sábado, 29 de agosto de 2015

Em modo automático

Ainda me estou a tentar entender com tudo isto, apesar de parecer que já me oriento bem com ela. Não consegui ainda compreender os mecanismos que despoletam a crise embora já reconheça os primeiros sintomas de que vai haver desgraça próxima. De cada vez que tenho uma crise descubro um novo pormenor. Na verdade, cada vez a compreendo melhor mas ainda não chega para me sentir controlada, embora pareça que de cada nova crise me demore menos tempo a recuperar. Desta vez percebi que antes de ter uma nova crise passo os dias anteriores sem sonhar. Eu que sonhava muito, passei um longo período (o da depressão) sem sonhar. Quando me recuperei recomecei a sonhar e noites sonhadas significam dias em que me sinto recomposta. Há pelo menos 3 dias que não sonhava. A sensação que tenho é que alguém vai desligando os botões até ficar com o quadro geral totalmente em off. Começo por sentir o cansaço normal que sentia antes. Depois, lentamente deixo de conseguir prestar atenção ao que me dizem, a capacidade de memorizar coisas simples também vai desvanecendo e finalmente fico completamente alienada. Faço o que me mandam fazer sem reflexões ou pensamentos, completamente em modo automático. As crises começam sempre enquanto trabalho. A condução necessária  para chegar a casa faz-se perto do limite de velocidade mínimo, sem ultrapassagens, impedida de distracções, sem grandes conversas se vier acompanhada, que qualquer distracção pode ser a "morte do artista". Completamente em modo automático. Conduzir é um pouco como andar de bicicleta, não nos esquecemos como se faz mas quando entro neste limbo semi-consciente a sensação que tenho é que só os processos automáticos se conseguem realizar. O meu único pensamento foca-se na minha cama, tenho desesperadamente que chegar à minha cama, ao silêncio e ao escuro para poder desligar completamente. Só depois é que vêm as dores e o peso. Parece incrível, mas muitas vezes só quando chego a casa é que me permito sentir a dor e então sim, doí que se farta. Dói tudo, umas vezes num sítio, outras noutro, umas vezes mais ósseo outras mais muscular. Ontem as carrascas foram as pernas. A dor, depois a sensação de peso, essa que defino como se trouxesse o atlas atracado aos meus ombros. Tomo a medicação e nada mais posso fazer do que esperar, esperar que passe. Não consigo ler os meus livros, a televisão imite demasiada luz e ruído, vou passando os olhos pelo facebook e pela internet na esperança de um alivio até adormecer. Não sonho nos dias que doi. Os comprimidos são retard e portanto não tenho garantias que acorde bem. Muitas vezes não acordo bem, outras não consigo dormir e então tomo medicação para dormir: a dormir não tenho dores e antes de ter medicação que fizesse efeito na dor era sempre essa a solução, tentar tudo o que conseguisse para me fazer dormir. Depois da dor vêm as parestesias: a dormência nas mãos ou nos pés. Hoje acordei dormente da cintura para baixo, com dor. Enquanto escrevo estas palavras apercebo-me que já estou a melhorar. A caminho de regresso é feito pela mesma ordem. Senti o cansaço normal, que sentia antes, começo lentamente a conseguir prestar atenção ao que me dizem, a capacidade de memorizar regressa e parece que então sim, desperto. A dor é sempre a última a ir embora. A cabeça começa a querer fazer tudo outra vez mas o corpo não deixa. Tenho que andar bem medicada nos próximos dias para evitar sentir muita dor e não voltar a despoletar o processo de "aparvalhação", que é esse que me custa mais. A necessidade vital de conforto e sossego distancia-me das coisas que gosto de fazer e faz-me perder momentos onde queria muito ter estado presente. Foi um grande passo para mim conseguir dar-lhe um nome. Chama-se fibromialgia e vive comigo há muito mais anos do que eu desejaria ( pelo menos 10, pelo que me lembro). Lutei muito contra ela até que me venceu. Agora luto com ela. Sei que só ficarei melhor no dia que a compreender plenamente, no dia em que souber claramente o que me deixa e não deixa fazer.  No dia em que souber que se fizer isto as consequências vão ser estas e então aí, decidir o que vale ou não a pena sofrer para poder ter. O fim de Agosto, princípios de Setembro é sempre uma altura complicada, difícil de gerir, cheia de incertezas, contas a ser pagas, coisas por fazer e um ano inteiro a decidir. Gerir o que se pode e o que se quer fazer é muito mais complicado do que parece à primeira vista. Horários, tarefas, exercícios que agora são essenciais, escola, exames médicos, desejos e sonhos enchem o saco que terei que carregar, desembrulhar e perceber o que pode ou não ser possível. E no meio de tudo isto saber que ela está à espreita pronta para me jogar ao chão e quando isso acontecer é deixar fluir, sabendo que por um ou dois dias vou andar num limbo a que chamo não vida, nem morte, estou "práqui", a esperar que passe para poder ir à feira conforme tinha programado. 

