quarta-feira, 29 de junho de 2016

De mim mesmo: Resistência todo o terreno

Feito. Não em modo perfeição mas a perfeição não existe. Exausta. Claro: naquela fase em que excusam de me pedir para pensar, ou para fazer, que não consigo. É nestes momentos que nos valem os amigos, os verdadeiros. É por isso que a minha política é há muito que quem sabe dar e receber merece reforço positivo, quem sabe receber só merece o reforço que dá. A sua própria moral é cada um que a faz. Quem não tem moral para dar não vale a pena pensar que vai receber de mim mais do que aquilo que merece. Tenho as minhas contas ajustadas com o Deus que me deram a conhecer de pequena. E esse era um Deus justo. A justiça pode demorar mas sempre acontece, sem se fazer mais do que esperar. Esperar pela minha vez , esperar pelo que necessito aprender, esperar pelo tempo certo que, acredito, há - de estar reservado para o que mereço. Sempre fui muito consciente daquilo de que sou capaz. No tempo certo. Pena que ainda haja quem não perceba esta minha capacidade de ter uma paciência de Chinês, bem disfarçada num corpo demasiado activo que por vezes me leva ao chão. Só que, no tempo que leva a minha vida, não houve uma única vez que não me conseguisse levantar. Mas isso só muito poucas pessoas sabem, só aquelas que merecem o melhor de mim!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Sem título



O excesso de trabalho ainda me assusta. Esporadicamente tenho reminiscências do tempo em que o pânico era o meu mais fiel companheiro, mas já não cedo à tentação de me deixar levar. Hoje foi um desses dias. Curiosamente só acontece em lugares onde nos sentimos seguros. Chegada a casa e eis que os cavalos a trote se instalam na minha jugular e o peito quer encher-se de ar, mas a sensação é que o ar nunca é o suficiente para saciar a minha fome de oxigénio. Estudei o meu pânico até ao limite, até perceber todos os seus "comos" e "porquês". Ponho o cronómetro no minuto e toca de avaliar o meu ritmo cardíaco - 86 bat.min - perfeitamente normal. O ar teima em não querer ser suficiente e tento perceber o porquê. Demasiados pensamentos, demasiadas coisas por fazer, tempo de menos para parar e organizar tudo, perceber o prioritário e no que não vale a pena insistir.

Ando novamente a tentar motivar-me para terminar o que iniciei em 2013. Obriguei-me a parar quando após a leitura, a cabeça se mantinha oca, sem reter qualquer conteúdo do que acabara de ler. Depois de decidir parar, recomeçar tem sido uma batalha contra mim. Não consigo entender os porquês mas talvez seja o medo da sensação de bloqueio mental, da exaustão. É difícil de explicar o que sente quem vê as suas capacidades cognitivas diminuirem dástricamente por cansaço. É dificil explicar o que se sente quando o cansaço é tanto que queremos obrigar o corpo e a cabeça a parar e eles simplesmente não respondem aos comandos. Continuar era o único objectivo, resolver os problemas o pensamento recorrente, um depois do outro, sempre, como se olhasse à volta e os meus problemas fossem uma pilha de papéis jogados numa secretária. Pegava num e logo caiam dezenas de outros tantos que nem percebia, grande parte das vezes, de onde surgiam.

Hoje tenho novamente um trabalho para terminar. Talvez venha daí a amostra de pânico. Aqui estou, a tentar distrair-me, procrastinando, atrasando o que tem que ser. Com medo de me deparar de novo com a sensação de não conseguir encadear conceitos, de não conseguir raciocinar . Ponho música, preparo o ambiente, cada vez mais confortável, e ainda assim temo o inicio. Os gatos circulam em meu redor, alternam as brincadeiras com os mimos e pequenas sonecas. Os miúdos não estão para poder trabalhar melhor e eu escrevo aqui para me obrigar a terminar a tarefa. A vergonha de desculpas vai obrigar-me a terminar. Um dia vou ter que enfrentar as mazelas do esgotamento. Que seja agora...




sábado, 25 de junho de 2016

Fenómenos do " desenrascamento"

É um fenómeno engraçado mas está mais do que provado e comprovado. Quando queremos muito que algo num dia específico aconteça parece que os dias demoram anos a passar. Quando estamos felizes num dia específico ele passa a correr. Depois há aqueles fenómenos estranhos como o que me aconteceu nos últimos dias, em que acontece tanta coisa ao mesmo tempo que em 3 dias parece que passou uma semana.

