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segunda-feira, 1 de agosto de 2016
A Zona Jovem de outros tempos
sábado, 30 de julho de 2016
Sintonizada comigo!
domingo, 24 de julho de 2016
Saudável acima de tudo
segunda-feira, 4 de julho de 2016
A Nação e a sensação de pertencer
As publicidades excelentes, transmitem-nos emoções
Vale a pena ver. Valeu a pena vê-los. Fizeram-me lembrar os nossos lobos num campeonato que fiz questão de seguir, há alguns anos, porque o sonho de alguns pode ser a felicidade de muitos. Tenho pena que tenham ido para casa hoje. Grande parte da magia deste campeonato foi a eles que se deveu. Porque o futebol e o desporto também é isto: motivação, amor ao que é nosso, a beleza de um sonho realizado por quem se esforça por ele. Acredito que se devam sentir orgulhosos. Eu sentir-me-ia. Saber que a vontade e o esforço podem dar frutos mesmo contra quem não faz mais nada da vida a não ser isto. Parabéns terra do gelo. Um dia ainda gostava de vos ir conhecer.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Das superiores valências da família
Acordo às 17.30 a pensar que é bem mais cedo e na lenta preguiça de quem tem o relógio interno avariado deixo-me estar a alongar ( que é uma forma bonita de dizer que pareço um gato a espreguiçar - me). Olho finalmente ao relógio e descubro que estou novamente atrasada. Felizmente o pai António tem aquelas premonições fantásticas e telefona na altura certa: Quem vai buscar o menino? Podes ir tu pai? Acordei agora.
Quanto não vale um avô? Não posso dizer, que não conheci nenhum mas sei exactamente o valor de uma avó e este avô é para os meus filhos tanto ou mais do que foi para nós, as filhas. É o meu verdadeiro braço direito desde sempre.
Apesar das horas tardias incrivelmente estes dias têm tendência a render-me em trabalho, quando descanso, e foi o que se passou. Pus a carne a marinar mais cedo, em vinho tinto, limão, alho, coentros e louro, com um toque de pimenta e sal, que não tenho jeito para coisas demasiado elaboradas e fui tentar terminar o jardim. Afinal os 150 kg de pedra não chegam e vou precisar de mais. A mesa aguarda agora que a lixe e a pinte que o verão passado e a cera das velas pela noite dentro deixou marcas que têm que ser tratadas. Falta o sombreiro: o do ano passado ficou feito em fanicos nas primeiras chuvas de Outono. Falta a horta.
Pelas minhas previsões lá para o fim do Verão sou capaz de ter a esplanada pronta, eheh. O pobre do anão também está a precisar de nova pintura e assim me vou entretendo entre lavar e estender roupa. Para não variar os planos do jantar saem furados. O que era suposto virem a ser costeletas panadas torna-se numa nova invenção minha já que os ovos caseiros estavam estragados ( confio cegamente nos truques antigos e ovos que bóiam são para jogar para o lixo) . Farinha de milho, envolve-se bem e tudo para o azeite. Um puré de batata e o comum, um adorou o outro detestou: o normal! Como somos a trupe da sopa, está sempre a refeição salva em caso de desgosto. Depois disto tudo passar roupa a ferro que o mais velho vai de fim de semana grande com o pai para Lisboa. A esta hora olho para as fotos do quintal e penso que não ficou mal de todo e no que posso melhorar.
A Marilyn repousa ao meu lado ( estou a adorar o livro - curioso como os nascidos nos mesmos lugares têm memórias que poderiam chamar-se comuns: é quase como se estivesse a ouvir a minha avó a contar uma qualquer estória das do tempo dela e isso dá -me um conforto que não consigo explicar e leva-me a querer saber mais da estória que se conta, bem contada, no livro) mas não sei se a meia benzodiazepina me vai deixar ler a seguir. É que, infelizmente, embora esteja cansada, o corpo provavelmente vai querer ir trabalhar outra vez esta noite, apesar de amanhã ser realmente feriado para mim. Rotinas são óptimas e a falta delas arrasa-nos com o tempo livre. Boa noite!
sábado, 14 de maio de 2016
Música é meio caminho para a cura
Hoje, vá-se lá perceber porquê foi um dia em que me ri bastante . Já não me divertia assim no trabalho há algum tempo, apesar do dia ter iniciado mal, por falta de planeamento do que seria o meu dia de hoje, no dia anterior. Estou bastante mais focada, embora ainda me invadam ondas de cansaço que permitem lacunas ao nível do planeamento. Fico sempre desiludida comigo quando acontece, mas parece que já vou conseguindo ultrapassar a frustração de forma mais leve. Daí ter começado a rir a meio do dia e ter levado a boa disposição comigo até esta hora a que me deito.