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Por do Sol


Repete-se todos os dias, mas um nunca será igual a outro e alguns são inesquecíveis. Quero ver muitos ainda!

domingo, 23 de agosto de 2015

Bio ritmos

Hoje perguntaram-me se ainda estou de férias, que nunca mais me viram. Bom, é natural! Quando ingressamos nisto de ter uma carreira na enfermagem, explicam-nos muita coisa, mas nunca nos explicam que, com o passar dos anos, a maioria das amizades passa para um plano meio virtual, se as quisermos manter, e que a vida social desaparece, quase na totalidade ( mantendo-se apenas os  resistentes que teimam em não nos deixar de fora, e são esses que muitas vezes sem saber, nos salvam!) . Porque fazemos turnos malucos e anti-naturais, porque se optamos por ter filhos, a tentativa quase inglória de lhes manter um bio-ritmo, arrasa com qualquer tentativa mais forçada de manter vida para além da família. Isso faz com que ao fim de uns anos as únicas saídas que consegues ter, sem ser em altura de férias, é com quem faz o mesmo tipo de horário do que tu, e mesmo assim é necessária uma capacidade de estar constantemente a refazer e iniciar novas amizades, já que a alteração de horários e roullemant é uma constante, ou seja, hoje podemos ter o mesmo horário e amanhã estamos a dormir quando os amigos estão acordados. Uma verdadeira matéria de estudo, com que, pelo que vejo, pouco ou ninguém se importou ( se me permitem a reflexão, os estudos na enfermagem, como este país, vão ao sabor das modas e têm muito poucos resultados práticos na vida dos profissionais) mas quem é que verdadeiramente se importa connosco? Adiante, que isto não é local para se falar de trabalho, que já me basta aquele que tenho efectivamente e não é pouco!
Já não estou de férias e ainda não comecei em pleno, estou num limbo meio desorganizacional, mas no meio disso estava bem habituada a viver, não fosse o cansaço que agora teima em dormir comigo ( e agora lembrei-me da Amália a cantar o povo que lavas no rio - vá-se lá saber porquê!) Dou graças por se lembrarem de mim, por de vez em quando se lembrarem de me mandar um olá, porque mesmo perdida no meio dos 5555 afazeres , às vezes sem tempo para responder, sempre vai sendo um ar fresco que me entra pela janela, um sorriso no meio do nada e uma paragem forçada no turbilhão das horas ocupadas. É por isso que cada vez gosto mais de silencio e com os anos os meus hábitos foram-se alterando.  A televisão é um ruído contínuo e tirando a música ou a leitura só mesmo os passeios com os meus mais que tudo é que me vão distraindo ( e agora só quando consigo) . Hoje fiz o turno da tarde. Saio cansada, muito mais cansada do que me era habitual e espero sinceramente que a noite me permita o repouso que necessito para que o amanhã seja melhor que o ontem.  

