Foram maravilhosas, as férias. Como tudo o que é bom, acaba. Ficam os momentos para lembrar. Não podendo repetir o tempo, as lembranças servem para que a nostalgia e as saudades nos levem a procurar que os próximos momentos sejam sempre melhores. Chama-se esperança no futuro e o futuro pode ser sempre uma coisa maravilhosa. Basta acreditar em mim, basta acreditar nos que me são muito, basta acreditar que sim, que vai ser bom.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
É para o menino e para a menina ...
sábado, 30 de julho de 2016
Sintonizada comigo!
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Ainda a lutar contra a falta de energia
Para primeira vez nem ficou nada mal. O coitado ficou com aspecto de quem já tinha sido comido antes de sair do forno o que significa que para a próxima terei que aumentar as doses. Estava gostoso ( ou não o teria colocado aqui) e com mel ficou uma delícia. Agora, finalmente, posso alternar os meus pequenos almoços e lanches sem ficar com a consciência pesada de que estou a consumir hidratos de carbono a mais. Resta saber se os miúdos vão aprovar estas novas invenções da mãe. Para quem gosta e tem mãos e paciência para a cozinha, é de experimentar estes pães do artigo, que devem ser uma delicia.
domingo, 24 de julho de 2016
Saudável acima de tudo
quarta-feira, 20 de julho de 2016
À beira mar
Têm sido uns dias calmos, tão calmos que sinceramente já nem estava habituada a isto. Numa tarde acabei de ler o livro que andava há meses a tentar ler.
Todos os alentejanos do litoral deviam ler este livro. Foi um livro que me transportou para uma memória que, acredito, seja comum a todos nós, nascidos nestas terras. Sines, aqui chamada de São Torpes, a Esplanada Alentejana nos seus tempos áureos, uma praia que a evolução destruiu e uma terra que mudou e se transformou tanto nos últimos 40 anos. Para além do romance, que vale a pena, este é um tratado histórico sobre uma das estâncias de Verão Alentejanas, sobre a nossa vida, sobre o que mudou por fora mas se arrastou por gerações e ainda chega aos nossos dias. Esta memória colectiva que põe a mulher independente num papel estranho perante a sociedade e a transforma ao longo dos anos, moldando-lhe o futuro, os comportamentos, fazendo-a esquecer, por vezes, os verdadeiros motivos da sua luta. Gostei bastante, tanto que fiquei com curiosidade de ver o filme e fiquei com vontade de repetir livros do mesmo autor. Para além de ser engraçado ler uma história a acontecer em lugares que conhecemos tão bem.
Passo já de seguida para o Oussia, que fui de propósito comprar à feira do livro e que vem com dedicatória para o Afonso. Já li todos os livros do Armando e gostei sempre. Ele escreve na ficção científica, imaginação, uma área pouco explorada pelos portugueses e escreve sempre bem. Diria que é algo verdadeiramente novo na nossa literatura.
Continuamos preocupados, claro! Mas o tempo e a paciência é a única formula mágica de cura que conheço para certos problemas. Não há outra forma senão esta de esperarmos o melhor e acreditar que há-de vir.
Boa noite e bons sonhos =)
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sem título
O excesso de trabalho ainda me assusta. Esporadicamente tenho reminiscências do tempo em que o pânico era o meu mais fiel companheiro, mas já não cedo à tentação de me deixar levar. Hoje foi um desses dias. Curiosamente só acontece em lugares onde nos sentimos seguros. Chegada a casa e eis que os cavalos a trote se instalam na minha jugular e o peito quer encher-se de ar, mas a sensação é que o ar nunca é o suficiente para saciar a minha fome de oxigénio. Estudei o meu pânico até ao limite, até perceber todos os seus "comos" e "porquês". Ponho o cronómetro no minuto e toca de avaliar o meu ritmo cardíaco - 86 bat.min - perfeitamente normal. O ar teima em não querer ser suficiente e tento perceber o porquê. Demasiados pensamentos, demasiadas coisas por fazer, tempo de menos para parar e organizar tudo, perceber o prioritário e no que não vale a pena insistir.