Vou dormir com uma música no pensamento, uma que sempre que a ouço me traz um sorriso aos lábios e vontade de dançar. Aposto que nem adivinham qual é
terça-feira, 3 de maio de 2016
Quando apetece viver de novo
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| foto tirada e trabalhada por mim, junto ao "novo" resort beach and golf na herdade do Pinheirinho |
sexta-feira, 29 de abril de 2016
As tantas diferenças que existem num país de grandes cargas fiscais
segunda-feira, 28 de março de 2016
Brindes de Páscoa
quinta-feira, 3 de março de 2016
Histórias de liberdade
Num tempo em que tanto se fala do Alentejo, ler a crónica do Vitor , trouxe-me à memória o meu Alentejo. Sou uma Alentejana atípica, também, uma suposta privilegiada, filha de funcionários públicos, mãe professora, tal como a do Vítor, que durante anos partilharam o mesmo piso da escola primária com salas de aula frente a frente, pai funcionário público, chefe de uma repartição de finanças. Também adoro a minha terra, foi ali que cresci e fiz amigos, característica de quem, bem ou mal, se conhece desde há muito tempo. As pessoas estão lá e são quase sempre as mesmas é inevitável não criar laços, alguns indissolúveis. Saí mais cedo, aos 15 anos, numa fuga para a liberdade. Irónico, que uma terra conectada com a liberdade tivesse sido sentida por mim durante tanto tempo como uma prisão. Talvez ainda o seja, um pouco. Super-protegida, sei exactamente o significado das palavras politicamente incorrecta! Guardo desde muito cedo as histórias contadas, os segredos, a incompreensão das coisas que não podiam ser ditas, nem feitas. Porquê? porque não! Porque não fica bem, porque há assuntos que não são para raparigas, lugares que não são para raparigas, coisas que as meninas não fazem, sobre as quais não se fala para não captar a atenção. Logo eu, que nasci com cromossomas extra para a igualdade e a justiça. Sempre tive a mania que gostava de ser rapaz, agora talvez já se perceba porquê. Tive à minha volta mulheres fortes. Mulheres que, tal como descreve o Henrique Raposo, desde muito cedo tiveram um instinto protector nato, uma força de carácter que lhes reconheço à distância e que tomei como exemplo, com a diferença que nunca perdi esta mania rebelde de dizer o que penso e se não digo, ficam-me a corroer as entranhas até à explosão total. Guardo com carinho a lembrança de uma antiga trabalhadora do meu avô, que foi rendeiro de uma propriedade, que ao perceber o meu apelido, no hospital, me contou que o meu avô a tinha trazido de propósito ao médico, de carro (um luxo na altura), quando teve um acidente de trabalho, durante a ceifa. Lá estava a cicatriz enorme numa das mãos para o comprovar. Sei também que não eram todos assim, os patrões, e enchi-me de orgulho de a ouvir contar. As perseguições, as delações, a PIDE, os abusos de poder, tudo histórias que povoaram o meu imaginário de infância. E a agressividade latente, nos anos do pós 25 de Abril, que fazia de nós crianças, meras espectadoras sem noção e às vezes vitimas de pequenas vinganças e maledicência. O verão era o meu tempo de liberdade, livre da escola e da necessidade de ser um exemplo: corria descalça pelas dunas e pelos caminhos de areia, como se não houvesse amanhã, em praias que naquele tempo eram praticamente desertas, sem nadadores salvadores, às vezes sem ninguém, só os pescadores e o mar. Da adolescência guardo também na lembrança as sessões históricas de "porradaria" só porque sim, de um Alentejo litoral que agora já vai aprendendo a conviver. O papel da mulher, esse, ainda se mantém num equilíbrio periclitante entre a decência e a liberdade de expressão, às vezes até a liberdade de pensamento. Como se diz e bem nesta crónica também da sábado, infelizmente (acrescento eu) a liberdade tem um preço. Há quem tenha pago um preço bem alto por ela .