Já fomos ao veterinário com os novos membros da família e correu às mil maravilhas. Toda a gente continua a achar que não sou pura por ser dona de gatos pela primeira vez e ainda assim ter ficado com 3 :  Ahh! Valente!
Tudo normal, o que não seria comum era se entrasse numa nova aventura da forma prevista.

Aniversário, combinações de última hora: dá para petisco, jantar, café, conversa, passeio, praia, tudo o que normalmente demoraria dias a combinar. Saiu melhor que a encomenda e foi um dia muito feliz, obrigada ! 

Finalmente os planos estão a tomar forma. Ir ao Ikea é uma das minhas visitas ao shoping favoritas. Ando, imagino, decoro, renovo, invento, consigo utilizar coisas da forma mais imprevista e ainda tiro ideias para procurar soluções ainda mais baratas. Aquilo é um verdadeiro lego gigante, em que podemos inventar milhentas combinações e, pasme-se, se tivermos mesmo muitas saudades , ainda podemos montar como quando éramos crianças. Eu passo por todas as etapas, incluindo aquela do derrape do orçamento 😞 . Gasto sempre mais do que o que pensei, à partida, gastar e depois tenho que andar a fazer ajustes nas contas para poder fazer face a tudo o que estava previsto. Adoro o mês do subsídio de férias!

Ao fim de 2 anos de aqui estar, a casa vai finalmente tomando forma. Ao fim de 7 anos o martírio que encontrei com o fim da vida em comum está a aproximar-se do fim. ( Srs do portal das finanças, agradeço a libertação das verbas que me são devidas porque se fosse ao contrário por esta altura já me estariam a falar em juros, sim????!!!! Temos que ser uns para os outros)

A ida ao Ikea foi longa, divertida, proveitosa mas sobretudo cansativa pelo que foi necessário encostar-me ao estaleiro depois de fazer noite. O meu aspecto hoje era tão aterrador que os miúdos nem tiveram coragem de fazer fita quando lhes disse que estava imprópria para consumo e incapaz de ir para a praia como tínhamos combinado. É bom quando nos conhecem não só pelo que dizemos mas também com o que transmitimos sem falar e essa é uma capacidade que nem todos têm. Tenho feito esforços para lhes transmitir esses ensinamentos e parece que estão a dar resultado. Hoje tive direito a jantar ( feito pelo mais velho) e a limpeza e arrumação da sala/escritório/ biblioteca/playground - o lugar de eleição dos miúdos - pelo mais novo e pelo sobrinho, tudo à conta de umas olheiras que mais pareciam a cratera do Vesúvio.

Tanta coisa se tem passado - e se vai passar tendo em conta a quantidade de " legos" que tenho para montar - que estes três dias parece que foram uma semana inteira de coisas feitas. Ainda deu para assistir à saída do Reino Unido da UE e ao que se passou em torno disso e pensar como é que alguém pensou que não era este o desfecho mais provável ( oi! People! O Reino Unido não aceitou a moeda única, certo? Eles têm a commonwealth certo? A pergunta certa - a que eu faço há já algum tempo - seria, como é que eles aguentaram tanto tempo???) A ver vamos o desfecho disto. A ver vamos as mudanças, a ver vamos os trabalhos que eu tenho que acabar até Setembro!  Adoro o tempo de férias, dá -me sempre mais energia para trabalhar😎

