Para primeira vez nem ficou nada mal. O coitado ficou com aspecto de quem já tinha sido comido antes de sair do forno o que significa que para a próxima terei que aumentar as doses. Estava gostoso ( ou não o teria colocado aqui) e com mel ficou uma delícia. Agora, finalmente, posso alternar os meus pequenos almoços e lanches sem ficar com a consciência pesada de que estou a consumir hidratos de carbono a mais. Resta saber se os miúdos vão aprovar estas novas invenções da mãe. Para quem gosta e tem mãos e paciência para a cozinha, é de experimentar estes pães do artigo, que devem ser uma delicia.
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quinta-feira, 28 de julho de 2016
Ainda a lutar contra a falta de energia
Para primeira vez nem ficou nada mal. O coitado ficou com aspecto de quem já tinha sido comido antes de sair do forno o que significa que para a próxima terei que aumentar as doses. Estava gostoso ( ou não o teria colocado aqui) e com mel ficou uma delícia. Agora, finalmente, posso alternar os meus pequenos almoços e lanches sem ficar com a consciência pesada de que estou a consumir hidratos de carbono a mais. Resta saber se os miúdos vão aprovar estas novas invenções da mãe. Para quem gosta e tem mãos e paciência para a cozinha, é de experimentar estes pães do artigo, que devem ser uma delicia.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
Ideias felizes
Muito se fala em Portugal e nos países europeus da quebra na taxa da natalidade. Existem muitos motivos para isso é já na altura do meu curso abordamos esse problema. A verdade é que as mulheres têm hoje perspectivas de vida muito diferentes das que tinham à algumas gerações atrás. Para além disso, os recursos sociais são cada vez menos e mais dispendiosos o que leva a que depois do primeiro filho qualquer casal pense muito bem antes de ter outro filho. Vai muito da perspectiva de vida de cada um, dos planos que formulou para o futuro e até dos sonhos que tem. Criar filhos, educa-los, dar-lhes a atenção e carinho necessários é difícil para qualquer mulher que concomitantemente queira ter uma carreira. Imaginem então para uma mulher solteira ( divorciada/viúva) que tem planos e projectos para sua vida. Não só é difícil como é quase uma tarefa hercúlea...sendo que são precisos muitos mais do que os 12 trabalhos de Hércules e alguma sorte. Em Portugal significa trabalhar/ gerir/ programar quase 24 horas por dia com direito a sensação de cansaço quase contínuo que a bem ou a mal somos obrigadas a ter que aprender a saber lidar com tudo isso.
O que mais me chateia no meio de tudo são os pressupostos de que temos que aguentar. Aguentar e, se possível, fazer pouco barulho. Acredito ser esse o motivo que leva muitas mulheres a manterem casamentos e uniões que não as faz felizes. Acredito também que é esse o motivo porque muitos homens se sentem presos nos seus casamentos.
Uma questão de sobrevivência, portanto. Partindo deste princípio, que pode estar errado, admito que alguns problemas sociais se resolveriam com um maior apoio à maternidade/paternidade, admitindo também que nem sempre são as mães os melhores cuidadores. Parto do genérico para chegar ao particular. Das boas opções de apoio é sem dúvida a do nosso município que tomou a resolução de apoiar todos os meninos do 1° ciclo com a compra dos livros escolares. Para mim é uma ajuda fantástica e extremamente útil, muito mais útil do que a isenção de dos meninos no serviço nacional de saúde, sabendo nós que o serviço não tem capacidade de resposta para doença aguda, apenas para o seguimento regular. Muitas vezes se se pensassem nas medidas que se tomam - benefícios versus custos - muito do show off eleitoral seria dispensável e estaríamos de facto a aumentar a qualidade de vida de todos nós. Porque produtividade, lá está, pressupõe algum tipo de qualidade para não voltarmos ao tempo da escravatura.
