Foram maravilhosas, as férias. Como tudo o que é bom, acaba. Ficam os momentos para lembrar. Não podendo repetir o tempo, as lembranças servem para que a nostalgia e as saudades nos levem a procurar que os próximos momentos sejam sempre melhores. Chama-se esperança no futuro e o futuro pode ser sempre uma coisa maravilhosa. Basta acreditar em mim, basta acreditar nos que me são muito, basta acreditar que sim, que vai ser bom.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2016
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
A Zona Jovem de outros tempos
sábado, 30 de julho de 2016
Sintonizada comigo!
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Classificação de época alta
A gota que indica frescura a escorrer pelo gargalo da garrafa e eu a pensar "que se lixe! É só uma."
Não tenho por hábito beber bebidas alcoólicas durante as minhas " semanas" de trabalho. O corpo já não responde da mesma forma às toxinas e o álcool é muito difícil de queimar. Devo ter dito umas 3 vezes : gosto mesmo disto, é que gosto mesmo! Eu sei que bebida para acompanhar um jogo de futebol devia ser uma mini, ou uma média ( super bock ou Sagres, tanto faz, que já lá vai o tempo em que era esquisita com essas coisas) mas desde que provei Cidra em Madrid, que nunca mais consegui olhar para uma cerveja da mesma forma.
A França lá nos irá acompanhar no próximo sábado e eu estarei a trabalhar.
Enquanto no Reino Unido anda toda a gente com o síndrome do Pôncio Pilatos ( a querer lavar as mãos da embrulhada que arranjaram) por cá a Caixa Geral de Depósitos é mais um bom exemplo dos maus negócios que se fazem neste país, à custa do dinheiro dos contribuintes ( eu ainda sonho que um dia vamos deixar de deixar que nos atirem areia para os olhos) e a UE já sonha em aplicar - nos mais umas "sançõezitas" enquanto distribuímos o pouco dinheiro que temos pelos vários particulares que vão engordando à custa do dinheiro de todos com o aval da justiça. Enfim!
Enquanto isso eu vou aproveitando para utilizar a folga que este governo geringonça nos deu para amealhar uns tostões, enquanto posso, que desconfio que a folga deve ser por pouco tempo, com o rumo que as coisas levam ( mas vamos à final com a França, não está tudo perdido!)
O dia foi longo mas foi um dia em que experimentei coisas novas, que aprendi um pouco mais e tive a oportunidade de ver coisas que nunca tinha visto - gosto muito de aprender e ver coisas diferentes.
Uma grande parte do país encontra-se em mais um festival onde não faço conta de ir nunca ( gosto pouco de empresas que utilizam o dinheiro que "sacam", muitas vezes de forma pouco clara e sem boa fé, aos seus clientes, para patrocinar espectáculo ) eu preferi aproveitar para descansar com os miúdos, que as pernas já se vão queixando dos anos que tenho passado em cima delas. É que embora um senhor muito simpático me tenha dado hoje 20 anos, os cabelos brancos já não enganam ninguém e são quase o dobro dos anos que carrego.
O novo ano escolar está à porta e, na verdade, o nosso futuro, cheira-me, está novamente a ser jogado como num jogo de cartas ( vamos a ver quem faz mais bluff) e eu não quero voltar a ser apanhada no meio da tempestade. Portanto, para mim, a ordem de mercado agora é poupar. Estou um pouco farta das previsões em alta que sistematicamente não conseguimos cumprir.