Ando novamente a tentar motivar-me para terminar o que iniciei em 2013. Obriguei-me a parar quando após a leitura, a cabeça se mantinha oca, sem reter qualquer conteúdo do que acabara de ler. Depois de decidir parar, recomeçar tem sido uma batalha contra mim. Não consigo entender os porquês mas talvez seja o medo da sensação de bloqueio mental, da exaustão. É difícil de explicar o que sente quem vê as suas capacidades cognitivas diminuirem dástricamente por cansaço. É dificil explicar o que se sente quando o cansaço é tanto que queremos obrigar o corpo e a cabeça a parar e eles simplesmente não respondem aos comandos. Continuar era o único objectivo, resolver os problemas o pensamento recorrente, um depois do outro, sempre, como se olhasse à volta e os meus problemas fossem uma pilha de papéis jogados numa secretária. Pegava num e logo caiam dezenas de outros tantos que nem percebia, grande parte das vezes, de onde surgiam.
Hoje tenho novamente um trabalho para terminar. Talvez venha daí a amostra de pânico. Aqui estou, a tentar distrair-me, procrastinando, atrasando o que tem que ser. Com medo de me deparar de novo com a sensação de não conseguir encadear conceitos, de não conseguir raciocinar . Ponho música, preparo o ambiente, cada vez mais confortável, e ainda assim temo o inicio. Os gatos circulam em meu redor, alternam as brincadeiras com os mimos e pequenas sonecas. Os miúdos não estão para poder trabalhar melhor e eu escrevo aqui para me obrigar a terminar a tarefa. A vergonha de desculpas vai obrigar-me a terminar. Um dia vou ter que enfrentar as mazelas do esgotamento. Que seja agora...
sábado, 18 de junho de 2016
A tentar despertar consciências
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal - aqui começa a trapaça
Poderia dizer que entrámos mal, mas direi antes que entrámos como sempre, porque realmente é essa a minha opinião. Fiz uma pausa na tristeza para nos ver jogar e éramos nós que ali estávamos, campeões de bastidores, porque nem de bancada fomos. Uma seleção medíocre com 2 ou 3 grandes jogadores que, à sombra da fama, não fazem pela seleção aquilo que fazem pelos seus clubes, nunca percebi muito bem porquê. Falta-nos o sentido da nacionalidade. Somos sempre campeões antes de começar, depois vem a parte da realidade e voltamos à mediocridade que nos caracteriza ( "abençoada" a padeira que ficou com os louros de um dos maiores estrategas portugueses e ilustra bem o que pretendo dizer)
É uma selecção representativa daquilo que realmente somos. Medianos em altura e corpulência, com alguns, poucos, acima da média, numa miscelânea de cores e de tons universalisantes, que vestidos de qualquer uma das cores do sul passaria por nação. Será provavelmente o fruto dos descobrimentos ou se preferirem de uma nação que há muitos anos se abriu ao mundo não por um objectivo concreto mas como forma de ultrapassar o marasmo, pensando que sonhando novos mundos eles nos compensariam. Puro engano, que a mediocridade nos serve apenas para abrir caminhos que outros virão atrás explorar.
Serviu para ficar ainda mais fã das terras do gelo. Dos que da grandeza que lhes tiraria velocidade, fizeram do bloqueio a sua melhor arma. Dos que, sendo ainda menos do que nós somos, se fizeram ouvir num grito de guerra e incentivo calando uma nação que se quer fazer grande, mas se rende ao pessimismo à primeira dificuldade. Falta-nos a moral. Preferimos a morte lenta e agonizante, a fome de tudo, à guerra. Continuamos a nação dos orgulhosamente sós, cada um a pensar no seu umbigo. Talvez não seja a saudade o que nos caracteriza mas o fado, o destino, que aceitamos, sem discutir ou questionar, porque se nos diferenciarmos alguém virá dizer que é apenas protagonismo e não mérito, alguém virá exigir que nos excedamos uma e outra vez. A mediocridade é confortável. Ficaremos contentes com um 3° ou 4° lugares e será bom. Desfilaremos o rol de dificuldades que nos fizeram abrandar e seremos orgulhosos dos nossos feitos que mais ninguém saberá muito bem quais foram. Deixaremos que joguem melhor que nós e no fim protestaremos que fomos roubados em vez de termos lutado na altura certa.