domingo, 17 de julho de 2016
Quando as palavras não nos bastam
Pego no cliché de que o sorriso é o melhor que podes usar e acredito que posso ver-te voltar a sorrir. Porque quando muita coisa parece perdida, a fé e a esperança é tudo o que nos resta e é necessário abraçarmos qualquer coisa para manter a vida a caminhar. A linguagem perde a importância quando sabemos que pouco mais que nada podemos dizer senão coragem, acredita , luta. Vamos cá estar, por ti mesmo que isso implique apenas e só acreditar. A vida nas suas voltas prega-nos chapadas dolorosas. Há que saber dar-lhes a volta. Pouco mais tenho a dizer, por agora, mas como amanhã não sei se irei cá estar envio-te esta oração para que saibas que penso em ti, torço por ti, espero por ti lá mais à frente, quando como tantas outras vezes, deres a volta por cima deste obstáculo. Acreditemos que é possível dar também, uma nova volta à vida.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sem título
O excesso de trabalho ainda me assusta. Esporadicamente tenho reminiscências do tempo em que o pânico era o meu mais fiel companheiro, mas já não cedo à tentação de me deixar levar. Hoje foi um desses dias. Curiosamente só acontece em lugares onde nos sentimos seguros. Chegada a casa e eis que os cavalos a trote se instalam na minha jugular e o peito quer encher-se de ar, mas a sensação é que o ar nunca é o suficiente para saciar a minha fome de oxigénio. Estudei o meu pânico até ao limite, até perceber todos os seus "comos" e "porquês". Ponho o cronómetro no minuto e toca de avaliar o meu ritmo cardíaco - 86 bat.min - perfeitamente normal. O ar teima em não querer ser suficiente e tento perceber o porquê. Demasiados pensamentos, demasiadas coisas por fazer, tempo de menos para parar e organizar tudo, perceber o prioritário e no que não vale a pena insistir.
Ando novamente a tentar motivar-me para terminar o que iniciei em 2013. Obriguei-me a parar quando após a leitura, a cabeça se mantinha oca, sem reter qualquer conteúdo do que acabara de ler. Depois de decidir parar, recomeçar tem sido uma batalha contra mim. Não consigo entender os porquês mas talvez seja o medo da sensação de bloqueio mental, da exaustão. É difícil de explicar o que sente quem vê as suas capacidades cognitivas diminuirem dástricamente por cansaço. É dificil explicar o que se sente quando o cansaço é tanto que queremos obrigar o corpo e a cabeça a parar e eles simplesmente não respondem aos comandos. Continuar era o único objectivo, resolver os problemas o pensamento recorrente, um depois do outro, sempre, como se olhasse à volta e os meus problemas fossem uma pilha de papéis jogados numa secretária. Pegava num e logo caiam dezenas de outros tantos que nem percebia, grande parte das vezes, de onde surgiam.
Hoje tenho novamente um trabalho para terminar. Talvez venha daí a amostra de pânico. Aqui estou, a tentar distrair-me, procrastinando, atrasando o que tem que ser. Com medo de me deparar de novo com a sensação de não conseguir encadear conceitos, de não conseguir raciocinar . Ponho música, preparo o ambiente, cada vez mais confortável, e ainda assim temo o inicio. Os gatos circulam em meu redor, alternam as brincadeiras com os mimos e pequenas sonecas. Os miúdos não estão para poder trabalhar melhor e eu escrevo aqui para me obrigar a terminar a tarefa. A vergonha de desculpas vai obrigar-me a terminar. Um dia vou ter que enfrentar as mazelas do esgotamento. Que seja agora...
terça-feira, 14 de junho de 2016
Errare Humanum est
Às vezes acho que a vida me dá uma folga apenas para que possa de novo aguentar os embates. Como se fosse um balão de ar em atmosfera adversa. Como se estivesse constantemente em apneia e me dessem oportunidade de vir a cima de água apenas para respirar, ganhar fôlego e mergulhar outra vez.
Depois de um fim de semana grande, de que não me lembrava já a última vez em que tive um, estou de volta ao activo.
Sempre fui à feira do livro, comprar o livro do Armando e pedir um autógrafo. Aproveitei para levar os miúdos a passear e perceberem onde estive à alguns anos e o que estive a fazer. Percebi, por uma curta conversa com o Armando que a decisão que tomei à algum tempo de esquecer a escrita de livros foi a mais correcta. A minha vida não me permite demasiadas liberdades orçamentais. Tentei não olhar para outros livros, para não cair na tentação de gastar mais dinheiro. O orçamento continua a ser o meu maior desafio mensal.
O torneio em Portimão levou-me ao Algarve de onde trouxemos uma vitória expressiva e uma intoxicação alimentar ( o arroz de pato, está provado, não combina com o HCPG) para além de momentos bem passados, conversa boa e de finalmente me ter cheirado a Verão.