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Perder

hoje foi dia de nova consulta e por isso nova viagem à capital. Disto o bom foi ter cumprido uma promessa. Gosto de cumprir o que prometo mesmo que isso me exija esforço ou sacrifício. Não foi o caso hoje, quem prometeu esforçar-se e cumpriu merece uma promessa cumprida e viajar de comboio até é uma coisa que faço com gosto. O pior foi o que demorou menos e desmoronou o pouco que parecia ter construído nestes meses. Dizem-me que estou melhor mas não me sinto assim. Talvez transpareça o esforço, o enorme esforço que faço para não me perder, mas já me perdi há muito tempo e não há maneira de me reencontrar. Sofro agora o que não sofri quando era mais nova porque deixei de acreditar em muita coisa, demasiada talvez. não me lembro quando aconteceu, mas pelos vistos aconteceu. Coisas simples que parecem banais deixaram de me fazer sentido e na verdade já pouco me importam as reflexões que provavelmente faria sobre vários assuntos há alguns anos atrás. Mas esforço-me todos os dias para não transmitir a minha descrença, que quem se esforça sempre alcançará alguma coisa boa e acredito que isso acontecerá aos outros, não a mim. Estamos neste ponto então. Na linha isoeléctrica de quem tem muita coisa por resolver, que inventa continuamente diversões construtivas e educativas para crianças que necessitam de reforço positivo sempre. Perco-me de mim porque não tenho rumo certo. As responsabilidades mantém-me activa e pouco mais. Tal como numa campanha eleitoral tipicamente portuguesa não há alternativas viáveis, fico-me pelo mau ou pelo menos mau e como uma boa alentejana que sou vou andando. Falta-me perspectiva, falta-me encantamento, falta-me entusiasmo, de resto tenho tudo e não desejo mais nada. Talvez esteja aqui o verdadeiro problema. Deixar de desejar talvez seja o principio do fim, mas eu só desejo a paz que procuro e não consigo encontrar. E a falta de entusiasmo que foi coisa que sempre tive para dar e vender é um problema, o meu verdadeiro problema. deixar de acreditar é um vácuo que te suga a vida e foi esse o resultado do caminho que segui nos últimos anos. Mas não vejo outro, nem sequer um atalho viável e estou perdida na floresta já há demasiado tempo sem saber para onde ir a seguir e o que fazer para me reencontrar. Se doi? Não, já nem me doí nada, só o corpo, do cansaço de tudo isto.

   

Nadar


No horizonte nada de novo


e saudades de um Verão que ainda é mas já não sabe a nada


sábado, 15 de agosto de 2015

Contas

Já passaram 2 semanas após o fim das férias e ainda resisto, uns dias melhores, outros piores é certo, mas ainda de pé. O ritmo diminuiu bastante, ou ainda não recomecei a sério. Tenho saudades dos meus filhos, quando depois de um dia de trabalho chego a casa e não os ouço, mas penso nisso como um campo de férias e obrigo-me a não andar sempre para trás e para a frente ao sabor da saudade. Eles também estão bem e a praia e o tempo livre de verão faz tanto bem à saúde! Sei que eles também sentem a minha falta e talvez não compreendam, mas também sei que é importante não me esgotar no inicio da viagem, que tem que durar um ano, inteiro!

Agora, para aqui estendida, com as pernas a pesarem 20Kg cada uma e a controlar a dor e a respiração, um exercício que reaprendo todos os dias, convenço-me que é só mais esta tarde e a manhã de amanhã será um reencontro com eles e com algum tempo livre. Nestas duas semanas tenho feito muita coisa e escrever não tem sido uma delas. por vezes é necessário parar e refazer, renascer. Sou moça de inúmeros renascimentos internos, entre a luz e a sombra e só assim consigo andar em frente. Sem tempo para reflectir, para reajustar, para estar continuamente a avaliar o que me passa ou não, sinto-me como se fosse uma android, programada para manter uma casa de pé.

