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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

É para o menino e para a menina ...


... E estão no fim, as férias. Amanhã vou calçar uns sapatos novos ao meu " Manuel Nuno" ( um Toyota Yaris xx-MN-xx ) para ficar calçado para o Inverno e rebento os últimos cartuxos das férias grandes deste ano. Não sem antes me ter alegrado com a beleza natural que é nossa, este alentejo litoral que faz a fronteira da Europa com o Atlântico e de onde fiz questão de não sair ( para quê??!!) e de me entristecer com o facto de o Portugal para Inglês ver estar a chegar à nossa costa. No inicio deste mês, se não me engano, a taxa de IVA na restauração desceu para os 13%. Infelizmente essa descida, ainda não a verifiquei no preço final dos serviços prestados. O que tenho verificado, isso sim, é que, por moda, os portugueses pagam valores exorbitantes por serviços e refeições que não merecem nem um terço daquele preço. A sério, eu não entendo os portugueses, será que a decoração ou paisagem vale assim tanto dinheiro? É que por vezes, basta virar à direita em vez de à esquerda e encontra-se o mesmo serviço e a mesma qualidade por metade do preço.  Mas enfim, quem sou eu para criticar. Sei no entanto que o meu dinheiro não serve para ser encher barrigas alheias ! 

Vemo-nos por aí, numa praia qualquer, que o bom disto tudo é que, enquanto for Verão, mesmo a trabalhar, posso sempre desfrutar desta grande maravilha que é a nossa! 

sábado, 30 de julho de 2016

Sintonizada comigo!



O festival já tem 17 anos mas, na verdade, nunca tinha lá ido. Talvez porque o seu começo foi já depois de ter iniciado a minha vida activa, como enfermeira ( a respeito disso, parabéns a todos os do Grande XI curso da ESEBB porque fazemos hoje 18 anos de curso! ) e estava longe. Quando regressei ao Alentejo, comecei a perceber que as noites de FMM eram sempre demasiado"animadas" para o gosto de quem trabalha num serviço de urgência. Apesar de algumas colegas me dizerem: vai! vais adorar. Tem mesmo a tua cara - nunca me decidi a lá ir, achava que talvez já fosse "demais" para mim. Há certas festas que já não aguento ! Decidi-me a ir ontem, a convite de uma amiga com um ritmo de vida muito semelhante ao meu. Fui e adorei! E não é que aquilo tem mesmo a minha cara?!!! Há coisas para as quais algumas palavras não chegam. Deixo-vos um video de publicidade do ano passado, que me parece capta muito mais a essência da coisa do que os spot`s publicitários deste ano. É ver e ficar com água na boca para lá voltar, todos os anos!










domingo, 24 de julho de 2016

Saudável acima de tudo

Durante as férias nunca sei muito bem a quantas ando ( bem na verdade eu nunca sei muito bem a quantas ando, nem mesmo quando estou a trabalhar, por causa dos turnos) . A numeração mensal não é difícil, porque para saber que turno faço, tenho que saber a quantos estamos, mas os dias da semana são sempre um enigma para mim. Hoje sei que é Domingo porque é o dia da Ultra Maratona Atlântica e os miúdos foram com a tia assistir à chegada em Tróia, pelo que tenho tido o dia inteiro só para mim. Praia ao Domingo não é o meu exercício favorito, estou mal habituada, e detesto praias a abarrotar de gente e, ou tenho boa companhia ou então prefiro nem ir. Têm estado dias muito quentes este fim de semana e cá em casa não há piscina ( essa infelizmente é amovível e ficou na casa dos netos) assim o engenho e o calor fizeram-me arranjar uma geringonça com a mangueira para tomar o duche no quintal e manter a temperatura a níveis médios ( sendo que a esta hora ainda estão uns módicos 32º dentro de casa)  Hoje prevêm-se banhos no quintal até mais ou menos às 10h da noite. Mas o calor, para além de obviamente... calor, traz também os raios Ultra violetas e eu sinceramente embora só goste de praia com calor não gosto dela às horas de maior exposição. Além disso andam por aqui uns sinais a mudar de forma e consistência o que me vai dar que fazer depois das férias: ir mostrá-los ao dermatologista. Entretanto ela, que detesta "besuntisses" é cremes e mais cremes, porque tem que ser. Entre "besuntisses" e aspecto de velha, prefiro as "besuntisses"( ainda ando a curtir o facto de me terem dado 20 e tal anos - é verdade que o sr ia ser operado aos olhos, mas isso não interessa nada!!!!) . Ainda por causa desta coisa dos sinais ( e dos meus gatos, conversa e mais conversa foi coisa que não faltou ontem) falaram-me nesta publicidade e vim à procura dela. Realmente a criatividade é uma coisa extraordinária e esta está mesmo muito boa : um alerta em jeito de mimo.