quarta-feira, 29 de junho de 2016
De mim mesmo: Resistência todo o terreno
Feito. Não em modo perfeição mas a perfeição não existe. Exausta. Claro: naquela fase em que excusam de me pedir para pensar, ou para fazer, que não consigo. É nestes momentos que nos valem os amigos, os verdadeiros. É por isso que a minha política é há muito que quem sabe dar e receber merece reforço positivo, quem só sabe receber só merece o reforço que dá. A sua própria moral é cada um que a faz. Quem não tem moral para dar não vale a pena pensar que vai receber de mim mais do que aquilo que merece. Tenho as minhas contas ajustadas com o Deus que me deram a conhecer de pequena. E esse era um Deus justo. A justiça pode demorar mas sempre acontece, sem se fazer mais do que esperar. Esperar pela minha vez , esperar pelo que necessito aprender, esperar pelo tempo certo que, acredito, há - de estar reservado para o que mereço. Sempre fui muito consciente daquilo de que sou capaz. No tempo certo. Pena que ainda haja quem não perceba esta minha capacidade de ter uma paciência de Chinês, bem disfarçada num corpo demasiado activo que por vezes me leva ao chão. Só que, no tempo que leva a minha vida, não houve uma única vez que não me conseguisse levantar. Mas isso só muito poucas pessoas sabem, só aquelas que merecem o melhor de mim!
terça-feira, 28 de junho de 2016
Sem título
O excesso de trabalho ainda me assusta. Esporadicamente tenho reminiscências do tempo em que o pânico era o meu mais fiel companheiro, mas já não cedo à tentação de me deixar levar. Hoje foi um desses dias. Curiosamente só acontece em lugares onde nos sentimos seguros. Chegada a casa e eis que os cavalos a trote se instalam na minha jugular e o peito quer encher-se de ar, mas a sensação é que o ar nunca é o suficiente para saciar a minha fome de oxigénio. Estudei o meu pânico até ao limite, até perceber todos os seus "comos" e "porquês". Ponho o cronómetro no minuto e toca de avaliar o meu ritmo cardíaco - 86 bat.min - perfeitamente normal. O ar teima em não querer ser suficiente e tento perceber o porquê. Demasiados pensamentos, demasiadas coisas por fazer, tempo de menos para parar e organizar tudo, perceber o prioritário e no que não vale a pena insistir.
Ando novamente a tentar motivar-me para terminar o que iniciei em 2013. Obriguei-me a parar quando após a leitura, a cabeça se mantinha oca, sem reter qualquer conteúdo do que acabara de ler. Depois de decidir parar, recomeçar tem sido uma batalha contra mim. Não consigo entender os porquês mas talvez seja o medo da sensação de bloqueio mental, da exaustão. É difícil de explicar o que sente quem vê as suas capacidades cognitivas diminuirem dástricamente por cansaço. É dificil explicar o que se sente quando o cansaço é tanto que queremos obrigar o corpo e a cabeça a parar e eles simplesmente não respondem aos comandos. Continuar era o único objectivo, resolver os problemas o pensamento recorrente, um depois do outro, sempre, como se olhasse à volta e os meus problemas fossem uma pilha de papéis jogados numa secretária. Pegava num e logo caiam dezenas de outros tantos que nem percebia, grande parte das vezes, de onde surgiam.
Hoje tenho novamente um trabalho para terminar. Talvez venha daí a amostra de pânico. Aqui estou, a tentar distrair-me, procrastinando, atrasando o que tem que ser. Com medo de me deparar de novo com a sensação de não conseguir encadear conceitos, de não conseguir raciocinar . Ponho música, preparo o ambiente, cada vez mais confortável, e ainda assim temo o inicio. Os gatos circulam em meu redor, alternam as brincadeiras com os mimos e pequenas sonecas. Os miúdos não estão para poder trabalhar melhor e eu escrevo aqui para me obrigar a terminar a tarefa. A vergonha de desculpas vai obrigar-me a terminar. Um dia vou ter que enfrentar as mazelas do esgotamento. Que seja agora...
quarta-feira, 22 de junho de 2016
Thirty - nine
O meu amor vem de longe, traz 39 anos de caminho. Obrigada a todos os que fazem, fizeram e farão parte da minha vida. Foram e são também vocês que fazem de mim o que hoje sou, ontem fui e amanhã serei.
segunda-feira, 20 de junho de 2016
Entre o passar dos Anjos
Chamava-lhes rosas do Japão porque me disseram ser esse o seu nome quando estive nas Caraíbas. Ensinaram - me há pouco tempo que são hibiscos e fazem árvores lindas. A fotografia mais bonita que possuo foi tirada à sombra de uma dessas árvores há tantos anos quantos a metade da vida que já levo comigo, no Funchal, numa viagem de finalistas que, como todas, foi inesquecível.