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Amanhãs
domingo, 17 de janeiro de 2016
À procura dos sentidos
Sou como as 24 horas deste planeta. Uma parte de mim é dia, outra é noite. O Janeiro desperta-me o lado lunar. Às vezes não é bonito de se ver. Garanto-vos, pior é de se sentir. Por estes dias busco em mim tudo o que aprendi sobre sobrevivência, só para me manter fora do eclipse. Por vezes consigo, noutras o esforço tem que ser maior. Ainda assim estou muito satisfeita comigo. Depois de uma semana que foi uma verdadeira prova de resistência, a terminar num sprint, consegui cumprir com o prometido aos miúdos. Só isso é o bastante. Um a um, os objectivos para o primeiro trimestre estão a ser atingidos. E eu satisfaço-me por conseguir distinguir o essencial do acessório. Às vezes ainda me perco, mas em pouco tempo regresso sã e salva e agradecida, porque tantas vezes perdida é a melhor forma de encontrar o que sempre se procurou.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Acredita, mas não confies
Nos últimos dias têm me vindo à memória pormenores que julgava perdidos para sempre. A memória tem destas coisas e provavelmente a minha não deve ser diferente da de muitas outras pessoas.
Lembrei-me do molotov enorme que me fez vomitar quando era criança e ficar anos sem comer do dito, por achar que não gostava. Lembrei-me da pequena girafa que acompanhava o meu mais velho para todo lado e que depois da primeira mudança nunca mais vi, lembrei-me da última vez que apliquei esta frase, que me orientou os dias durante muitos anos e que por desespero me marcou o futuro. Acredita, mas não confies.
Pergunto-me se será um bom conselho. Questiono-me tantas vezes sobre os princípios que me regem que acredito já que não há fórmulas secretas. Há decisões e consequências.
Há, de certeza ainda em quem se possa confiar, a questão é que só vais sabe-lo na hora em necessitas que to demonstrem e nessas alturas nem sempre as decisões tomadas são as esperadas. E isso não significa que não sejam as melhores , mas só vais saber depois, às vezes muito depois.
É na memória que nos baseamos para tomar decisões. Quando ela falha é lógico que o sentimento de insegurança tome conta de nós. A insegurança paralisa, a vida fica em standby ( e ainda assim gasta energia como acontece em qualquer aparelho eléctrico) mas continua.
Isto tudo porque estou em fase de reflexão. Li em algum lado que Janeiro é a segunda feira do ano. Para mim talvez seja o Domingo. Tempo de reflexão para o trabalho que aí vem. A celebração da palavra em toda a sua dimensão. Objectivos traçados, metas a alcançar, sonhos delineados. Acredita, mas não confies. Faz por merecer.
E hoje sei que são muito poucas as pessoas que se dão ao trabalho de querer merecer a nossa confiança. Isso não nos mata, apenas nos torna mais fortes e gratas por aqueles que demonstraram que são dignos da pouca capacidade que temos em confiar, continuarem a querer acreditar.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Estabilidade lógica
Hoje foi dia de Sporting. Enquanto regressávamos, ensonados, olhos pregados na estrada ( que é muito bom lá ir, um dos melhores anti-stress que conheço, mas custa um bom bocado voltar de noite, com o corpo cansado da estafa e a voz rouca da cantoria e da gritaria) ouvimos esta música na rádio.
Adoro-a. Não sei porquê foi como se me abrisse no peito um corredor de memórias. Estou a voltar de novo ao lugar de onde parti para me encontrar. Isso, a meu ver é muito bom.
PS: É este ano que vou ser campeã outra vez, caramba!
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Tempo de desejar
Aqui há uns anos se me dissessem que iria ter anos assim, nem acreditaria. Mas tive e passaram. Se me dissessem que me sentiria assim, feliz, por estar em casa, num dia de festa, ficaria incrédula, mas aconteceu. Às vezes é necessário conhecer bem o sabor da perda para reconhecer o melhor dos paladares.