E agora vou refrescar-me na mangueira para depois ir comprar leite de soja que quero experimentar a minha iogurteira nova.Estou a apostar, em grande, na vida saudável!



sexta-feira, 22 de julho de 2016

A mais bela sintonia

Hoje foi um dia extraordinariamente feliz. Não só porque estive rodeada de 5 crianças ( perdão, 4 crianças e 1 adolescente) em fases de desenvolvimento completamente diferentes que interagem de uma forma absolutamente incrível, mas também porque finalmente, hoje, consegui dar por terminada a árdua tarefa de me desenvencilhar do resultado da má gestão do que foi o pior negócio da minha vida. Está feito! Já ninguém pode telefonar-me a dizer: paga o que deves! Está pago, caramba!!!!

Há pouco, antes de vir para aqui escrever, estive lá fora a ouvir as ondas. O pinheiro junto à casa está enorme. Fomos nós que o plantámos e é incrível a forma como cresceu nos últimos anos. Sinto-me aqui como peixe dentro de água. O mar a rugir lá ao fundo e o vento a passear-se por entre os cabelos do pinheiro criam a mais bela sinfonia que eu conheço e aquela que melhor define o que senti quando me sentei no banco da soleira - felicidade.

Agora posso finalmente pensar nos próximos objetivos sem ter sempre a mesma sensação de que falta alguma coisa, a sensação horrível de estar a faltar às responsabilidades.

Tendo em conta a dificuldade que senti para orientar as contas, imagino quanto tempo teremos que esperar até este mísero país se levantar do chão, de cabeça erguida, sem precisar de pedir dinheiro emprestado a ninguém para se governar. Gestão apertada e inteligente, sem desvarios nem manias de grandeza e sobretudo fazendo contas a médio e longo prazo e não a pensar só nos próximos meses. Não parece muito possível dada a conjuntura nacional. Por mim, estou safa!

Gosto de pensar que muitas vezes me comporto como hoje, no jogo de matraquilhos. 3 equipas a jogar ao bota fora. Olham para mim com aquele ar de " eu é que não quero ficar na equipa da cota" . Muito a custo lá arranjei um voluntário para ficar comigo, que o fez mais por respeito do que por vontade. " Tens noção que vamos perder? " . " Se calhar não..." Disse-lhe. Foram 4 jogos seguidos sem arradarmos pé do jogo e aquela cara de espanto " como é que tu fazes isso
? "

Se imaginassem as horas de prática e as noites e madrugadas a fio... O melhor de todos os saberes é sem dúvida a prática aliada à teoria da coisa! E eu tenho muita experiência disso.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

À beira mar



Têm sido uns dias calmos, tão calmos que sinceramente já nem estava habituada a isto. Numa tarde acabei de ler o livro que andava há meses a tentar ler.
Todos os alentejanos do litoral deviam ler este livro. Foi um livro que me transportou para uma memória que, acredito, seja comum a todos nós, nascidos nestas terras. Sines, aqui chamada de São Torpes, a Esplanada Alentejana nos seus tempos áureos, uma praia que a evolução destruiu e uma terra que mudou e se transformou tanto nos últimos 40 anos. Para além do romance, que vale a pena, este é um tratado histórico sobre uma das estâncias de Verão Alentejanas, sobre a nossa vida, sobre o que mudou por fora mas se arrastou por gerações e ainda chega aos nossos dias. Esta memória colectiva que põe a mulher independente num papel estranho perante a sociedade e a transforma ao longo dos anos, moldando-lhe o futuro, os comportamentos, fazendo-a esquecer, por vezes, os verdadeiros motivos da sua luta. Gostei bastante, tanto que fiquei com curiosidade de ver o filme e fiquei com vontade de repetir livros do mesmo autor. Para além de ser engraçado ler uma história a acontecer em lugares que conhecemos tão bem.

Passo já de seguida para o Oussia, que fui de propósito comprar à feira do livro e que vem com dedicatória para o Afonso. Já li todos os livros do Armando e gostei sempre. Ele escreve na ficção científica, imaginação, uma área pouco explorada pelos portugueses e escreve sempre bem. Diria que é algo verdadeiramente novo na nossa literatura.


Continuamos preocupados, claro! Mas o tempo e a paciência é a única formula mágica de cura que conheço para certos problemas. Não há outra forma senão esta de esperarmos o melhor e acreditar que há-de vir.

Boa noite e bons sonhos =)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

No rescaldo das lesões

Chego a casa 12 horas depois de ter saído. Cansada. Ainda com a euforia de termos sido campeões, que se sente nos sorrisos, nas conversas, por todo o lado. Foi um jogo emocionante em que pela primeira vez, desde há muito tempo, acreditei, do princípio ao fim.

É bom perceber nas pessoas um rasgo de positivismo depois destes anos desgastantes para tantos.