Amanhã será o último dia do meu ano, que iniciará o último ano dos meus anos 30.
Dizem que a vida só começa aos 40. Perdoem-me mas eu comecei a viver muito antes disso.
Se pudesse descrever a minha última década numa música descreveria-a assim. Talvez desse para descrever toda a minha vida também. Não sei. Dizem que só sabemos ao certo o valor que cada coisa tem para nós depois de a perder. Há muito tempo que tento dar valor às coisas no tempo certo. Sei exactamente o sabor que têm as perdas. Desde muito cedo. Isso fez de mim aquilo que sou. Talvez por isso me tenha sempre servido bem a capa de cuidadora. É com as coisas mais preciosas que devemos ter um maior cuidado e desconfio sempre de tudo o que é fácil demais assim como desconfio de quem não sabe o quer. Se há coisa de que não me arrependo é de ser assim. De todas as coisas o que mais prezo é a leveza da consciência e essa continua a deitar-se comigo, a cabeça na almofada, e a ser tão leve como uma pena, mesmo que o corpo teime em querer pesar. É sobretudo disto que mais me orgulho na vida. É sobretudo por isso que teimo em acreditar que o melhor ainda tem que estar por vir.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal - aqui começa a trapaça
Poderia dizer que entrámos mal, mas direi antes que entrámos como sempre, porque realmente é essa a minha opinião. Fiz uma pausa na tristeza para nos ver jogar e éramos nós que ali estávamos, campeões de bastidores, porque nem de bancada fomos. Uma seleção medíocre com 2 ou 3 grandes jogadores que, à sombra da fama, não fazem pela seleção aquilo que fazem pelos seus clubes, nunca percebi muito bem porquê. Falta-nos o sentido da nacionalidade. Somos sempre campeões antes de começar, depois vem a parte da realidade e voltamos à mediocridade que nos caracteriza ( "abençoada" a padeira que ficou com os louros de um dos maiores estrategas portugueses e ilustra bem o que pretendo dizer)
É uma selecção representativa daquilo que realmente somos. Medianos em altura e corpulência, com alguns, poucos, acima da média, numa miscelânea de cores e de tons universalisantes, que vestidos de qualquer uma das cores do sul passaria por nação. Será provavelmente o fruto dos descobrimentos ou se preferirem de uma nação que há muitos anos se abriu ao mundo não por um objectivo concreto mas como forma de ultrapassar o marasmo, pensando que sonhando novos mundos eles nos compensariam. Puro engano, que a mediocridade nos serve apenas para abrir caminhos que outros virão atrás explorar.
Serviu para ficar ainda mais fã das terras do gelo. Dos que da grandeza que lhes tiraria velocidade, fizeram do bloqueio a sua melhor arma. Dos que, sendo ainda menos do que nós somos, se fizeram ouvir num grito de guerra e incentivo calando uma nação que se quer fazer grande, mas se rende ao pessimismo à primeira dificuldade. Falta-nos a moral. Preferimos a morte lenta e agonizante, a fome de tudo, à guerra. Continuamos a nação dos orgulhosamente sós, cada um a pensar no seu umbigo. Talvez não seja a saudade o que nos caracteriza mas o fado, o destino, que aceitamos, sem discutir ou questionar, porque se nos diferenciarmos alguém virá dizer que é apenas protagonismo e não mérito, alguém virá exigir que nos excedamos uma e outra vez. A mediocridade é confortável. Ficaremos contentes com um 3° ou 4° lugares e será bom. Desfilaremos o rol de dificuldades que nos fizeram abrandar e seremos orgulhosos dos nossos feitos que mais ninguém saberá muito bem quais foram. Deixaremos que joguem melhor que nós e no fim protestaremos que fomos roubados em vez de termos lutado na altura certa.