É neste sentido, não esquecendo o que perdi, mas reconhecendo por isso o que posso vir ainda a ganhar, que vão os meus desejos/planos/ projectos para o ano que agora chega.
O meu ano chegou em paz, a fazer uma das coisas que melhor me faz ao corpo e à alma, neste momento, descansar.
Começa ( 2016) com algumas perdas que me lembram como é necessária força para acreditar que tudo tem um propósito e que podemos aproveitar os maus momentos para nos fortalecer. Das perdas se constroem os ganhos, saibamos nós dissecar as aprendizagens que nos são oferecidas quando as situações não vão ao encontro dos nossos desejos.
Espero acabar o que comecei à alguns anos e já deveria ter acabado. Está - me a provocar gastos e frustração desnecessária - a especialidade.
Desejo mais tempo para mim, para a minha família, para os que me são queridos e me fortalecem com a sua presença. Só esses valem a pena. Só aqueles que são capazes de ficar, nos bons e nos maus momentos, merecem o melhor de nós.
Poupar, para não voltar a deixar apanhar-me no despesismo alheio.
Exercitar a minha memória e a minha atenção, focar-me no essencial e reaprender a programar e planear com sentido - demasiados anos de serviço de urgência, burnout e excesso de trabalho destroem a nossa capacidade de pensamento estruturado, simples e eficaz.
Voltar a redescobrir os meus gostos particulares e peculiares, de que sou eximia defensora embora existam alguns que, sei-o agora, ficarão sempre comigo, mesmo que a memória teime em querer apagar tudo.
Dar todas as ferramentas necessárias para que os meus filhos saibam decidir com clareza e percebam a importância disso no seu futuro.
Tudo isto resume o meu desejo essencial desde que sou miúda. Quando vejo um avião, uma estrela cadente ou engulo à pressa as 12 passas que trago apenas porque a tradição assim o prevê: o que eu quero mesmo é ser feliz. Eu só não sabia é que a felicidade não é um estado.é uma escolha. Agora, já sei! Vou fazer por escolher ser merecedora da minha felicidade.
Feliz 2016!
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Estamos mais pobres
Ficamos mais pobres quando isto acontece. Ainda bem que há quem olhe para o problema com vontade de o resolver. Gosto de pessoas assim. Eu própria sou um pouco assim também. Lia um destes dias, a propósito do que aconteceu no sol que, se queremos salvar os jornais, temos que os comprar.
Percebo isso. Mas percebo bem melhor a parte que me toca. Fui sempre leitora assídua da sábado ou da visão, alternadas, dependendo da capa semanal. Também cheguei a comprar uma outra ( de que já não me recordo o nome) quando o Vítor lá escrevia ( é sempre engraçado ler algo escrito por alguém que se conhece, para além do profissional) . Fui leitora assídua do expresso.
O meu espectro de leitura aumentou com o galopar da internet. Depois chegou a crise. Desde 2010 que os jornais e as revistas entraram na parcela de despesa dispensável, depois os livros, a seguir os espectáculos ( foram a minha última grande batalha, mas acabei por deixá-los cair , também a eles, com o risco de inverter as prioridades) .
A verdade é que a internet compensa-me muito esta falta que sinto de saber o que se passa à minha volta. Por vezes, quando esbarro num artigo que me sugere o pagamento da assinatura para que possa ler o resto, ainda dou por mim a pensar se vale a pena. Mas depois a calculadora que me foi incutida na cabeça obriga-me a recusar essa despesa. Um pouco aqui, um pouco ali e quando se percebe gasta-se muito mais do que se deve, ou pode.
Assim ficamos mais pobres porque menos esclarecidos. Um mal necessário na conjuntura actual, mas que deve ser combatido. A verdade é que a liberdade de expressão advém muito do conhecimento que adquirimos. Ler algo e o seu contrário ajuda-nos a decidir, a tomar decisões, a definirmos-nos como cidadãos . O que somos, o que queremos ser. Procuro de todas as formas possíveis manter-me a par. Perceber o que pensam e porque pensam outros assim.