Aguardo pacientemente os poucos dias que faltam para as minhas férias. Desde 2007 que não tenho 15 dias de férias sem ter que trabalhar em lugar nenhum. Há 9 anos que as férias se resumem a 3 ou 4 dias em que consigo por vezes sair daqui ou que vou alternando com outros tantos de um biscate qualquer que me dá fôlego monetário para as despesas extra. Este ano decidi parar. Não sem antes fazer uma pequena maratona para ter a certeza de que nada me faltará. Habituamo-nos a tudo e este ano vou ter que me habituar a não fazer mais nada do que voltar a estar sossegada durante 15 dias. Primeiro porque para ter os 15 dias significa que não vou poder mexer-me muito e depois porque quando nos habituamos a andar num corropio constante até parar é difícil. Eu desejo muito parar. Voltar aos meus livros, à minha praia, a tudo o que me faz ainda mais feliz. Houve um tempo em que julguei que fazer coisas que me pudessem acrescentar era a única maneira de poder ser feliz. Hoje sei que a melhor forma de ser feliz é poder dar-se ao luxo de parar. Mesmo que não se faça mais nada, simplesmente parar.

Fico contente de finalmente ter conseguido chegar aqui, poder parar. À custa de muita luta, muita conta de cabeça, algum (muito) sacrifício e sobretudo à custa deste corpo que já vai outra vez conseguindo dar, sem me pedir constantemente para parar.

Doem-me as pernas mas sei que amanhã estarei melhor. Sinto-me ligeiramente oca por dentro mas sei que se quiser consigo ir ler um livro ou ver uma série já a seguir. Já vou tendo espaços à minha volta que me permitem sentir-me orgulhosa do que consegui atingir. Faltam 5 dias e vou de férias e sinceramente houve um tempo em que achei que este momento não iria chegar.

Houve necessidade de ajustar alguns objetivos para conseguir isto. Espaça-los no tempo, mudar planos, perceber que agora tudo levará mais tempo a atingir. Mas se houve coisa que a vitória de ontem me trouxe foi a capacidade de voltar a acreditar que se quiser muito atingir algo que só dependa de mim, eu vou conseguir atingi-la, demore o tempo que demorar. É que às vezes, aquilo que parece um mal, até vem para nosso bem.

sábado, 9 de julho de 2016

A Portuguesa - um hino à resistência

É esta a Alma da Lusitânia. Somos o país europeu com as mais antigas fronteiras definidas. Sobrevivemos a suevos, visigodos, celtas, romanos, muçulmanos, e aos vizinhos espanhóis, mesmo que para isso tenhamos esperado os 3 reinados necessários, sempre com as nossas fronteiras.  Sobrevivemos porque em vez de conquistar preferimos sempre misturar-nos, tal como nos misturamos por essa Europa fora, sempre com histórias de sucesso para contar e com orgulho. Somos os mais europeus, os mais africanos, os mais latino-americanos, indianos e até os mais chineses dos europeus. Somos um mundo, nesta velha  Europa Ocidental que está para nós como os velhos do Restelo estavam para os conquistadores. Deixai-os falar, rosnar e criticar pois só assim que se vê o esplendor de Portugal. 

Que grandes criativos, trabalhadores e lutadores que somos , caramba! Orgulho! Puxai pela nação do futebol que pode ser um começo de um novo orgulho na nacionalidade!

..." Contra os canhões marchar, marchar" ...

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Classificação de época alta

A gota que indica frescura a escorrer pelo gargalo da garrafa e eu a pensar "que se lixe! É só uma."

Não tenho por hábito beber bebidas alcoólicas durante as minhas " semanas" de trabalho. O corpo já não responde da mesma forma às toxinas e o álcool é muito difícil de queimar. Devo ter dito umas 3 vezes : gosto mesmo disto, é que gosto mesmo! Eu sei que bebida para acompanhar um jogo de futebol devia ser uma mini, ou uma média ( super bock ou Sagres, tanto faz, que já lá vai o tempo em que era esquisita com essas coisas) mas desde que provei Cidra em Madrid, que nunca mais consegui olhar para uma cerveja da mesma forma.

A França lá nos irá acompanhar no próximo sábado e eu estarei a trabalhar.

Enquanto no Reino Unido anda toda a gente com o síndrome do Pôncio Pilatos ( a querer lavar as mãos da embrulhada que arranjaram) por cá a Caixa Geral de Depósitos é mais um bom exemplo dos maus negócios que se fazem neste país, à custa do dinheiro dos contribuintes ( eu ainda sonho que um dia vamos deixar de deixar que nos atirem areia para os olhos) e a UE já sonha em aplicar - nos mais umas "sançõezitas" enquanto distribuímos o pouco dinheiro que temos pelos vários particulares que vão engordando à custa do dinheiro de todos com o aval da justiça. Enfim!