Já me convenci que faço parte de uma nação com estas características e tenho aprendido a viver dentro dela. Não me espantou o resultado, espanta-me é que ainda se espantem com ele. Não, não sou pessimista, sou apenas pragmática e já nem acredito que em tudo haja uma parte boa, o que pode haver, ou não, é vontade de aceitar o que se é ou passar a vida a sonhar que se vai ser o que nunca se foi e chamar-lhe psicologia positiva. Acho muito perigosa a ideia de que se lutares podes ser o quiseres. Criará provavelmente uma geração de seres frustrados que poderão ser perigosos. Prefiro acreditar que devemos estudar melhor as nossas características e a dos adversários tentando moldar-nos o melhor possível no sentido de obtermos resultados. É que ser apenas virtualmente campeão é uma vitória que só interessa a quem não tem objectivos definidos, a quem lhe é indiferente as características únicas das peças que formam uma equipa. Uma perda/empate é sempre uma derrota, demos as desculpas que quisermos dar .
terça-feira, 14 de junho de 2016
Errare Humanum est
Às vezes acho que a vida me dá uma folga apenas para que possa de novo aguentar os embates. Como se fosse um balão de ar em atmosfera adversa. Como se estivesse constantemente em apneia e me dessem oportunidade de vir a cima de água apenas para respirar, ganhar fôlego e mergulhar outra vez.
Depois de um fim de semana grande, de que não me lembrava já a última vez em que tive um, estou de volta ao activo.
Sempre fui à feira do livro, comprar o livro do Armando e pedir um autógrafo. Aproveitei para levar os miúdos a passear e perceberem onde estive à alguns anos e o que estive a fazer. Percebi, por uma curta conversa com o Armando que a decisão que tomei à algum tempo de esquecer a escrita de livros foi a mais correcta. A minha vida não me permite demasiadas liberdades orçamentais. Tentei não olhar para outros livros, para não cair na tentação de gastar mais dinheiro. O orçamento continua a ser o meu maior desafio mensal.
O torneio em Portimão levou-me ao Algarve de onde trouxemos uma vitória expressiva e uma intoxicação alimentar ( o arroz de pato, está provado, não combina com o HCPG) para além de momentos bem passados, conversa boa e de finalmente me ter cheirado a Verão.
Estou de volta à rotina e comigo a dúvida constante sobre se os caminhos que escolho serão os mais corretos porque isto de gerir afectos/razão, quando toca ao nosso sangue, é doloroso e difícil. Nem sempre as opções são as melhores. Como me disseram hoje e ainda estou a pensar nisso de tão acertado que achei: mais vale uma decisão do que não tomar nenhuma.
É isto que me faz continuar. Ainda consigo decidir e mesmo que decida mal, amanhã acordo de manhã ( fresca e fofa como um pão da bimbo) e posso sempre voltar a decidir, mudar caminhos, ver alternativas, arranjar soluções: "Errare Humanum est" ou como se diz em bom português, errar é humano.
sábado, 11 de junho de 2016
Era uma vez : os livros!
Hoje foi um dia assim . Não que tenha sido nostálgico, pelo contrário, foi um dia bom, onde sinto que sarei algumas feridas e encontrei o chão por baixo dos meus pés. Hoje foi o dia em que tive a certeza que este é o caminho certo por onde quero seguir.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Uma família d'artistas - oh! que artistas
Fui entusiasta desta ideia desde o início, desde o dia em que os responsáveis da Escola de Artes ( então de Sines) agora do Alentejo Litoral vieram apresentar aos pais o seu projecto que pretendiam ser em conjunto com a Escola Básica 2+3 de Grândola ( D. Jorge de Lencastre, para quem não sabe, o sr que nos deu o foral). Não porque quisesse especialmente que o meu filho fosse músico mas porque acho a música muito importante na nossa formação e porque este projecto equivalia ou dará a equivalência ao curso básico de música. É importante saber para poder avaliar e a música ou a qualidade de alguma música que se ouve é tão, como direi, fraquinha que achei uma oportunidade óptima para proporcionar ao meu filho novas experiências.