Entretanto, se repararam na barra lateral, já li a madame Bovary (que detestei) e vou quase a meio do Baudolino. Abençoado livro, de principio pareceu-me uma seca e agora largo grandes gargalhadas a lê-lo. Não me lembro de quando um livro me fez rir assim, mas a verdade é que neste acontece. Lê-se bem, tem história à mistura e talvez descreva muito do que se fazia e de como se pensava por aqueles tempos. A sorte do destino é uma incógnita que vamos desvendando com muita imaginação à mistura. Vive-se muito do que se vê mas mais de metade (muito mais de metade, para mim) é o que se sente e o que se imagina. Vou seguindo a vida de Baudolino, rindo e reflectindo com o que diz e o que lhe acontece, como o faço com as pessoas de quem gosto. Há personagens que fazem parte da nossa vida quase tanto, ou mais, que muitas pessoas de carne e osso.

É assim que vou mantendo o meu voo, baixinho. Não quero deitar tudo a perder, de novo, no principio. Porque há erros que se pagam caros e caminhos que, por pouco, não têm saída. Sou mulher de saídas de emergência se necessárias e gosto de saber sempre para onde vou, mesmo que vá enganada. A intuição é uma coisa que nos protege de muita coisa mas por vezes também nos faz esbarrar de frente com os nossos maiores receios. E estes nem sempre são fáceis de enfrentar.  Mas destes encontros, garanto, saímos sempre mais fortes.(p[r]onto!)


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dúvidas


O mais fácil já está. Resta saber como se faz para transformar uma abóbora em carruagem da Cinderela...






quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Tomates, flores e cultura!

Não sou grande cozinheira, mas vou dando para o gasto! Na verdade a minha última grande paixão de passatempo tem sido a horta. Sou adepta fervorosa da alimentação saudável e biológica, mesmo que de vez em quando me delicie com os hambúrgueres das cadeias de fast-food. O primeiro dos desafios nesta cruzada do "feito em casa" foi a confecção de uma pizza caseira que satisfizesse os meus filhos. Os meus piores críticos são os meus próprios filhos, senhores! Não são raras vezes que eles dizem de boca cheia : " mãe, a tua comida é uma bost(%%&$"#$%"#!#%$/&%)!" Isto deve-se essencialmente à obrigatoriedade de comer sopa e às invenções que adoro fazer na cozinha ( sou incapaz de seguir uma receita à risca) e que por vezes dão maus resultados! Consegui ao fim de algumas tentativas fazer uma pizza com ingredientes caseiros ( meus ricos tomates baby que agora dão um jeitão) que satisfizesse os 3 gostos diferentes e dividindo-a em 3 partes, cada um come aquilo que mais gosta. Só a massa é que é da pré-preparada , já que pedirem-me para fazer massa e tudo, e tudo era exigirem-me demasiado tempo na cozinha ( aborreço-me e nem tenho tempo para essas especialidades!) .  Ora, como já se deve ter notado a produção de tomates baby vai de vento em popa. Tanto que já não consigo dar à conta a comê-los.  Ando a congelar, mas ainda assim, o espaço no frio não chega para tudo o que tem que ser guardado. Pensei em aventurar-me no mundo dos doces e lá pedi à minha mãe a receita. Como boa cozinheira que é e entendida na matéria, desfilou-me a receita num bla.bla,bla, de cor . Ora eu, que já fui dona de uma sra dona memória, achei que sim senhor, que era fácil de fazer e destinei, data e hora. O chato foi que quando chegou a dita data fui tentar lembrar-me do que ela me disse e só me consegui lembrar que o peso do tomate devia ser igual ao peso do açucar (e lembrava-me deste pormenor porque me recordo de ter pensado na altura, que não, que iria cortar porque não gosto de coisas demasiado doces  e porque como os tomates são muito pequeninos iria desfazê-los primeiro no liquidificador e só depois pesar) de resto, nem uma lembrancinha , nem mesmo esfumada do como seria a receita. Tinha uma vaga ideia que algures seria necessário um pau de canela! . O google é uma invenção maravilhosa, meus amigos!!! Coloca-se doce de tomate no espaço de busca e "voilá" 5005055 receitas na hora. Vi as primeiras e escolhi a que me pareceu mais parecida com a da minha mãe ( e porque a imagem do doce tinha também as pevides - tirar pevides de tomates baby é uma missão impossível) . A história do peso do tomate e do peso do açúcar confirmava-se e depois era só misturar raspa de limão e pau de canela. Pareceu-me muito bem, adoro o sabor da raspa de limão e da canela nas aventuras que faço pelo mundo da "bolaria ". O resultado foi bom, logo à primeira. Utilizei um tacho de barro que me obrigava a mexer frequentemente ( adoro cozinhar em tachos de barro e são essas as minhas grandes compras de feira) e como desfiz logo o tomate, acabou por ser muito mais rápido ( é mesmo assim que gosto da cozinha, fácil, rápido e bom!) . Tudo perfeito, não fosse ter exagerado "ligeiramente" na raspa de limão e agora em vez do tradicional sabor do doce ( acertei em cheio na receita porque tem o mesmo saborzinho que o doce da minha mãe)  tenho uma mistura ( bastante aceitável diga-se de passagem!) de doce de tomate e doce de raspa de limão!