Agrada-me que se procurem soluções. A informação é o maior e o melhor serviço público que se pode prestar. Deve ser feito por quem o sabe fazer. Ser cidadã permite-me que emita a minha opinião, mas a verdadeira informação deve ser dada por quem de direito. Eu só pego naquilo por que me interesso mais, mas a vida em sociedade é feita de muitos interesses e todos eles relevantes para alguém. Só aceitando isso ficaremos mais tolerantes. Só querendo saber, importando-nos com os outros, partilhando opiniões e saberes podemos evitar que outros sofram o mesmo que nós.
Be free my friends
Viciada em coisas doces
Por agora, preocupada em desfazer os excessos do Natal. Como muitos sou viciada em açúcar e vê-lo transformado em tantas formas diferentes, agradáveis à vista não me permite resistir. Até porque, resistir sempre, a tudo, não me parece mentalmente saudável. Abusa-se, sabendo que depois é necessário voltar ao lugar. Até porque demasiados excessos também me deixam em sofrimento. Sou adepta ferrenha da moderação e quando me excedo desencadeio processos de auto-controlo que roçam o patológico. A minha vida resume-se a uma linha curva que ora supera, ora se inferioriza em relação ao rígido equilíbrio que , confesso, acho muito difícil de manter. Pergunto-me se existirá alguém perfeitamente equilibrado em todas as ocasiões e respondo a mim própria que isso deve ser muito enfadonho.
O meu melhor substituto do açúcar é a fruta ( frutose). Está na altura de usar e abusar para não sentir a irresistível vontade de comer um bolinho. Depois passo às sopas em forma de sumo ( vulgares detox) e finalmente , quando olho ao espelho e percebo que o corpo não está a ir ao lugar como eu queria, lá me mentalizo que tenho que aumentar o esforço físico. É sempre igual. É sempre a mesma fórmula. Tem dado resultados, não me posso queixar. Talvez tenha a sorte de ter um metabolismo razoavelmente favorável. Talvez seja a mentalização, que em mim funciona bem.
Depois dos últimos anos, dou graças por ter a cabeça que tenho, a força mental que me permite resistir. Acabei por comprovar na 1a pessoa aquilo que passo o tempo a dizer aos "meus doentes" : É a cabeça que vence as maiores batalhas. A força de vontade é a nossa maior aliada. O resto são só obstáculos para comprovarem essa mesma força.
( e devo ser a única alentejana à face da terra que não gosta de pêra manca)
sábado, 26 de dezembro de 2015
Um Natal completo
O tempo passa a correr ( todos sabemos de cor esta frase feita). O que é certo é que passa mesmo e outro Natal se passou. Mas este, foi um Natal diferente. Há quase tantos anos como aqueles que tem o meu filho mais velho, que não tinha um " Natal completo " . Sempre entre turnos, entre desgraças e tristezas que não sendo minhas, me entraram pela porta da vida para que tivesse, também eu, um lugar dentro delas.
Não sei porque acontece mas eu gostava de saber qual o cruzamento cósmico que faz mais gente partir nesta altura. Provavelmente será apenas a nossa consciência que está mais virada para o bem, a felicidade e a paz, nesta altura, e sempre nos entristece mais a partida, numa época em que seria suposto celebrármos a família. Ainda assim, acontece muito. Às vezes a fé ajuda a justificar e a manter a paz de espírito, qualquer que seja a fé.
Este Natal pude fazer parte da vida daqueles a quem chamo família e isso é um bem que pouca ou nenhuma descrição consegue ter. É o que é. Sentimo-nos sempre mais completos quando nos identificamos, quando fazemos parte, quando estamos lá. Isso não há dinheiro nenhum no mundo que pague. Não há nada que substitua a presença daqueles que a gente ama. Por mais que queiramos justificar, fica sempre a faltar uma parte de nós, quando não nos sentimos em casa. O amor é a mais bela parte de nós e sem ele nada do que por cá fazemos poderá ter algum sentido, sendo que esse amor pode materializar-se de muitas formas. É por isso que tenho orgulho em ser mãe, enfermeira, filha , irmã, tia, sobrinha, prima, amiga e todas as outras formas possíveis de distribuir um pouco de amor ao meu redor.
A vida é uma estrada enevoada que não nos mostra o lugar onde nos vai levar. E ainda bem!