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Thirty - nine

O meu amor vem de longe, traz 39 anos de caminho. Obrigada a todos os que fazem, fizeram e farão parte da minha vida. Foram e são também vocês que fazem de mim o que hoje sou, ontem fui e amanhã serei.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Entre o passar dos Anjos

Chamava-lhes rosas do Japão porque me disseram ser esse o seu nome quando estive nas Caraíbas. Ensinaram - me há pouco tempo que são hibiscos e fazem árvores lindas. A fotografia mais bonita que possuo foi tirada à sombra de uma dessas árvores há tantos anos quantos a metade da vida que já levo comigo, no Funchal, numa viagem de finalistas que, como todas, foi inesquecível.

Amanhã será o último dia do meu ano, que iniciará o último ano dos meus anos 30.
Dizem que a vida só começa aos 40. Perdoem-me mas eu comecei a viver muito antes disso.

Se pudesse descrever a minha última década numa música descreveria-a assim. Talvez desse para descrever toda a minha vida também. Não sei. Dizem que só sabemos ao certo o valor que cada coisa tem para nós depois de a perder. Há muito tempo que tento dar valor às coisas no tempo certo. Sei exactamente o sabor que têm as perdas. Desde muito cedo.  Isso fez de mim aquilo que sou. Talvez por isso me tenha sempre servido bem a capa de cuidadora. É com as coisas mais preciosas que devemos ter um maior cuidado e desconfio sempre de tudo o que é fácil demais assim como desconfio de quem não sabe o quer. Se há coisa de que não me arrependo é de ser assim. De todas as coisas o que mais prezo é a leveza da consciência e essa continua a deitar-se comigo, a cabeça na almofada, e a ser tão leve como uma pena, mesmo que o corpo teime em querer pesar. É sobretudo disto que mais me orgulho na vida. É sobretudo por isso que teimo em acreditar que o melhor ainda tem que estar por vir.

A casa da praia no beco dos salgueiros

É a minha praia de sempre. Houve outras e ainda as há, mas esta faz parte de todas as partes de mim. Quando aqui chegámos ainda nem a estrada para a praia havia chegado. Eram caminhos de areia que fazíamos com a tralha às costas, armados de barracas para o dia inteiro, onde nos escondíamos do sol. Ainda os raios ultravioleta eram uma entidade desconhecida e já os meus pais nos obrigavam a abrigar-nos do sol nas horas de calor. Ainda bem que não havia ainda a moda das "besuntices" porque há certos hábitos de criança que nos ficam para a vida inteira. Tirando a idade da maluquice, em que qualquer hora era hora de praia, desculpa para estar com os amigos, não fiquei adepta da praia nas horas de calor e quando escolho praia para o dia inteiro fica a faltar-me sempre a barraquinha onde me possa esconder pela hora do calor. Contínuo a não ser adepta da "besuntice" mas os ossos do ofício obrigam-me a tomar certos cuidados, de tanta desgraça que tenho visto, e dou pelos meus filhos a terem o cuidado de colocar o creme antes de irmos para a praia, hábito que eu própria lhes incuti, mas que me esqueço muitas vezes de cumprir ( e é vê-la depois do banho a aplicar o creme na tentativa de cumprir as normas da boa saúde na praia) . Sinto-me aqui como me sinto em minha própria casa e desde que a temos, sinto-lhe a falta assim que começa o calor. É uma casa cheia de gente nova, sempre foi. Desde os tempos em que as amigas vinham passar uns dias connosco. Agora enche-se de rapazes e é assim que eu gosto. É assim que me faz sentido. Porque o verão é mesmo isso. Praia, amigos, tempo livre e histórias, muitas histórias para recordar.
A praia está diferente, quase sempre cheia e no roteiro das melhores praias do Alentejo. Deixou de ser o ponto de encontro das amizades, que Verão após Verão se encontravam para matar saudades. Já não se conhece quase todos os ocupantes das toalhas vizinhas, os sombreiros a fazer lembrar qualquer praia de postal retiram-lhe um pouco a personalidade mas trazem os turistas adeptos do postal que vende. Também já temos bolas de Berlim, como em qualquer praia Algarvia e embora a minha celulite não goste disso as papilas gustativas agradecem bastante a inovação. Depois há os bares de praia, o peixe a saber a fresco a olhar o mar e o areal a perder de vista. Mesmo que a praia esteja cheia, por aqui, se se quiser muito, anda-se um pouco mais e quando se dá por isso volta-se à mesma praia da minha infância onde éramos nós e o mar e os que vinham connosco. É isto que é praticamente impossível de replicar em qualquer outro lugar. É isso que faz destas praias únicas!

