiente e tento perceber o porquê. Demasiados pensamentos, demasiadas coisas por fazer, tempo de menos para parar e organizar tudo, perceber o prioritário e no que não vale a pena insistir.
Ando novamente a tentar motivar-me para terminar o que iniciei em 2013. Obriguei-me a parar quando após a leitura, a cabeça se mantinha oca, sem reter qualquer conteúdo do que acabara de ler. Depois de decidir parar, recomeçar tem sido uma batalha contra mim. Não consigo entender os porquês mas talvez seja o medo da sensação de bloqueio mental, da exaustão. É difícil de explicar o que sente quem vê as suas capacidades cognitivas diminuirem dástricamente por cansaço. É dificil explicar o que se sente quando o cansaço é tanto que queremos obrigar o corpo e a cabeça a parar e eles simplesmente não respondem aos comandos. Continuar era o único objectivo, resolver os problemas o pensamento recorrente, um depois do outro, sempre, como se olhasse à volta e os meus problemas fossem uma pilha de papéis jogados numa secretária. Pegava num e logo caiam dezenas de outros tantos que nem percebia, grande parte das vezes, de onde surgiam.
Hoje tenho novamente um trabalho para terminar. Talvez venha daí a amostra de pânico. Aqui estou, a tentar distrair-me, procrastinando, atrasando o que tem que ser. Com medo de me deparar de novo com a sensação de não conseguir encadear conceitos, de não conseguir raciocinar . Ponho música, preparo o ambiente, cada vez mais confortável, e ainda assim temo o inicio. Os gatos circulam em meu redor, alternam as brincadeiras com os mimos e pequenas sonecas. Os miúdos não estão para poder trabalhar melhor e eu escrevo aqui para me obrigar a terminar a tarefa. A vergonha de desculpas vai obrigar-me a terminar. Um dia vou ter que enfrentar as mazelas do esgotamento. Que seja agora...
sábado, 25 de junho de 2016
Fenómenos do " desenrascamento"
É um fenómeno engraçado mas está mais do que provado e comprovado. Quando queremos muito que algo num dia específico aconteça parece que os dias demoram anos a passar. Quando estamos felizes num dia específico ele passa a correr. Depois há aqueles fenómenos estranhos como o que me aconteceu nos últimos dias, em que acontece tanta coisa ao mesmo tempo que em 3 dias parece que passou uma semana.
Já fomos ao veterinário com os novos membros da família e correu às mil maravilhas. Toda a gente continua a achar que não sou pura por ser dona de gatos pela primeira vez e ainda assim ter ficado com 3 : Ahh! Valente!
Tudo normal, o que não seria comum era se entrasse numa nova aventura da forma prevista.
Aniversário, combinações de última hora: dá para petisco, jantar, café, conversa, passeio, praia, tudo o que normalmente demoraria dias a combinar. Saiu melhor que a encomenda e foi um dia muito feliz, obrigada !
Finalmente os planos estão a tomar forma. Ir ao Ikea é uma das minhas visitas ao shoping favoritas. Ando, imagino, decoro, renovo, invento, consigo utilizar coisas da forma mais imprevista e ainda tiro ideias para procurar soluções ainda mais baratas. Aquilo é um verdadeiro lego gigante, em que podemos inventar milhentas combinações e, pasme-se, se tivermos mesmo muitas saudades , ainda podemos montar como quando éramos crianças. Eu passo por todas as etapas, incluindo aquela do derrape do orçamento 😞 . Gasto sempre mais do que o que pensei, à partida, gastar e depois tenho que andar a fazer ajustes nas contas para poder fazer face a tudo o que estava previsto. Adoro o mês do subsídio de férias!