Enquanto isso eu vou aproveitando para utilizar a folga que este governo geringonça nos deu para amealhar uns tostões, enquanto posso, que desconfio que a folga deve ser por pouco tempo, com o rumo que as coisas levam ( mas vamos à final com a França, não está tudo perdido!)

O dia foi longo mas foi um dia em que experimentei coisas novas, que aprendi um pouco mais e tive a oportunidade de ver coisas que nunca tinha visto - gosto muito de aprender e ver coisas diferentes.

Uma grande parte do país  encontra-se em mais um festival onde não faço conta de ir nunca ( gosto pouco de empresas que utilizam o dinheiro que "sacam", muitas vezes de forma pouco clara e sem boa fé, aos seus clientes, para patrocinar espectáculo ) eu preferi aproveitar para descansar com os miúdos, que as pernas já se vão queixando dos anos que tenho passado em cima delas. É que embora um senhor muito simpático me tenha dado hoje 20 anos, os cabelos brancos já não enganam ninguém e são quase o dobro dos anos que carrego.

O novo ano escolar está à porta e, na verdade, o nosso futuro, cheira-me, está novamente a ser jogado como num jogo de cartas ( vamos a ver quem faz mais bluff) e eu não quero voltar a ser apanhada no meio da tempestade. Portanto, para mim, a ordem de mercado agora é poupar. Estou um pouco farta das previsões em alta que sistematicamente não conseguimos cumprir.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A Nação e a sensação de pertencer

As publicidades excelentes,  transmitem-nos emoções

Vale a pena ver. Valeu a pena vê-los. Fizeram-me lembrar os nossos lobos num campeonato que fiz questão de seguir, há alguns anos, porque o sonho de alguns pode ser a felicidade de muitos. Tenho pena que tenham ido para casa hoje. Grande parte da magia deste campeonato foi a eles que se deveu. Porque o futebol e o desporto também é isto: motivação, amor ao que é nosso, a beleza de um sonho realizado por quem se esforça por ele. Acredito que se devam sentir orgulhosos. Eu sentir-me-ia. Saber que a vontade e o esforço podem dar frutos mesmo contra quem não faz mais nada da vida a não ser isto. Parabéns terra do gelo. Um dia ainda gostava de vos ir conhecer.

Recordando o Hino mais sentido que já ouvi até hoje.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

De mim mesmo: Resistência todo o terreno

Feito. Não em modo perfeição mas a perfeição não existe. Exausta. Claro: naquela fase em que excusam de me pedir para pensar, ou para fazer, que não consigo. É nestes momentos que nos valem os amigos, os verdadeiros. É por isso que a minha política é há muito que quem sabe dar e receber merece reforço positivo, quem sabe receber só merece o reforço que dá. A sua própria moral é cada um que a faz. Quem não tem moral para dar não vale a pena pensar que vai receber de mim mais do que aquilo que merece. Tenho as minhas contas ajustadas com o Deus que me deram a conhecer de pequena. E esse era um Deus justo. A justiça pode demorar mas sempre acontece, sem se fazer mais do que esperar. Esperar pela minha vez , esperar pelo que necessito aprender, esperar pelo tempo certo que, acredito, há - de estar reservado para o que mereço. Sempre fui muito consciente daquilo de que sou capaz. No tempo certo. Pena que ainda haja quem não perceba esta minha capacidade de ter uma paciência de Chinês, bem disfarçada num corpo demasiado activo que por vezes me leva ao chão. Só que, no tempo que leva a minha vida, não houve uma única vez que não me conseguisse levantar. Mas isso só muito poucas pessoas sabem, só aquelas que merecem o melhor de mim!

sábado, 25 de junho de 2016

Fenómenos do " desenrascamento"

É um fenómeno engraçado mas está mais do que provado e comprovado. Quando queremos muito que algo num dia específico aconteça parece que os dias demoram anos a passar. Quando estamos felizes num dia específico ele passa a correr. Depois há aqueles fenómenos estranhos como o que me aconteceu nos últimos dias, em que acontece tanta coisa ao mesmo tempo que em 3 dias parece que passou uma semana.

Já fomos ao veterinário com os novos membros da família e correu às mil maravilhas. Toda a gente continua a achar que não sou pura por ser dona de gatos pela primeira vez e ainda assim ter ficado com 3 :  Ahh! Valente!
Tudo normal, o que não seria comum era se entrasse numa nova aventura da forma prevista.

Aniversário, combinações de última hora: dá para petisco, jantar, café, conversa, passeio, praia, tudo o que normalmente demoraria dias a combinar. Saiu melhor que a encomenda e foi um dia muito feliz, obrigada ! 