Estou de volta à rotina e comigo a dúvida constante sobre se os caminhos que escolho serão os mais corretos porque isto de gerir afectos/razão, quando toca ao nosso sangue, é doloroso e difícil. Nem sempre as opções são as melhores. Como me disseram hoje e ainda estou a pensar nisso de tão acertado que achei: mais vale uma decisão do que não tomar nenhuma.
É isto que me faz continuar. Ainda consigo decidir e mesmo que decida mal, amanhã acordo de manhã ( fresca e fofa como um pão da bimbo) e posso sempre voltar a decidir, mudar caminhos, ver alternativas, arranjar soluções: "Errare Humanum est" ou como se diz em bom português, errar é humano.
segunda-feira, 6 de junho de 2016
O problema das contas mal feitas!
Hoje foi mais uma volta, mais uma corrida no carrocel da vida. Lá fui eu, de " charola" até à capital, acompanhar um doente a um exame complementar de diagnóstico, uma coisa comum, por estes lados . Sinceramente estou desejando que cheguem as minhas tão esperadas 35 horas semanais, de trabalho.
Já aqui disse o que acho sobre esta mania de se colocarem todos os funcionários públicos num mesmo pacote. Infelizmente há quem continue a fazê-lo. E fazem-se contas, confabulando contra os funcionários públicos às vezes sem se perceber muito das contas que se estão a fazer. Volto a um blog de que gosto para exemplificar as más contas. Não vou falar apenas de nós ( enfermeiros) mas de todos aqueles funcionários públicos que, tal como eu, asseguram a sua profissão durante as 24h do dia. Neste grupo posso incluir as forças de segurança ( PSP, GNR, guardas prisionais, etc) e a grande maioria dos profissionais de saúde. Se asseguramos as 24 h apesar das 40h o dia não deixou de as ter, logo o nosso horário diário de horas trabalhadas ficou igual o que significou que, para trabalharmos mais horas, tiveram que nos diminuir as horas de folgas semanais. Por cada mês, um funcionário público a trabalhar por turnos perdeu 3 folgas.
É mais ou menos a mesma coisa que o vosso patrão vos dissesse que a partir de determinada altura, porque o resto do país considera que a culpa das más contas é toda vossa, perderiam o direito a um fim de semana e a metade de outro, todos os meses, continuando a ganhar o mesmo. Para além disso teriam de aguentar a pressão contínua de todo o país, que se juntaria contra vós, tentando proteger esse país, ainda assim, o melhor que soubessem e pudessem. Mas melhor do que eu, a sra bastonária da ordem dos enfermeiros consegue explicar o que pretendo dizer-vos.
terça-feira, 31 de maio de 2016
É a vida !
Hoje ouvi esta música no blog do Pedro Rolo Duarte que costumo ler e adorei-a. Mais uma vez foi amor à primeira nota.
Pegando no título da música, é a vida!, vou partilhar convosco uma reflexão muito simples que me veio à cabeça enquanto prestava os meus cuidados na UCINT.
Na unidade há televisão e enquanto uma das doentes seguia a novela que pelos vistos vai na 2 temporada ( as nossas novelas já têm temporadas?? Ui! ) lembrei-me que não vejo uma novela desde o tempo em que o Diogo Morgado ( ergam uma estátua aos pais que fizeram aquela obra de arte) fazia de Santiago e a novela, de que não me lembro o nome, tinha como genérico uma música dos anjos que eu gostava.
Passaram vários anos , a minha vida mudou tanto...
Ainda gosto de ficar a vegetar, sem pensar em nada de especial ( talvez por isso insista em escrever quando já devia estar a descansar, que o dia começou cedo e cheguei há pouco mais de meia hora) .
Agora utilizo o facebook ou o blog para desanuviar, para fazer a pausa entre o dia e a noite. Das novelas guardo a lembrança que me faziam sonhar. Hoje já não consigo. A ficção deixou de ter em mim a magia que tinha, o de dever continuar a sonhar.
A realidade às vezes embrutece-nos. Não sei se estou mais bruta mas estou de certo mais sincera. Já me é difícil esconder quem amo. O amor tornou-se um conceito muito mais amplo onde cabem os filhos, os pais, a família, os amigos, às vezes as oportunidades que a profissão me dá de identificar esse amor que ainda existe.