Ao fim de 2 anos de aqui estar, a casa vai finalmente tomando forma. Ao fim de 7 anos o martírio que encontrei com o fim da vida em comum está a aproximar-se do fim. ( Srs do portal das finanças, agradeço a libertação das verbas que me são devidas porque se fosse ao contrário por esta altura já me estariam a falar em juros, sim????!!!! Temos que ser uns para os outros)
A ida ao Ikea foi longa, divertida, proveitosa mas sobretudo cansativa pelo que foi necessário encostar-me ao estaleiro depois de fazer noite. O meu aspecto hoje era tão aterrador que os miúdos nem tiveram coragem de fazer fita quando lhes disse que estava imprópria para consumo e incapaz de ir para a praia como tínhamos combinado. É bom quando nos conhecem não só pelo que dizemos mas também com o que transmitimos sem falar e essa é uma capacidade que nem todos têm. Tenho feito esforços para lhes transmitir esses ensinamentos e parece que estão a dar resultado. Hoje tive direito a jantar ( feito pelo mais velho) e a limpeza e arrumação da sala/escritório/ biblioteca/playground - o lugar de eleição dos miúdos - pelo mais novo e pelo sobrinho, tudo à conta de umas olheiras que mais pareciam a cratera do Vesúvio.
Tanta coisa se tem passado - e se vai passar tendo em conta a quantidade de " legos" que tenho para montar - que estes três dias parece que foram uma semana inteira de coisas feitas. Ainda deu para assistir à saída do Reino Unido da UE e ao que se passou em torno disso e pensar como é que alguém pensou que não era este o desfecho mais provável ( oi! People! O Reino Unido não aceitou a moeda única, certo? Eles têm a commonwealth certo? A pergunta certa - a que eu faço há já algum tempo - seria, como é que eles aguentaram tanto tempo???) A ver vamos o desfecho disto. A ver vamos as mudanças, a ver vamos os trabalhos que eu tenho que acabar até Setembro! Adoro o tempo de férias, dá -me sempre mais energia para trabalhar😎
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal - aqui começa a trapaça
Poderia dizer que entrámos mal, mas direi antes que entrámos como sempre, porque realmente é essa a minha opinião. Fiz uma pausa na tristeza para nos ver jogar e éramos nós que ali estávamos, campeões de bastidores, porque nem de bancada fomos. Uma seleção medíocre com 2 ou 3 grandes jogadores que, à sombra da fama, não fazem pela seleção aquilo que fazem pelos seus clubes, nunca percebi muito bem porquê. Falta-nos o sentido da nacionalidade. Somos sempre campeões antes de começar, depois vem a parte da realidade e voltamos à mediocridade que nos caracteriza ( "abençoada" a padeira que ficou com os louros de um dos maiores estrategas portugueses e ilustra bem o que pretendo dizer)
É uma selecção representativa daquilo que realmente somos. Medianos em altura e corpulência, com alguns, poucos, acima da média, numa miscelânea de cores e de tons universalisantes, que vestidos de qualquer uma das cores do sul passaria por nação. Será provavelmente o fruto dos descobrimentos ou se preferirem de uma nação que há muitos anos se abriu ao mundo não por um objectivo concreto mas como forma de ultrapassar o marasmo, pensando que sonhando novos mundos eles nos compensariam. Puro engano, que a mediocridade nos serve apenas para abrir caminhos que outros virão atrás explorar.
Serviu para ficar ainda mais fã das terras do gelo. Dos que da grandeza que lhes tiraria velocidade, fizeram do bloqueio a sua melhor arma. Dos que, sendo ainda menos do que nós somos, se fizeram ouvir num grito de guerra e incentivo calando uma nação que se quer fazer grande, mas se rende ao pessimismo à primeira dificuldade. Falta-nos a moral. Preferimos a morte lenta e agonizante, a fome de tudo, à guerra. Continuamos a nação dos orgulhosamente sós, cada um a pensar no seu umbigo. Talvez não seja a saudade o que nos caracteriza mas o fado, o destino, que aceitamos, sem discutir ou questionar, porque se nos diferenciarmos alguém virá dizer que é apenas protagonismo e não mérito, alguém virá exigir que nos excedamos uma e outra vez. A mediocridade é confortável. Ficaremos contentes com um 3° ou 4° lugares e será bom. Desfilaremos o rol de dificuldades que nos fizeram abrandar e seremos orgulhosos dos nossos feitos que mais ninguém saberá muito bem quais foram. Deixaremos que joguem melhor que nós e no fim protestaremos que fomos roubados em vez de termos lutado na altura certa.