É por isso que adoro a horta! adoro estar a cozinhar e vir ao quintal apanhar a salsa, os coentros, o mangericão. Adoro saber que o que ponho na cozinha fui eu que criei e apanhei. Agora ando a ocupar-me que maximizar o espaço ( pequeno) da horta para lá ter tudo aquilo que utilizo mais para cozinhar.( nem vos conto da luta teimosa em produzir espinafres e alho francês) A primeira experiência não correu demasiado mal,  mas tenho que melhorar muita na arte da "hortelaria", saber os truques, as fases da lua e toda a quantidade de informação que fui acumulando ao longo dos anos e nunca utilizei. E ouvir os conselhos de quem sabe , e aprender a dividir os espaços, e tal e tal e tal. Cuidar de uma horta não é muito diferente de cuidar de pessoas, com a diferença que para nos agradecer o nosso cuidado as plantas põem-se bonitas e dão -nos o melhor produto que conseguem, seja fruto ou elas próprias. Já com os humanos, na maior parte das vezes, não é bem assim. Devo ter passado ao lado de uma grande carreira na floricultura!

domingo, 2 de agosto de 2015

O sabor do que é nosso

Estou a preparar-me para recomeçar. Depois de um fim de semana estupendo, o receio de não aguentar ainda é real. Mas correu bem, apesar de maravilhoso, o fim-de-semana foi cansativo e aguentei-me. Voltar a lugares que conheço e que adoro fez-me bem. Quero muito acreditar que consigo. Hoje, fiquei-me pelas leituras, pela calma de uma cama brasileira, uma água parada mas refrescante e muito azul. Engraçado que a Teste Saúde traz este mês um artigo muito interessante sobre stress na vida profissional, que diz tudo sobre o que passei, o que se passou. O esgotamento físico e emocional levou- me a muitos becos sem saída, mas estou de volta ao caminho.

Há muitos anos que não ia à praia "dos fuzileiros" . O cheiro a pinhal, o sabor a campismo, a união do rio e do mar faz da península de Tróia um lugar especial, inesquecível. De manhã em busca dos canivetes, à tarde o petisco, o sol e o rio e pelo meio as conversas, as partilhas, os miúdos e a festa  fluvial, que sem queremos também foi nossa:

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Festa de Nossa Senhora do Rosário de Troia

Foi assim que depois de tudo cheguei a casa feliz mas exausta e foi por isso que decidi que o último dia de ferias teria que ser calmo e simples, tal como este texto. Mas não quero faltar com o prometido. Por isso cá está ele. Porque o que é nosso tem sempre um sabor melhor!