Do outro, a que sempre chamei amor, e hoje adjectivo de conjugal, acredito quando vejo casais de namorados com mais de 60 anos, famílias criadas, preocupação sincera e amor que transparece no desespero de quem procura em nós, profissionais de saúde, a resposta que querem ouvir. Sei que eles existem por aí, os casais felizes e rejubilo de cada vez que consigo identificar um. É essa a minha fonte de esperança, não a ficção.
Nesses tempos que utilizo para vegetar e vou lendo algumas coisas no facebook, reti ultimamente que nos chamam a geração das mulheres inamoráveis e pergunto-me porque será (?) Será o problema nosso? Ou "deles"? Não andaremos todos muito mais preocupados com o que gravita em torno daquilo a que chamamos amor e nos esquecemos de nos preocupar realmente? Será o eu mais importante ou o nós? Será que nos casais felizes um puxa e outro empurra ou farão o mesmo movimento sincronizado mediante a situação assim o exija? Perguntas para as quais não encontro resposta.
E vou-me deitar que para vegetal estou a pensar demais e amanhã o dia começa cedo outra vez. É a vida!
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Da importância da gentileza
Há muitos anos disseram-me que era parecida com esta sra. Hoje ouvi na rádio uma música ( não foi esta) que pensei que fosse dela e vim procurá - la. Encontrei esta melodia ( com esta letra que me diz tanto) e lembrei-me deste espectáculo que tive a sorte e a felicidade de ir ver, só, ao coliseu. Um espectáculo fortíssimo e inesquecível. Só lá, consegui entender a parecença. Concordei. Para não variar chorei em algumas partes do espectáculo, o impacto da voz e das letras com a melodia é, tantas vezes, tão emocionante para mim que não consigo controlar o que sinto. Tenho saudades desses tempos em que podia ir assistir aos espectáculos que mais gostava ou que me suscitavam interesse, quer fosse sozinha ou com companhia. Mas o mundo gira a vida é um circo e o passado não regressa, só o presente se pode moldar ao nosso jeito. Tenho hoje outras coisas, que substituem essas, nomeadamente a possibilidade de não precisar de ir sozinha assistir a qualquer coisa, mesmo que sejam na sua maioria eventos desportivos. Talvez com o tempo regressem os espectáculos, por agora ainda não são susceptíveis de criar interesse na pequena mancha masculina cá da casa e há artistas que me recuso a ouvir.
Gentilezas são hoje as grandes diferenças que nos separam e o amor é a única forma de as passarmos aos que nos são queridos, mesmo que por vezes seja muito difícil. O silêncio é um bom contentor de desespero e frustração e a forma mais gentil de mostrar o desagrado. A boa música a melhor forma de tratamento para as coisas do coração. É difícil, sobretudo para mim que tenho esta forma explosiva/reactiva, que nem sempre consigo controlar. Mas tento, todos os dias tento melhorar. Porque contínuo a acreditar no amor, apesar de tudo.
domingo, 22 de maio de 2016
Para ser bonito dá sempre muito trabalho
" Caracol, caracol, põe os corninhos ao sol" . Por esta altura do ano, ou talvez antes, lembro-me de cantar muitas vezes esta canção, na esperança de que esse animal ( conhecido pela sua estrondosa velocidade) se retirasse da sua casca e se mostrasse no seu lento ritual de deslocação.
No início do tempo de calor, por aqui, dá-me vontade de começarmos a sair da casca de Inverno, para aproveitar o bom tempo, e esse petisco maravilhoso que é uma bela de uma caracolada com uma imperial. A mim apetecem-me sempre esplanadas com o sol.
A chuva intensa deste ano transformou o meu quintal numa pequena selva, onde os cardos ficaram quase da minha altura ( dava para alimentar um burro a pão de ló ). Foi o suficiente para tomar a decisão de que para o ano não pode ser qualquer chuvada a destruir-me o jardim. Até a horta está uma verdadeira miséria e prevejo muito trabalhinho pela frente .
O que vale é que por aqui há muitos e bons exemplos de como construir um jardim. Se não os houvesse, o que não faltam são imagens na net de como fazer quase tudo.
Projectado na minha cabeça, foi fazer orçamento, comprar o material necessário e mãos à obra.
Havia já alguns meses que não me lembrava do que era ter dores, embora continue à volta com as sequelas do burnout da profissão, mas carregar 150 quilos de pedra fez voltar à memória e ao corpo a lentidão, a rigidez e a dor.Disse tantas vezes a quantidade de quilos de pedra que às tantas me perguntaram se tinha sido tudo de uma vez ao que respondi que 150 quilos de uma vez, só humanos e geralmente é peso repartido por pelo menos mais uma pessoa. É por isso que com quase 39 anos às vezes me sinto tão crocante como se tivesse 79.