É verdade que nem sempre correu bem. Não primam pela organização e problemas com financiamento levaram algumas crianças a estarem muito tempo sem professores, ou sem aulas. Eu não tenho que me queixar. Tive a sorte de encontrar a Neusa, que esteve nos testes de recrutamento e que, pensei eu sinceramente, iria "chumbar" o meu filho. Entrou. Não é propriamente um entusiasta da música mas a excelente professora tem sabido cativá-lo e lá vai fazendo ao seu ritmo, sempre com as aulas em falta repostas, basta para isso haver alguma boa vontade de ambas as partes.
É verdade que nunca sonhei que escolhesse a percussão, eu que adoro violino, piano, cordas e saxofone. Mas foi o que ele escolheu e para mim isso chega.
Ouvi dizer que não vão continuar a fazer novas turmas e tenho muita pena. Gostaria de poder proporcionar ao Afonso a mesma experiência ainda mais que sempre foi mais " cantador" e dançarino que o irmão. Pelos vistos não vai ser possível e as aulas na escola, sem o projecto com a Escola pública, são a um preço impossível de pensar sequer.
Quando ao fim de 4 anos se vê este resultado dá para reflectir: será que apesar das dificuldades e algumas diferenças de opinião, não é este um óptimo resultado? Aquele que estávamos à espera? Será que não teremos orgulho para o ano de poder dizer que os nossos filhos terão no currículo um diploma de estudo integrado ( artístico) em música?
Deixo -vos o vídeo da audição de hoje, da classe conjunto do professor ....Évora ( peço desculpa, esqueci-me do seu nome 😊 ) com uma música que é da sua autoria.
terça-feira, 31 de maio de 2016
É a vida !
Hoje ouvi esta música no blog do Pedro Rolo Duarte que costumo ler e adorei-a. Mais uma vez foi amor à primeira nota.
Pegando no título da música, é a vida!, vou partilhar convosco uma reflexão muito simples que me veio à cabeça enquanto prestava os meus cuidados na UCINT.
Na unidade há televisão e enquanto uma das doentes seguia a novela que pelos vistos vai na 2 temporada ( as nossas novelas já têm temporadas?? Ui! ) lembrei-me que não vejo uma novela desde o tempo em que o Diogo Morgado ( ergam uma estátua aos pais que fizeram aquela obra de arte) fazia de Santiago e a novela, de que não me lembro o nome, tinha como genérico uma música dos anjos que eu gostava.
Passaram vários anos , a minha vida mudou tanto...
Ainda gosto de ficar a vegetar, sem pensar em nada de especial ( talvez por isso insista em escrever quando já devia estar a descansar, que o dia começou cedo e cheguei há pouco mais de meia hora) .
Agora utilizo o facebook ou o blog para desanuviar, para fazer a pausa entre o dia e a noite. Das novelas guardo a lembrança que me faziam sonhar. Hoje já não consigo. A ficção deixou de ter em mim a magia que tinha, o de dever continuar a sonhar.
A realidade às vezes embrutece-nos. Não sei se estou mais bruta mas estou de certo mais sincera. Já me é difícil esconder quem amo. O amor tornou-se um conceito muito mais amplo onde cabem os filhos, os pais, a família, os amigos, às vezes as oportunidades que a profissão me dá de identificar esse amor que ainda existe.
Do outro, a que sempre chamei amor, e hoje adjectivo de conjugal, acredito quando vejo casais de namorados com mais de 60 anos, famílias criadas, preocupação sincera e amor que transparece no desespero de quem procura em nós, profissionais de saúde, a resposta que querem ouvir. Sei que eles existem por aí, os casais felizes e rejubilo de cada vez que consigo identificar um. É essa a minha fonte de esperança, não a ficção.
Nesses tempos que utilizo para vegetar e vou lendo algumas coisas no facebook, reti ultimamente que nos chamam a geração das mulheres inamoráveis e pergunto-me porque será (?) Será o problema nosso? Ou "deles"? Não andaremos todos muito mais preocupados com o que gravita em torno daquilo a que chamamos amor e nos esquecemos de nos preocupar realmente? Será o eu mais importante ou o nós? Será que nos casais felizes um puxa e outro empurra ou farão o mesmo movimento sincronizado mediante a situação assim o exija? Perguntas para as quais não encontro resposta.