Já me convenci que faço parte de uma nação com estas características e tenho aprendido a viver dentro dela. Não me espantou o resultado, espanta-me é que ainda se espantem com ele. Não, não sou pessimista, sou apenas pragmática e já nem acredito que em tudo haja uma parte boa, o que pode haver, ou não, é vontade de aceitar o que se é ou passar a vida a sonhar que se vai ser o que nunca se foi e chamar-lhe psicologia positiva. Acho muito perigosa a ideia de que se lutares podes ser o quiseres. Criará provavelmente uma geração de seres frustrados que poderão ser perigosos. Prefiro acreditar que devemos estudar melhor as nossas características e a dos adversários tentando moldar-nos o melhor possível no sentido de obtermos resultados. É que ser apenas virtualmente campeão é uma vitória que só interessa a quem não tem objectivos definidos, a quem lhe é indiferente as características únicas das peças que formam uma equipa. Uma perda/empate é sempre uma derrota, demos as desculpas que quisermos dar .
segunda-feira, 30 de maio de 2016
The sound of silence
Hoje é isto
Ouvi-os, pela primeira vez na rádio comercial e foi amor à primeira nota. Já gostava da versão original mas esta é toda ela, eu. A voz deste homem entra-me directamente no coração e lembra-me o que fui, que fez de mim o que sou hoje. Como os meus gostos podem passar de um extremo ao outro num abrir e fechar de olhos e isso não significar inconstância mas sim mente aberta a tudo o que é novo ou diferente.
Nunca julguei ninguém pelas aparências e não me assusto facilmente com o aspecto físico. Detesto rótulos ou grupos estereotipados e navego bem em qualquer onda. Gosto de descobrir pontos comuns e sobretudo gosto de saber o que é que, e como pensam as pessoas para me conseguir colocar no lugar delas. Dou por mim sem querer a catalogar grupos não pelo aspecto mas pela forma como pensam o que no limite poderá ser também uma forma de estereotipar
De todas as vezes que me cruzei com personagens só me lembro de me ter assustado uma vez: festival sudoeste, um dos primeiros ( só fui aos 3 primeiros mas acho que foi mesmo o primeiro) . Concerto dos blur, que ainda hoje adoro, mas uma noite demasiado pesada. A meio do concerto tudo turvo. Nestas alturas lembrava-me sempre dos conselhos da minha avó e das atitudes do meu pai em situações idênticas ( se não sabes o que fazer a seguir, finge que vais c....r e vai-te embora) quando se dá pela falta dele já ele lá não está. Disse a 2 pessoas para que soubessem onde estava e desapareci. Deitada fora da tenda, a olhar as estrelas, a tentar ouvir o concerto, à espera que o globo terrestre diminuísse as voltas que tinha decidido dar sobre si mesmo nessa noite, comecei a ouvir passos. Era enorme ou pelo menos assim me pareceu. Tatuagens e piercings eram mais do que estrelas no céu. Tive medo, pela primeira e senão a última não me lembro de outro susto assim. Sozinha, se gritasse ninguém me ouviria naquele lugar e com o som do palco. Enfrentei. Deixei-me estar, como se nada fosse. Aproximou-se e a voz desconstruiu por completo a figura: boa noite. Apontou o garrafão de água à porta da tenda e perguntou, dás -me água? Dou, mas tens que beber num copo que aí ninguém mete o gargalo. Riu-se, dei-lhe o copo e a água, repetiu, agradeceu e foi-se embora. Não voltei a ver a figura no dias restantes mas serviu-me de ensinamento. Por muito que seja corajosa há procedimentos de segurança que nunca se devem ignorar, um deles é nunca ficar sozinha num descampado onde ninguém te possa ajudar em caso de necessidade ( isto foi no tempo em que não haviam telemóveis, bem entendido) . Também serviu para a certeza de que o aspecto vale zero na consideração a qualquer pessoa.
Fora das histórias, esta voz mexe comigo, especialmente na parte final da música que demonstra a potência e claridez que também pode ter uma voz forte. Isso e o arranjo. Extraordinário!