Finalmente os planos estão a tomar forma. Ir ao Ikea é uma das minhas visitas ao shoping favoritas. Ando, imagino, decoro, renovo, invento, consigo utilizar coisas da forma mais imprevista e ainda tiro ideias para procurar soluções ainda mais baratas. Aquilo é um verdadeiro lego gigante, em que podemos inventar milhentas combinações e, pasme-se, se tivermos mesmo muitas saudades , ainda podemos montar como quando éramos crianças. Eu passo por todas as etapas, incluindo aquela do derrape do orçamento 😞 . Gasto sempre mais do que o que pensei, à partida, gastar e depois tenho que andar a fazer ajustes nas contas para poder fazer face a tudo o que estava previsto. Adoro o mês do subsídio de férias!

Ao fim de 2 anos de aqui estar, a casa vai finalmente tomando forma. Ao fim de 7 anos o martírio que encontrei com o fim da vida em comum está a aproximar-se do fim. ( Srs do portal das finanças, agradeço a libertação das verbas que me são devidas porque se fosse ao contrário por esta altura já me estariam a falar em juros, sim????!!!! Temos que ser uns para os outros)

A ida ao Ikea foi longa, divertida, proveitosa mas sobretudo cansativa pelo que foi necessário encostar-me ao estaleiro depois de fazer noite. O meu aspecto hoje era tão aterrador que os miúdos nem tiveram coragem de fazer fita quando lhes disse que estava imprópria para consumo e incapaz de ir para a praia como tínhamos combinado. É bom quando nos conhecem não só pelo que dizemos mas também com o que transmitimos sem falar e essa é uma capacidade que nem todos têm. Tenho feito esforços para lhes transmitir esses ensinamentos e parece que estão a dar resultado. Hoje tive direito a jantar ( feito pelo mais velho) e a limpeza e arrumação da sala/escritório/ biblioteca/playground - o lugar de eleição dos miúdos - pelo mais novo e pelo sobrinho, tudo à conta de umas olheiras que mais pareciam a cratera do Vesúvio.

Tanta coisa se tem passado - e se vai passar tendo em conta a quantidade de " legos" que tenho para montar - que estes três dias parece que foram uma semana inteira de coisas feitas. Ainda deu para assistir à saída do Reino Unido da UE e ao que se passou em torno disso e pensar como é que alguém pensou que não era este o desfecho mais provável ( oi! People! O Reino Unido não aceitou a moeda única, certo? Eles têm a commonwealth certo? A pergunta certa - a que eu faço há já algum tempo - seria, como é que eles aguentaram tanto tempo???) A ver vamos o desfecho disto. A ver vamos as mudanças, a ver vamos os trabalhos que eu tenho que acabar até Setembro!  Adoro o tempo de férias, dá -me sempre mais energia para trabalhar😎

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal - aqui começa a trapaça

Poderia dizer que entrámos mal, mas direi antes que entrámos como sempre, porque realmente é essa a minha opinião. Fiz uma pausa na tristeza para nos ver jogar e éramos nós que ali estávamos, campeões de bastidores, porque nem de bancada fomos. Uma seleção medíocre com 2 ou 3 grandes jogadores que, à sombra da fama, não fazem pela seleção aquilo que fazem pelos seus clubes, nunca percebi muito bem porquê. Falta-nos o sentido da nacionalidade. Somos sempre campeões antes de começar, depois vem a parte da realidade e voltamos à mediocridade que nos caracteriza ( "abençoada" a padeira que ficou com os louros de um dos maiores estrategas portugueses e ilustra bem o que pretendo dizer)

É uma selecção representativa daquilo que realmente somos. Medianos em altura e corpulência, com alguns, poucos, acima da média, numa miscelânea de cores e de tons universalisantes, que vestidos de qualquer uma das cores do sul passaria  por nação. Será provavelmente o fruto dos descobrimentos ou se preferirem de uma nação que há muitos anos se abriu ao mundo não por um objectivo concreto mas como forma de ultrapassar o marasmo, pensando que sonhando novos mundos eles nos compensariam. Puro engano, que a mediocridade nos serve apenas para abrir caminhos que outros virão atrás explorar.

Serviu para ficar ainda mais fã das terras do gelo. Dos que da grandeza que lhes tiraria velocidade, fizeram do bloqueio a sua melhor arma. Dos que, sendo ainda menos do que nós somos, se fizeram ouvir num grito de guerra e incentivo calando uma nação que se quer fazer grande, mas se rende ao pessimismo à primeira dificuldade. Falta-nos a moral. Preferimos a morte lenta e agonizante, a fome de tudo, à guerra. Continuamos a nação dos orgulhosamente sós, cada um a pensar no seu umbigo. Talvez não seja a saudade o que nos caracteriza mas o fado, o destino, que aceitamos, sem discutir ou questionar, porque se nos diferenciarmos alguém virá dizer que é apenas protagonismo e não mérito, alguém virá exigir que nos excedamos uma e outra vez. A mediocridade é confortável. Ficaremos contentes com um 3° ou 4° lugares e será bom. Desfilaremos o rol de dificuldades que nos fizeram abrandar e seremos orgulhosos dos nossos feitos que mais ninguém saberá muito bem quais foram. Deixaremos que joguem melhor que nós e no fim protestaremos que fomos roubados em vez de termos lutado na altura certa.