Já me convenci que faço parte de uma nação com estas características e tenho aprendido a viver dentro dela. Não me espantou o resultado, espanta-me é que ainda se espantem com ele. Não, não sou pessimista, sou apenas pragmática e já nem acredito que em tudo haja uma parte boa, o que pode haver, ou não, é vontade de aceitar o que se é ou passar a vida a sonhar que se vai ser o que nunca se foi e chamar-lhe psicologia positiva. Acho muito perigosa a ideia de que se lutares podes ser o quiseres. Criará provavelmente uma geração de seres frustrados que poderão ser perigosos. Prefiro acreditar que devemos estudar melhor as nossas características e a dos adversários tentando moldar-nos o melhor possível no sentido de obtermos resultados. É que ser apenas virtualmente campeão é uma vitória que só interessa a quem não tem objectivos definidos, a quem lhe é indiferente as características únicas das peças que formam uma equipa. Uma perda/empate é sempre uma derrota, demos as desculpas que quisermos dar .
terça-feira, 14 de junho de 2016
Errare Humanum est
Às vezes acho que a vida me dá uma folga apenas para que possa de novo aguentar os embates. Como se fosse um balão de ar em atmosfera adversa. Como se estivesse constantemente em apneia e me dessem oportunidade de vir a cima de água apenas para respirar, ganhar fôlego e mergulhar outra vez.
Depois de um fim de semana grande, de que não me lembrava já a última vez em que tive um, estou de volta ao activo.
Sempre fui à feira do livro, comprar o livro do Armando e pedir um autógrafo. Aproveitei para levar os miúdos a passear e perceberem onde estive à alguns anos e o que estive a fazer. Percebi, por uma curta conversa com o Armando que a decisão que tomei à algum tempo de esquecer a escrita de livros foi a mais correcta. A minha vida não me permite demasiadas liberdades orçamentais. Tentei não olhar para outros livros, para não cair na tentação de gastar mais dinheiro. O orçamento continua a ser o meu maior desafio mensal.
O torneio em Portimão levou-me ao Algarve de onde trouxemos uma vitória expressiva e uma intoxicação alimentar ( o arroz de pato, está provado, não combina com o HCPG) para além de momentos bem passados, conversa boa e de finalmente me ter cheirado a Verão.
Estou de volta à rotina e comigo a dúvida constante sobre se os caminhos que escolho serão os mais corretos porque isto de gerir afectos/razão, quando toca ao nosso sangue, é doloroso e difícil. Nem sempre as opções são as melhores. Como me disseram hoje e ainda estou a pensar nisso de tão acertado que achei: mais vale uma decisão do que não tomar nenhuma.
É isto que me faz continuar. Ainda consigo decidir e mesmo que decida mal, amanhã acordo de manhã ( fresca e fofa como um pão da bimbo) e posso sempre voltar a decidir, mudar caminhos, ver alternativas, arranjar soluções: "Errare Humanum est" ou como se diz em bom português, errar é humano.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Uma família d'artistas - oh! que artistas
Fui entusiasta desta ideia desde o início, desde o dia em que os responsáveis da Escola de Artes ( então de Sines) agora do Alentejo Litoral vieram apresentar aos pais o seu projecto que pretendiam ser em conjunto com a Escola Básica 2+3 de Grândola ( D. Jorge de Lencastre, para quem não sabe, o sr que nos deu o foral). Não porque quisesse especialmente que o meu filho fosse músico mas porque acho a música muito importante na nossa formação e porque este projecto equivalia ou dará a equivalência ao curso básico de música. É importante saber para poder avaliar e a música ou a qualidade de alguma música que se ouve é tão, como direi, fraquinha que achei uma oportunidade óptima para proporcionar ao meu filho novas experiências.