E vou-me deitar que para vegetal estou a pensar demais e amanhã o dia começa cedo outra vez. É a vida!
segunda-feira, 30 de maio de 2016
The sound of silence
Hoje é isto
Ouvi-os, pela primeira vez na rádio comercial e foi amor à primeira nota. Já gostava da versão original mas esta é toda ela, eu. A voz deste homem entra-me directamente no coração e lembra-me o que fui, que fez de mim o que sou hoje. Como os meus gostos podem passar de um extremo ao outro num abrir e fechar de olhos e isso não significar inconstância mas sim mente aberta a tudo o que é novo ou diferente.
Nunca julguei ninguém pelas aparências e não me assusto facilmente com o aspecto físico. Detesto rótulos ou grupos estereotipados e navego bem em qualquer onda. Gosto de descobrir pontos comuns e sobretudo gosto de saber o que é que, e como pensam as pessoas para me conseguir colocar no lugar delas. Dou por mim sem querer a catalogar grupos não pelo aspecto mas pela forma como pensam o que no limite poderá ser também uma forma de estereotipar
De todas as vezes que me cruzei com personagens só me lembro de me ter assustado uma vez: festival sudoeste, um dos primeiros ( só fui aos 3 primeiros mas acho que foi mesmo o primeiro) . Concerto dos blur, que ainda hoje adoro, mas uma noite demasiado pesada. A meio do concerto tudo turvo. Nestas alturas lembrava-me sempre dos conselhos da minha avó e das atitudes do meu pai em situações idênticas ( se não sabes o que fazer a seguir, finge que vais c....r e vai-te embora) quando se dá pela falta dele já ele lá não está. Disse a 2 pessoas para que soubessem onde estava e desapareci. Deitada fora da tenda, a olhar as estrelas, a tentar ouvir o concerto, à espera que o globo terrestre diminuísse as voltas que tinha decidido dar sobre si mesmo nessa noite, comecei a ouvir passos. Era enorme ou pelo menos assim me pareceu. Tatuagens e piercings eram mais do que estrelas no céu. Tive medo, pela primeira e senão a última não me lembro de outro susto assim. Sozinha, se gritasse ninguém me ouviria naquele lugar e com o som do palco. Enfrentei. Deixei-me estar, como se nada fosse. Aproximou-se e a voz desconstruiu por completo a figura: boa noite. Apontou o garrafão de água à porta da tenda e perguntou, dás -me água? Dou, mas tens que beber num copo que aí ninguém mete o gargalo. Riu-se, dei-lhe o copo e a água, repetiu, agradeceu e foi-se embora. Não voltei a ver a figura no dias restantes mas serviu-me de ensinamento. Por muito que seja corajosa há procedimentos de segurança que nunca se devem ignorar, um deles é nunca ficar sozinha num descampado onde ninguém te possa ajudar em caso de necessidade ( isto foi no tempo em que não haviam telemóveis, bem entendido) . Também serviu para a certeza de que o aspecto vale zero na consideração a qualquer pessoa.
Fora das histórias, esta voz mexe comigo, especialmente na parte final da música que demonstra a potência e claridez que também pode ter uma voz forte. Isso e o arranjo. Extraordinário!
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Da importância da gentileza
Há muitos anos disseram-me que era parecida com esta sra. Hoje ouvi na rádio uma música ( não foi esta) que pensei que fosse dela e vim procurá - la. Encontrei esta melodia ( com esta letra que me diz tanto) e lembrei-me deste espectáculo que tive a sorte e a felicidade de ir ver, só, ao coliseu. Um espectáculo fortíssimo e inesquecível. Só lá, consegui entender a parecença. Concordei. Para não variar chorei em algumas partes do espectáculo, o impacto da voz e das letras com a melodia é, tantas vezes, tão emocionante para mim que não consigo controlar o que sinto. Tenho saudades desses tempos em que podia ir assistir aos espectáculos que mais gostava ou que me suscitavam interesse, quer fosse sozinha ou com companhia. Mas o mundo gira a vida é um circo e o passado não regressa, só o presente se pode moldar ao nosso jeito. Tenho hoje outras coisas, que substituem essas, nomeadamente a possibilidade de não precisar de ir sozinha assistir a qualquer coisa, mesmo que sejam na sua maioria eventos desportivos. Talvez com o tempo regressem os espectáculos, por agora ainda não são susceptíveis de criar interesse na pequena mancha masculina cá da casa e há artistas que me recuso a ouvir.