Já me convenci que faço parte de uma nação com estas características e tenho aprendido a viver dentro dela. Não me espantou o resultado, espanta-me é que ainda se espantem com ele. Não, não sou pessimista, sou apenas pragmática e já nem acredito que em tudo haja uma parte boa, o que pode haver, ou não, é vontade de aceitar o que se é ou passar a vida a sonhar que se vai ser o que nunca se foi e chamar-lhe psicologia positiva. Acho muito perigosa a ideia de que se lutares podes ser o quiseres. Criará provavelmente uma geração de seres frustrados que poderão ser perigosos. Prefiro acreditar que devemos estudar melhor as nossas características e a dos adversários tentando moldar-nos o melhor possível no sentido de obtermos resultados. É que ser apenas virtualmente campeão  é uma vitória que só interessa a quem não tem objectivos definidos, a quem lhe é indiferente as características únicas das peças que formam uma equipa. Uma perda/empate é sempre uma derrota, demos as desculpas que quisermos dar .

domingo, 12 de junho de 2016

Sabe bem o que é bom

Já aqui disse que não sou grande fã do Algarve, que não sou. Mas os lugares são as pessoas que os fazem, neste caso as companhias. Garanto. Estava mesmo a precisar de uma pausa, de boa conversa que atravessa a tarde e entra pela noite dentro ao som das brincadeiras dos miúdos. Partilha. De sol e de água, mergulhos, nadar. Um mergulho, uma competição suave de nadadores e o coração a querer sair do peito após a vitória. Estou mesmo a precisar de aumentar o tempo de exercício e para isso nada melhor que o Verão. Obrigado por teres chegado na forma de fim de semana grande. É este, de facto, o tempo de que mais gosto. Já tinha saudades deste sabor a felicidade!

sábado, 11 de junho de 2016

Era uma vez : os livros!

Hoje foi um dia assim . Não que tenha sido nostálgico, pelo contrário, foi um dia bom, onde sinto que sarei algumas feridas e encontrei o chão por baixo dos meus pés. Hoje foi o dia em que tive a certeza que este é o caminho certo por onde quero seguir.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Adoro sarna para me coçar

Era para ser só uma, mas vieram 3. Num momento de loucura ainda pensei trazer outro, mas depois passou-me. O gato preto ficou com a mãe.

Assim que se soube toda a gente me avisou que iria ser uma desgraça. Que saltam, que pulam, que rasgam e partem coisas, enfim, um sem número de desordens que se iriam instalar na minha casa.

De facto, são uns fofos. Brincam, dormem, comem e fazem outras necessidades. É nas necessidades que tem residido o busílis da questão.

Até ontem achei que, para além de as desgraças terem sido muito exageradas, me tinham saído na rifa os únicos gatos cagões da história da humanidade. Pelo menos um. Muito, muito cagão. De tal forma que tenho passado os dias a apanhar cocó. A minha irmã ainda sugeriu que o gato fosse cego, incrédula que ficou com o meu gato cagão. Não é, disso tenho a certeza já que ele foge quando o tento apanhar e isso não se sente com os bigodes. Dei voltas e voltas à cabeça e descobri. Ele é demasiado limpinho e quando a sílica fica demasiado cheia de porcaria é incapaz de ir ao lugar onde deve. O problema está provavelmente na sílica. Tenho que encontrar uma areia adequada ao tanto tempo que passo fora de casa. De resto, são uns amores e ainda bem que os trouxe comigo.

Os meus novos pequenos meninos-gatos

sábado, 4 de junho de 2016

No poial ao entardecer

Não é a primeira vez que falo neste blog da Ludoteca e do trabalho que fazem com as crianças do concelho. Uma mais valia para os pais que vêm os seus meninos aproveitar o tempo livre com actividades lúdicas e formativas. Os meus sempre frequentaram a ludoteca - o grande enquanto quis e o pequeno, primeiro renitente, depois rendeu-se ao teatro.

É com orgulho que se percebe o enorme trabalho destes profissionais em prol das crianças e é com satisfação que vejo reconhecido pelo público a autora/professora/encenadora das crianças durante as oficinas de teatro.

"No poial ao entardecer" é uma peça escrita pela Mané, a Maria Manuel Costa e apresentada pelos meninos das oficinas de teatro da Ludoteca. É uma peça que fala sobre as importantes relações entre gerações, o conhecimento que se transmite, levando os meninos e o público numa viagem através do Alentejo passado e presente. O cenário principal é um poial, esse lugar maior dos tempos da nossa infância onde, nas tardes e noites de Verão, se contavam histórias a "apanhar fresco". Os avós e os seus netos revisitam a juventude dos primeiros em cenas hilariantes em que se percebe a evolução dos " nossos" tempos.