É verdade que nem sempre correu bem. Não primam pela organização e problemas com financiamento levaram algumas crianças a estarem muito tempo sem professores, ou sem aulas. Eu não tenho que me queixar. Tive a sorte de encontrar a Neusa, que esteve nos testes de recrutamento e que, pensei eu sinceramente, iria "chumbar" o meu filho. Entrou. Não é propriamente um entusiasta da música mas a excelente professora tem sabido cativá-lo e lá vai fazendo ao seu ritmo, sempre com as aulas em falta repostas, basta para isso haver alguma boa vontade de ambas as partes.
É verdade que nunca sonhei que escolhesse a percussão, eu que adoro violino, piano, cordas e saxofone. Mas foi o que ele escolheu e para mim isso chega.
Ouvi dizer que não vão continuar a fazer novas turmas e tenho muita pena. Gostaria de poder proporcionar ao Afonso a mesma experiência ainda mais que sempre foi mais " cantador" e dançarino que o irmão. Pelos vistos não vai ser possível e as aulas na escola, sem o projecto com a Escola pública, são a um preço impossível de pensar sequer.
Quando ao fim de 4 anos se vê este resultado dá para reflectir: será que apesar das dificuldades e algumas diferenças de opinião, não é este um óptimo resultado? Aquele que estávamos à espera? Será que não teremos orgulho para o ano de poder dizer que os nossos filhos terão no currículo um diploma de estudo integrado ( artístico) em música?
Deixo -vos o vídeo da audição de hoje, da classe conjunto do professor ....Évora ( peço desculpa, esqueci-me do seu nome 😊 ) com uma música que é da sua autoria.
sábado, 4 de junho de 2016
No poial ao entardecer
Não é a primeira vez que falo neste blog da Ludoteca e do trabalho que fazem com as crianças do concelho. Uma mais valia para os pais que vêm os seus meninos aproveitar o tempo livre com actividades lúdicas e formativas. Os meus sempre frequentaram a ludoteca - o grande enquanto quis e o pequeno, primeiro renitente, depois rendeu-se ao teatro.
É com orgulho que se percebe o enorme trabalho destes profissionais em prol das crianças e é com satisfação que vejo reconhecido pelo público a autora/professora/encenadora das crianças durante as oficinas de teatro.
"No poial ao entardecer" é uma peça escrita pela Mané, a Maria Manuel Costa e apresentada pelos meninos das oficinas de teatro da Ludoteca. É uma peça que fala sobre as importantes relações entre gerações, o conhecimento que se transmite, levando os meninos e o público numa viagem através do Alentejo passado e presente. O cenário principal é um poial, esse lugar maior dos tempos da nossa infância onde, nas tardes e noites de Verão, se contavam histórias a "apanhar fresco". Os avós e os seus netos revisitam a juventude dos primeiros em cenas hilariantes em que se percebe a evolução dos " nossos" tempos.
Agora o poial está em livro e hoje esteve de volta ao palco do cine-granadeiro, onde estará nos próximos 2 dias, em apresentações às várias turmas do ensino básico, dando a conhecer esta arte magnífica que é o teatro. É com orgulho que digo que tive e tenho filhos que foram ensinados a representar pela Mané. É com orgulho que os vejo em palco. É com orgulho que percebo que apesar de estarmos longe dos grandes centros urbanos, conseguimos oferecer às nossas crianças um currículo diversificado onde não faltam oportunidades de evoluir o seu sentido artísticos. Parabéns pelo teu trabalho e pelo teu livro Mané. Obrigada pelo que fazes pelo desenvolvimento pessoal dos nossos filhos! 🎭
sábado, 28 de maio de 2016
Da vontade ( que não tenho tantas vezes) de cozinhar
A moda do brunch é uma moda de que gosto bastante. Embora nunca tenha tomado ( é assim que se diz?) um brunch nesses lugares da moda ( só se fosse doida é que me "desabalava" daqui até Lisboa para tomar um brunch - que seria ou uma barrigada de fome ou quanto muito um jantar) o que é facto é que o brunch serve para mim por dois motivos: primeiro porque me faz lembrar os lanches ajantarados que por aqui se fazem e que são óptimos na casa dos meus pais e em segundo porque em dias que saio de vela ( ou seja em que saio depois de fazer uma noite) apesar de tomar o pequeno almoço antes de me deitar, é certo que não vou acordar para almoçar e quando acordo apetece-me tudo menos fazer almoço de faca e garfo.