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Da importância da gentileza
Há muitos anos disseram-me que era parecida com esta sra. Hoje ouvi na rádio uma música ( não foi esta) que pensei que fosse dela e vim procurá - la. Encontrei esta melodia ( com esta letra que me diz tanto) e lembrei-me deste espectáculo que tive a sorte e a felicidade de ir ver, só, ao coliseu. Um espectáculo fortíssimo e inesquecível. Só lá, consegui entender a parecença. Concordei. Para não variar chorei em algumas partes do espectáculo, o impacto da voz e das letras com a melodia é, tantas vezes, tão emocionante para mim que não consigo controlar o que sinto. Tenho saudades desses tempos em que podia ir assistir aos espectáculos que mais gostava ou que me suscitavam interesse, quer fosse sozinha ou com companhia. Mas o mundo gira a vida é um circo e o passado não regressa, só o presente se pode moldar ao nosso jeito. Tenho hoje outras coisas, que substituem essas, nomeadamente a possibilidade de não precisar de ir sozinha assistir a qualquer coisa, mesmo que sejam na sua maioria eventos desportivos. Talvez com o tempo regressem os espectáculos, por agora ainda não são susceptíveis de criar interesse na pequena mancha masculina cá da casa e há artistas que me recuso a ouvir.
Gentilezas são hoje as grandes diferenças que nos separam e o amor é a única forma de as passarmos aos que nos são queridos, mesmo que por vezes seja muito difícil. O silêncio é um bom contentor de desespero e frustração e a forma mais gentil de mostrar o desagrado. A boa música a melhor forma de tratamento para as coisas do coração. É difícil, sobretudo para mim que tenho esta forma explosiva/reactiva, que nem sempre consigo controlar. Mas tento, todos os dias tento melhorar. Porque contínuo a acreditar no amor, apesar de tudo.
terça-feira, 3 de maio de 2016
Quando apetece viver de novo
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| foto tirada e trabalhada por mim, junto ao "novo" resort beach and golf na herdade do Pinheirinho |
domingo, 1 de maio de 2016
Carta, com música, para a minha mãe
Há sempre tanta coisa que se diz e nunca nada será suficientemente justo para te definir. Aproveito a letra do Vasco, do programa da manhã da rádio comercial, que te ensinei a gostar de ouvir, porque de todas as coisas, o que mais gosto, mesmo, é de te ouvir rir. Não sou eu que o digo, são as pessoas que nos conhecem que dizem que temos uma voz parecida. O riso então é quase um plágio. Além disso o Vasco, com a sua letra, e a rádio comercial no seu vídeo dizem tudo e fazem-no com uma qualidade que eu não conseguiria superar
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Memórias do futuro
segunda-feira, 28 de março de 2016
Brindes de Páscoa
quinta-feira, 10 de março de 2016
Depois dos 30 ainda tenho tudo para fazer
A rosa do deserto
Sou uma rosa no deserto. Nascida da mais improvável aridez, a água que me alimenta não é mais do que lágrimas que brotam dos meus próprios olhos. Sonhando com dias quentes e noites estreladas, transformei a paisagem que me envolve na mais monótona de todas as paragens... O vento levanta o pó de areia e nada sobra...mudando as acumulações de lugar, subindo e descendo como uma verdadeira ondulação: á volta tudo fica igual...A rosa cresceu acreditando na cor vermelha e descobre que não passa de uma amarela pálida. Perene como todas as rosas, a força da natureza vai acabar por me dobrar. E assim se redescobre alguém, e se vê que não se é o que se pensava ser... Em hibernação sonhei sonhos desses de voar, de percorrer o mundo... desperta do meu sonho, descubro a secura que se instalou ao meu redor , que as mudanças da luz alteraram a minha própria cor e que nada já é o que parecia poder ser.
Podia dizer tanta coisa, mas palavras sussurradas atravessam o espaço e podem servir de palavras mágicas para abrir a gruta do medo... e assim não digo nada quando não sei quem me ouve...
talvez possa percorrer o meu deserto em caravana com o vento e um dia, guiada pelos desejos que só as estrelas ouviram, numa noite já distante, o mar me venha de novo banhar e acariciar os pés, dando por terminada a minha travessia do deserto.