Gentilezas são hoje as grandes diferenças que nos separam e o amor é a única forma de as passarmos aos que nos são queridos, mesmo que por vezes seja muito difícil. O silêncio é um bom contentor de desespero e frustração e a forma mais gentil de mostrar o desagrado. A boa música a melhor forma de tratamento para as coisas do coração. É difícil, sobretudo para mim que tenho esta forma explosiva/reactiva, que nem sempre consigo controlar. Mas tento, todos os dias tento melhorar. Porque contínuo a acreditar no amor, apesar de tudo.
sábado, 14 de maio de 2016
Música é meio caminho para a cura
Hoje, vá-se lá perceber porquê foi um dia em que me ri bastante . Já não me divertia assim no trabalho há algum tempo, apesar do dia ter iniciado mal, por falta de planeamento do que seria o meu dia de hoje, no dia anterior. Estou bastante mais focada, embora ainda me invadam ondas de cansaço que permitem lacunas ao nível do planeamento. Fico sempre desiludida comigo quando acontece, mas parece que já vou conseguindo ultrapassar a frustração de forma mais leve. Daí ter começado a rir a meio do dia e ter levado a boa disposição comigo até esta hora a que me deito.
Vou dormir com uma música no pensamento, uma que sempre que a ouço me traz um sorriso aos lábios e vontade de dançar. Aposto que nem adivinham qual é
terça-feira, 10 de maio de 2016
Para lá do fim do mundo
Hoje o sentimento é muito este. Invadem-me demasiadas vezes os sentimentos, principalmente a nostalgia, nos últimos tempos. Não sei se veio para ficar para sempre ou se será só uma fase como tantas as que vamos tendo na vida.
Gosto deste encontro de vozes. Ao inconfundível tom alentejano, mesmo com sotaque brasileiro que é impossível retirar destas versões, acrescenta-se outra voz terna e tornam uma melodia de sempre numa boa companhia dos dias cinzentos da vida.
domingo, 1 de maio de 2016
Carta, com música, para a minha mãe
Há sempre tanta coisa que se diz e nunca nada será suficientemente justo para te definir. Aproveito a letra do Vasco, do programa da manhã da rádio comercial, que te ensinei a gostar de ouvir, porque de todas as coisas, o que mais gosto, mesmo, é de te ouvir rir. Não sou eu que o digo, são as pessoas que nos conhecem que dizem que temos uma voz parecida. O riso então é quase um plágio. Além disso o Vasco, com a sua letra, e a rádio comercial no seu vídeo dizem tudo e fazem-no com uma qualidade que eu não conseguiria superar
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Dias Maiores
Antes disso, a noite fria que precedeu o domingo de sol. Esteve frio, por aqui. A noite foi aquecida por uma das coisas que mais gosto: música, boa música! É bom ter acesso fácil a boa música e isso é mérito da autarquia, mas a música é mérito de quem a faz e quando com boa música vêm profissionais que se nota, à distância, que adoram aquilo que fazem, é difícil não ficar fã. Um espectáculo não se compõe só de notas: é o som, a luz, o ambiente, a companhia e garanto-vos, estes senhores sabem o que é fazer espectáculo! Obrigado por me aquecerem a noite, por me fazerem cantar, obrigado por me fazerem feliz por um belo período. Adorei
"Há quem diga que todas as noites são de sonhos.William Shakespeare
Mas há também quem garanta que nem todas, só as de verão. No fundo, isso não tem muita importância.
O que interessa mesmo não é a noite em si, são os sonhos. Sonhos que o homem sonha sempre, em todos os lugares, em todas as épocas do ano, dormindo ou acordado."