Mazelas à parte, hoje já me senti melhor e continuei o trabalho. Ainda há mato por desbravar, mas está a ficar bonito. Não tão bonito quanto imaginei: geralmente é assim, poucas vezes me satisfaço plenamente com o resultado do meu trabalho ( e este é talvez o meu maior inimigo interno) .
Dá para montar a esplanada, para os jantares em dias de calor ou para o café pela noite dentro. Dá para me rodear de flores como tanto gosto e dá para ter por perto os temperos autóctones que adoro vir apanhar ao quintal enquanto cozinho, já para não falar das alfaces, das couves, dos tomates, das abóboras, dos brócolos, dos chuchus e até das batatas ( que ficam com o tamanho ideal para levar ao forno) tão biológicas que se me descuido ainda tenho que competir com as lagartas e os caracóis aquilo que deu tanto trabalho a produzir.
Brevemente, espero eu, se o trabalho e as inúmeras actividades de fim de ano ( testes incluídos) deixarem, poderei inaugurar o novo fogareiro, a esplanada e a horta renovada para a próxima temporada do sozinhos numa nova casa.
segunda-feira, 16 de maio de 2016
É no coração que está o problema
A verdade é que isto que aqui se lê não é novidade para mim.
Aqui à uns dias escrevi neste blog que são os objetivos que dão sentido à vida e que tinha em mente a realização de 3 até Setembro. Na verdade 2 deles estão associados e nada melhor do que Maio, o mês do coração, para começar a realizá-los.
A profissão, como se pode ler no link não ajuda e a genética ainda menos. Não é tanto o cancro do pulmão, mas o risco cardiovascular que me assusta mais, para além da DPOC que fazem ambos parte da minha carga genética.
Se vos disser que o factor económico não pesa, também estaria a mentir mas o que me preocupa mesmo é a minha saúde, que como se sabe andou pelas ruas da amargura.
Ansiedade mais controlada, é tempo agora de diminuir o número de cigarros que fumo até que deixar de fumar seja apenas uma opção.
Feito o estudo do fenómeno chego à conclusão que fumo em média 14 cigarros por dia, sendo que o objetivo é voltar aos 4/5 que fumava quando comecei a trabalhar no serviço de urgência. A par disso à que começar a praticar exercício mais regularmente, não para perder peso, mas para tornar o meu coração mais resistente aos defeitos da genética e aos efeitos da profissão que escolhi.
Nunca pensei que com 18 anos de profissão as noites continuassem a ser uma necessidade económica, mas são e portanto à que diminuir os efeitos dos turnos. Em 1 mês diminui 2 cigarros por dia o que não parece nada mas ao fim do dito mês são menos 60 cigarros ou seja menos 3 maços de tabaco.
Não sou adepta das correrias até porque os meus joelhos não iriam gostar que começasse a correr sem mais nem menos e provavelmente a minha coxo-femural mandava-me logo passear. Bem vistas as coisas foi isso que decidi fazer. Hoje fiz 5km, na companhia dos meus filhos, sem cansaço, sem dor e sem sofrimento. Talvez consiga vir a correr, mas não faz parte dos objetivos, o objetivo é mesmo fortalecer o músculo cardíaco que por minha vontade ainda terá mais 80 anos para trabalhar, como um relógio suíço. É que como toda a gente que me conhece sabe, eu quero viver até aos 120 anos .
quinta-feira, 10 de março de 2016
Depois dos 30 ainda tenho tudo para fazer
A rosa do deserto
Sou uma rosa no deserto. Nascida da mais improvável aridez, a água que me alimenta não é mais do que lágrimas que brotam dos meus próprios olhos. Sonhando com dias quentes e noites estreladas, transformei a paisagem que me envolve na mais monótona de todas as paragens... O vento levanta o pó de areia e nada sobra...mudando as acumulações de lugar, subindo e descendo como uma verdadeira ondulação: á volta tudo fica igual...A rosa cresceu acreditando na cor vermelha e descobre que não passa de uma amarela pálida. Perene como todas as rosas, a força da natureza vai acabar por me dobrar. E assim se redescobre alguém, e se vê que não se é o que se pensava ser... Em hibernação sonhei sonhos desses de voar, de percorrer o mundo... desperta do meu sonho, descubro a secura que se instalou ao meu redor , que as mudanças da luz alteraram a minha própria cor e que nada já é o que parecia poder ser.