Agora o poial está em livro e hoje esteve de volta ao palco do cine-granadeiro, onde estará nos próximos 2 dias, em apresentações às várias turmas do ensino básico, dando a conhecer esta arte magnífica que é o teatro. É com orgulho que digo que tive e tenho filhos que foram ensinados a representar pela Mané. É com orgulho que os vejo em palco. É com orgulho que percebo que apesar de estarmos longe dos grandes centros urbanos, conseguimos oferecer às nossas crianças um currículo diversificado onde não faltam oportunidades de evoluir o seu sentido artísticos. Parabéns pelo teu trabalho e pelo teu livro Mané. Obrigada pelo que fazes pelo desenvolvimento pessoal dos nossos filhos! 🎭

sexta-feira, 3 de junho de 2016

No dia em que escrevi um livro

Para ser sincera, não me lembro bem em que ano foi mas talvez tenha sido em 2011. Foi o ano em que levei o meu livro à feira do livro de Lisboa, no pavilhão do sítio do livro. Foi a primeira vez que fui à feira e não voltei a ir . Foram uns anos difíceis e difusos de que a minha memória guarda apenas flashes. Sei agora que se deve ao burnout e à depressão que entretanto foi tomando conta dos meus dias e que decidi encarar de frente este ano. Já chega de fazer de conta que não vejo que não sou eu quem tem vivido os últimos anos, tem sido uma sombra de mim. Mas não é disso que quero falar hoje.

Desse dia de experiências novas, guardo poucas boas lembranças por motivos que não vêm agora ao caso, mas das boas lembranças que guardo, para além do momento em que começou a minha hora, foi do momento antes, em que se aproxima de mim um rapaz ( das minhas idades , bem se vê) descontraído e perfeitamente à vontade como se fosse um passeio no parque ( ao contrário de mim que estava uma pilha de nervos sem saber muito bem o que esperar daquilo, naquele meu típico: mas porque raio é que te metes nestes enredos, meu Deus???!!!!😭 ) . Esse rapaz era o Armando e desde então tenho lido todos os seus livros. Gosto genuinamente do que escreve e como escreve. Sou fã de ficção científica e os livros dele misturam o romance com a tecnologia e o futurismo numa receita que a mim, me agrada bastante.

Quando soube que o Armando iria voltar à feira com o seu novo livro pensei de imediato em lá ir nesse dia. Fiquei encantada com a dimensão da feira, com os preços, com as novidades e as antiguidades maravilhosas que por lá se podem encontrar. Para além disso é difícil para os pequenos autores chegarem a ter alguém interessado, ou até mesmo curioso com aquilo que escrevemos e achei que seria giro ir lá dar-lhe o meu apoio. Infelizmente a hora dele vai calhar num dia em que já tenho planos para a minha vida. Não quis, no entanto, deixar em branco o lançamento do seu novo livro. Porque sou de facto fã da sua escrita e porque lhe desejo muito sucesso.

Espero que venhas a ter muito sucesso no teu futuro!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Das coisas banais que fazem os nossos dias melhores

Depois de mais uma jornada dupla de noites, enchido o depósito do carro ( que não gosto de chegar a casa sem gasolina, não vá ser preciso. alguma coisa de urgência e não ter como me desenrascar) chego a casa pronta para o descanso e eis que o l(ar) se encontra infestado.

Sempre gostei de animais. Durante muito tempo, fiz uma pausa neste meu gosto, porque significava despesa extra. Há coisa de um mês, não consegui negar o pedido do mais pequeno e toca de tartarugas para casa. Já tinha local para as colocar , acabava-se com o peso que sempre teve na minha mente o aquário vazio e voltava a ter pequenas criaturas de quem cuidar. Assim tem sido.

O pior é que os bichinhos não têm nada de asseados e tem sido um trabalhão para conseguir dar alguma dignidade ao espaço que elas ocupam e ao ar da sala depois da sua chegada. Apesar de ter mudado a água há 2 dias, não há nada mais satisfatório do que chegar a casa, com vontade de descansar e ter que mudar água de um aquário. Provavelmente há alguma coisa que não fiz bem, ou que não estou a fazer da melhor forma. O que me leva a ter que pesquisar sobre o assunto para perceber o que não está bem. É que estamos à espera de um novo membro para a família e não  me apetece nada andar a mudar água a cada 2 dias . Por agora ficou bem assim. Depois verei o que terá que ser melhorado . E as quanto à nova menina? UI, só estamos à espera que seja desmamada, para lhe abrirmos os braços. Finalmente vou deixar de ser única nesta família de crianças saudáveis ( sim, não me esqueci do dia da criança e sim ainda me considero uma, mas entre trabalhos nocturnos é impossível festejar comigo seja o que for, porque sem dormir tenho um humor de cão raivoso) . Até já! 

segunda-feira, 30 de maio de 2016

The sound of silence

Hoje é isto

Ouvi-os, pela primeira vez na rádio comercial e foi amor à primeira nota. Já gostava da versão original mas esta é toda ela, eu. A voz deste homem entra-me directamente no coração e lembra-me o que fui, que fez de mim o que sou hoje. Como os meus gostos podem passar de um extremo ao outro num abrir e fechar de olhos e isso não significar inconstância mas sim mente aberta a tudo o que é novo ou diferente.