A alimentação saudável sempre foi uma preocupação na nossa casa. A minha mãe para além de ser professora primária e passar esses ensinamentos aos alunos ( onde eu ainda me incluí, antes da lei que proíbe que isso aconteça) também os aplicava em casa. Lembro-me das inúmeras tentativas falhadas para me fazer comer espinafres, de que não gostava de maneira nenhuma e que hoje são um dos meus vegetais favoritos ( engraçado como evoluem os nossos gostos).
Também durante o curso a disciplina de nutrição foi uma das que mais gostei e a que me fez perder menos aulas ( porque o que gostei mesmo desse tempo foram as "cadeiras" nocturnas em que fui aprovada sempre com distinção, eheheheh).
O meu professor, nutricionista à altura, no hospital pediátrico de Coimbra passou-nos - pelo menos a mim - para além das noções básicas, a importância da alimentação no aumento da qualidade de vida em muitas patologias sobretudo as metabólicas.
A obesidade é a epidemia do século e a obesidade infantil é um problema que se não for diagnosticado e tratado a tempo pode ser um grave problema no nosso futuro. Para além da má alimentação que se faz hoje, principalmente devido à quantidade de alimentos processados que incluímos na nossa alimentação e ao aumento da qualidade de vida que nos fez consumir muito mais do que necessitamos, o sedentarismo, a falta de prática desportiva, a falta de brincadeiras e corridas na rua também contribuem para o aumento da obesidade.
Os lanches ajantarados na casa dos meus pais incluem ainda hoje - ainda bem - sobretudo marisco ou grelhados de coentrada ou aproveitamento daquilo a que chamamos os restos de outras refeições ( assim de repente lembro-me das sardinhas de tomatada que são a minha perdição) mas algumas noções antigas e erradas levam a que por vezes se cometam alguns erros, nomeadamente na quantidades de batata consumida e na quantidade de carne gorda e vermelha consumida por semana. Já eu prefiro as aves exceptuando a caça ( apesar de ter um pai caçador, não sou grande fã de carne de caça)
Por aqui, hoje, deu-me para as panquecas. Depois de uma procura na internet encontrei esta receita do blog my casual brunch de que fiquei fã e já sou seguidora. Como é lógico tive que mudar tudo ( é uma coisa que "se me" está entranhada na raiz, o que é querem? ) e o nome não pode servir para as minhas panquecas, mas segui as proporções: como não tinha farinha de gérmen de trigo usei a que mais gosto, ou seja, farinha de milho e cá em casa não se usa leite magro, que me sabe a água, mas leite meio-gordo. A acompanhar as panquecas foi necessário aproveitar o que por aqui há em casa. Até porque prefiro o produto nacional às " modernices importadas". Nada contra as importações mas porque é que hei-de usar queijo quark se posso usar queijo limiano, que até já existe com menos gordura? Ou queijo fresco de que gosto tanto? Não faz o mesmo efeito cremoso? Logo descubro algo nacional que o faça. Adiante: Queijo, doce de morango e amoras produzidas mesmo aqui ao pé . Ficaram uma delícia e até o pequeno esquisito da casa aprovou. Acho que vou repetir a receita mais vezes.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Da importância da gentileza
Há muitos anos disseram-me que era parecida com esta sra. Hoje ouvi na rádio uma música ( não foi esta) que pensei que fosse dela e vim procurá - la. Encontrei esta melodia ( com esta letra que me diz tanto) e lembrei-me deste espectáculo que tive a sorte e a felicidade de ir ver, só, ao coliseu. Um espectáculo fortíssimo e inesquecível. Só lá, consegui entender a parecença. Concordei. Para não variar chorei em algumas partes do espectáculo, o impacto da voz e das letras com a melodia é, tantas vezes, tão emocionante para mim que não consigo controlar o que sinto. Tenho saudades desses tempos em que podia ir assistir aos espectáculos que mais gostava ou que me suscitavam interesse, quer fosse sozinha ou com companhia. Mas o mundo gira a vida é um circo e o passado não regressa, só o presente se pode moldar ao nosso jeito. Tenho hoje outras coisas, que substituem essas, nomeadamente a possibilidade de não precisar de ir sozinha assistir a qualquer coisa, mesmo que sejam na sua maioria eventos desportivos. Talvez com o tempo regressem os espectáculos, por agora ainda não são susceptíveis de criar interesse na pequena mancha masculina cá da casa e há artistas que me recuso a ouvir.