Podia dizer tanta coisa, mas palavras sussurradas atravessam o espaço e podem servir de palavras mágicas para abrir a gruta do medo... e assim não digo nada quando não sei quem me ouve...
talvez possa percorrer o meu deserto em caravana com o vento e um dia, guiada pelos desejos que só as estrelas ouviram, numa noite já distante, o mar me venha de novo banhar e acariciar os pés, dando por terminada a minha travessia do deserto.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Mens sana in corpore sano
bo·na·chei·rão
adjectivo e substantivo masculino
[Informal] Bondoso, sem malícia e paciente. = BONACHÃO, BONACHEIRO
Feminino: bonacheirona.
Palavras relacionadas:
"bonacheirona", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/bonacheirona [consultado em 25-02-2016].
"Mens sana in corpore sano"
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Há coisas para as quais não tenho um nome definido
Hoje apeteceu-me ouvir esta. Só porque sei o que é andar sem destino e não chegar a lado nenhum. Mas também conheço a sensação de ter caminho e chegar ao destino traçado ( e sem GPS)
Às vezes as coisas mais simples são as melhores. A sinceridade e a simplicidade nunca me fizeram perder nenhuma batalha. Contínuo a apostar sempre, quando encontro estas qualidades.
"We're riding down the boulevard
We're riding into the dark night,
With half the tank and empty heart
Pretending we're in love, when it's never enough
As the sirens filled the lonely air
Oh, they can hear knock knock baby
We see a storm is closing in
Pretending we're escaped
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
We're running all the red lights down
No way that we can stop, no no
A quarter tank is almost gone
Pretending we're in love, when it's never enough
I wish we could take it back in time
Before we crossed the line, no now, baby
We see a storm is closing in
I reach out for your hand
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Oh oh, hold on
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)"
Ocean Drive - Duke Drummond
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Uma outra casa
sábado, 28 de novembro de 2015
Porque não são só coisas más
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Dêm-me uma arma e eu exploderei o vosso mundo
terça-feira, 27 de outubro de 2015
A vida é bela
E por falar em a vida é bela, como tenho saudades de ver um filme assim...
sábado, 10 de outubro de 2015
A ver se a gente se entende...
Depois de fazer aquilo que é a minha última acção dos dias que correm ( tomar a minha dose de comprimidos diários, que me permitem viver mais ou menos bem) , finalmente consigo ter um bocadinho para mim, roubo-o ao tempo de descanso, mas entre uma coisa ou outra é necessário um tempo para sentir, só sentir, sem ser a dor física, entender-me.
Continuo a chegar ao fim do dia, com muita coisa por fazer, cansada. Por aqui quase nada está como gostaria que estivesse mas até a isso a gente se habitua ( os cabelos por pintar, as unhas ruidas e as calças do tempo da outra senhora nem me ficam assim tão mal) já desisti de deixar tempo para mim, não vale a pena. A agenda agora preenche-se com todos os compromissos sociais das crianças e nem para isso já tenho tempo. De todas as teorias modernas das que mais gosto é a de sair da zona de conforto e a dos objectivos. Sair, gostava e também me dava jeito um bocadinho mais de conforto. Quanto aos objectivos tenho muitos sendo que o mais premente está mau de ver. Perdidos que foram os óculos , há uns meses atrás, aguardo a disponibilidade para uns novos. Isso e uma corrente de distribuição para não começar a ir a pé, silveiras acima. É uma questão de prioridades e essas eu aprendi bem o que eram e as suas consequências quando mal equacionadas.
Não vale a pena chorar sobre o leite derramado mas também não vale a pena ficar à espera de uma coisa que já não existe. Há quem tenha a oportunidade da sua vida mas prefira enchovalhar a raspadinha e jogá-la no lixo. Quuando vai buscá-la já está estragada. Não serve de nada. Capisce?
O bom de tudo isto? Saber que tenho uma dupla oportunidade de ensinar 2 pequenas pessoas o que é realmente importante na vida. E esse é o meu grande objectivo, para que não passem o que passei. O resto, para mim, são balelas. De boas intenções, está o inferno cheio.