Nunca julguei ninguém pelas aparências e não me assusto facilmente com o aspecto físico. Detesto rótulos ou grupos estereotipados e navego bem em qualquer onda. Gosto de descobrir pontos comuns e sobretudo gosto de saber o que é que, e como pensam as pessoas para me conseguir colocar no lugar delas. Dou por mim sem querer a catalogar grupos não pelo aspecto mas pela forma como pensam o que no limite poderá ser também uma forma de estereotipar 

De todas as vezes que me cruzei com personagens só me lembro de me ter assustado uma vez: festival sudoeste, um dos primeiros ( só fui aos 3 primeiros mas acho que foi mesmo o primeiro) . Concerto dos blur, que ainda hoje adoro, mas uma noite demasiado pesada. A meio do concerto tudo turvo. Nestas alturas lembrava-me sempre dos conselhos da minha avó e das atitudes do meu pai em situações idênticas ( se não sabes o que fazer a seguir, finge que vais c....r e vai-te embora) quando se dá pela falta dele já ele lá não está. Disse a 2 pessoas para que soubessem onde estava e desapareci. Deitada fora da tenda, a olhar as estrelas, a tentar ouvir o concerto, à espera que o globo terrestre diminuísse as voltas que tinha decidido dar sobre si mesmo nessa noite, comecei a ouvir passos. Era enorme ou pelo menos assim me pareceu. Tatuagens e piercings eram mais do que estrelas no céu. Tive medo, pela primeira e senão a última não me lembro de outro susto assim. Sozinha, se gritasse ninguém me ouviria naquele lugar e com o som do palco. Enfrentei. Deixei-me estar, como se nada fosse. Aproximou-se e a voz desconstruiu por completo a figura: boa noite. Apontou o garrafão de água à porta da tenda e perguntou, dás -me água? Dou, mas tens que beber num copo que aí ninguém mete o gargalo. Riu-se, dei-lhe o copo e a água, repetiu, agradeceu e foi-se embora. Não voltei a ver a figura no dias restantes mas serviu-me de ensinamento. Por muito que seja corajosa há procedimentos de segurança que nunca se devem ignorar, um deles é nunca ficar sozinha num descampado onde ninguém te possa ajudar em caso de necessidade ( isto foi no tempo em que não haviam telemóveis, bem entendido) . Também serviu para a certeza de que o aspecto vale zero na consideração a qualquer pessoa.

Fora das histórias, esta voz mexe comigo, especialmente na parte final da música que demonstra a potência e claridez que também pode ter uma voz forte. Isso e o arranjo. Extraordinário!

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Da importância da gentileza

Há muitos anos disseram-me que era parecida com esta sra. Hoje ouvi na rádio uma música ( não foi esta) que pensei que fosse dela e vim procurá - la. Encontrei esta melodia ( com esta letra que me diz tanto) e lembrei-me deste espectáculo que tive a sorte e a felicidade de ir ver, só, ao coliseu. Um espectáculo fortíssimo e inesquecível. Só lá, consegui entender a parecença. Concordei. Para não variar chorei em algumas partes do espectáculo, o impacto da voz e das letras com a melodia é, tantas vezes, tão emocionante para mim que não consigo controlar o que sinto. Tenho saudades desses tempos em que podia ir assistir aos espectáculos que mais gostava ou que me suscitavam interesse, quer fosse sozinha ou com companhia. Mas o mundo gira a vida é um circo e o passado não regressa, só o presente se pode moldar ao nosso jeito. Tenho hoje outras coisas, que substituem essas, nomeadamente a possibilidade de não precisar de ir sozinha assistir a qualquer coisa, mesmo que sejam na sua maioria eventos desportivos. Talvez com o tempo regressem os espectáculos, por agora ainda não são susceptíveis de criar interesse na pequena mancha masculina cá da casa e há artistas que me recuso a ouvir. 
Gentilezas são hoje as grandes diferenças que nos separam e o amor é a única forma de as passarmos aos que nos são queridos, mesmo que por vezes seja muito difícil. O silêncio é um bom contentor de desespero e frustração e a forma mais gentil de mostrar o desagrado. A boa música a melhor forma de tratamento para as coisas do coração. É difícil, sobretudo para mim que tenho esta forma explosiva/reactiva, que nem sempre consigo controlar. Mas tento, todos os dias tento melhorar. Porque contínuo a acreditar no amor, apesar de tudo.