Gentilezas são hoje as grandes diferenças que nos separam e o amor é a única forma de as passarmos aos que nos são queridos, mesmo que por vezes seja muito difícil. O silêncio é um bom contentor de desespero e frustração e a forma mais gentil de mostrar o desagrado. A boa música a melhor forma de tratamento para as coisas do coração. É difícil, sobretudo para mim que tenho esta forma explosiva/reactiva, que nem sempre consigo controlar. Mas tento, todos os dias tento melhorar. Porque contínuo a acreditar no amor, apesar de tudo.
Das superiores valências da família
Acordo às 17.30 a pensar que é bem mais cedo e na lenta preguiça de quem tem o relógio interno avariado deixo-me estar a alongar ( que é uma forma bonita de dizer que pareço um gato a espreguiçar - me). Olho finalmente ao relógio e descubro que estou novamente atrasada. Felizmente o pai António tem aquelas premonições fantásticas e telefona na altura certa: Quem vai buscar o menino? Podes ir tu pai? Acordei agora.
Quanto não vale um avô? Não posso dizer, que não conheci nenhum mas sei exactamente o valor de uma avó e este avô é para os meus filhos tanto ou mais do que foi para nós, as filhas. É o meu verdadeiro braço direito desde sempre.
Apesar das horas tardias incrivelmente estes dias têm tendência a render-me em trabalho, quando descanso, e foi o que se passou. Pus a carne a marinar mais cedo, em vinho tinto, limão, alho, coentros e louro, com um toque de pimenta e sal, que não tenho jeito para coisas demasiado elaboradas e fui tentar terminar o jardim. Afinal os 150 kg de pedra não chegam e vou precisar de mais. A mesa aguarda agora que a lixe e a pinte que o verão passado e a cera das velas pela noite dentro deixou marcas que têm que ser tratadas. Falta o sombreiro: o do ano passado ficou feito em fanicos nas primeiras chuvas de Outono. Falta a horta.
Pelas minhas previsões lá para o fim do Verão sou capaz de ter a esplanada pronta, eheh. O pobre do anão também está a precisar de nova pintura e assim me vou entretendo entre lavar e estender roupa. Para não variar os planos do jantar saem furados. O que era suposto virem a ser costeletas panadas torna-se numa nova invenção minha já que os ovos caseiros estavam estragados ( confio cegamente nos truques antigos e ovos que bóiam são para jogar para o lixo) . Farinha de milho, envolve-se bem e tudo para o azeite. Um puré de batata e o comum, um adorou o outro detestou: o normal! Como somos a trupe da sopa, está sempre a refeição salva em caso de desgosto. Depois disto tudo passar roupa a ferro que o mais velho vai de fim de semana grande com o pai para Lisboa. A esta hora olho para as fotos do quintal e penso que não ficou mal de todo e no que posso melhorar.
A Marilyn repousa ao meu lado ( estou a adorar o livro - curioso como os nascidos nos mesmos lugares têm memórias que poderiam chamar-se comuns: é quase como se estivesse a ouvir a minha avó a contar uma qualquer estória das do tempo dela e isso dá -me um conforto que não consigo explicar e leva-me a querer saber mais da estória que se conta, bem contada, no livro) mas não sei se a meia benzodiazepina me vai deixar ler a seguir. É que, infelizmente, embora esteja cansada, o corpo provavelmente vai querer ir trabalhar outra vez esta noite, apesar de amanhã ser realmente feriado para mim. Rotinas são óptimas e a falta delas arrasa-nos com o tempo livre. Boa noite!
segunda-feira, 16 de maio de 2016
É no coração que está o problema
A verdade é que isto que aqui se lê não é novidade para mim.
Aqui à uns dias escrevi neste blog que são os objetivos que dão sentido à vida e que tinha em mente a realização de 3 até Setembro. Na verdade 2 deles estão associados e nada melhor do que Maio, o mês do coração, para começar a realizá-los.
A profissão, como se pode ler no link não ajuda e a genética ainda menos. Não é tanto o cancro do pulmão, mas o risco cardiovascular que me assusta mais, para além da DPOC que fazem ambos parte da minha carga genética.
Se vos disser que o factor económico não pesa, também estaria a mentir mas o que me preocupa mesmo é a minha saúde, que como se sabe andou pelas ruas da amargura.
Ansiedade mais controlada, é tempo agora de diminuir o número de cigarros que fumo até que deixar de fumar seja apenas uma opção.
Feito o estudo do fenómeno chego à conclusão que fumo em média 14 cigarros por dia, sendo que o objetivo é voltar aos 4/5 que fumava quando comecei a trabalhar no serviço de urgência. A par disso à que começar a praticar exercício mais regularmente, não para perder peso, mas para tornar o meu coração mais resistente aos defeitos da genética e aos efeitos da profissão que escolhi.
Nunca pensei que com 18 anos de profissão as noites continuassem a ser uma necessidade económica, mas são e portanto à que diminuir os efeitos dos turnos. Em 1 mês diminui 2 cigarros por dia o que não parece nada mas ao fim do dito mês são menos 60 cigarros ou seja menos 3 maços de tabaco.
Não sou adepta das correrias até porque os meus joelhos não iriam gostar que começasse a correr sem mais nem menos e provavelmente a minha coxo-femural mandava-me logo passear. Bem vistas as coisas foi isso que decidi fazer. Hoje fiz 5km, na companhia dos meus filhos, sem cansaço, sem dor e sem sofrimento. Talvez consiga vir a correr, mas não faz parte dos objetivos, o objetivo é mesmo fortalecer o músculo cardíaco que por minha vontade ainda terá mais 80 anos para trabalhar, como um relógio suíço. É que como toda a gente que me conhece sabe, eu quero viver até aos 120 anos .
sábado, 14 de maio de 2016
Música é meio caminho para a cura
Hoje, vá-se lá perceber porquê foi um dia em que me ri bastante . Já não me divertia assim no trabalho há algum tempo, apesar do dia ter iniciado mal, por falta de planeamento do que seria o meu dia de hoje, no dia anterior. Estou bastante mais focada, embora ainda me invadam ondas de cansaço que permitem lacunas ao nível do planeamento. Fico sempre desiludida comigo quando acontece, mas parece que já vou conseguindo ultrapassar a frustração de forma mais leve. Daí ter começado a rir a meio do dia e ter levado a boa disposição comigo até esta hora a que me deito.
Vou dormir com uma música no pensamento, uma que sempre que a ouço me traz um sorriso aos lábios e vontade de dançar. Aposto que nem adivinham qual é
terça-feira, 3 de maio de 2016
Quando apetece viver de novo
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| foto tirada e trabalhada por mim, junto ao "novo" resort beach and golf na herdade do Pinheirinho |
domingo, 1 de maio de 2016
Carta, com música, para a minha mãe
Há sempre tanta coisa que se diz e nunca nada será suficientemente justo para te definir. Aproveito a letra do Vasco, do programa da manhã da rádio comercial, que te ensinei a gostar de ouvir, porque de todas as coisas, o que mais gosto, mesmo, é de te ouvir rir. Não sou eu que o digo, são as pessoas que nos conhecem que dizem que temos uma voz parecida. O riso então é quase um plágio. Além disso o Vasco, com a sua letra, e a rádio comercial no seu vídeo dizem tudo e fazem-no com uma qualidade que eu não conseguiria superar