sábado, 18 de junho de 2016

A tentar despertar consciências

Acordei agora é dei de caras com isto.

É este o meu sonho americano para o meu país e afinal, nada tem de americano.

Daqui, como que a justificar o meu último post.

Vamos lá então ver de novo a selecção...

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Heróis do mar, nobre povo, nação valente, imortal - aqui começa a trapaça

Poderia dizer que entrámos mal, mas direi antes que entrámos como sempre, porque realmente é essa a minha opinião. Fiz uma pausa na tristeza para nos ver jogar e éramos nós que ali estávamos, campeões de bastidores, porque nem de bancada fomos. Uma seleção medíocre com 2 ou 3 grandes jogadores que, à sombra da fama, não fazem pela seleção aquilo que fazem pelos seus clubes, nunca percebi muito bem porquê. Falta-nos o sentido da nacionalidade. Somos sempre campeões antes de começar, depois vem a parte da realidade e voltamos à mediocridade que nos caracteriza ( "abençoada" a padeira que ficou com os louros de um dos maiores estrategas portugueses e ilustra bem o que pretendo dizer)

É uma selecção representativa daquilo que realmente somos. Medianos em altura e corpulência, com alguns, poucos, acima da média, numa miscelânea de cores e de tons universalisantes, que vestidos de qualquer uma das cores do sul passaria  por nação. Será provavelmente o fruto dos descobrimentos ou se preferirem de uma nação que há muitos anos se abriu ao mundo não por um objectivo concreto mas como forma de ultrapassar o marasmo, pensando que sonhando novos mundos eles nos compensariam. Puro engano, que a mediocridade nos serve apenas para abrir caminhos que outros virão atrás explorar.

Serviu para ficar ainda mais fã das terras do gelo. Dos que da grandeza que lhes tiraria velocidade, fizeram do bloqueio a sua melhor arma. Dos que, sendo ainda menos do que nós somos, se fizeram ouvir num grito de guerra e incentivo calando uma nação que se quer fazer grande, mas se rende ao pessimismo à primeira dificuldade. Falta-nos a moral. Preferimos a morte lenta e agonizante, a fome de tudo, à guerra. Continuamos a nação dos orgulhosamente sós, cada um a pensar no seu umbigo. Talvez não seja a saudade o que nos caracteriza mas o fado, o destino, que aceitamos, sem discutir ou questionar, porque se nos diferenciarmos alguém virá dizer que é apenas protagonismo e não mérito, alguém virá exigir que nos excedamos uma e outra vez. A mediocridade é confortável. Ficaremos contentes com um 3° ou 4° lugares e será bom. Desfilaremos o rol de dificuldades que nos fizeram abrandar e seremos orgulhosos dos nossos feitos que mais ninguém saberá muito bem quais foram. Deixaremos que joguem melhor que nós e no fim protestaremos que fomos roubados em vez de termos lutado na altura certa.

Já me convenci que faço parte de uma nação com estas características e tenho aprendido a viver dentro dela. Não me espantou o resultado, espanta-me é que ainda se espantem com ele. Não, não sou pessimista, sou apenas pragmática e já nem acredito que em tudo haja uma parte boa, o que pode haver, ou não, é vontade de aceitar o que se é ou passar a vida a sonhar que se vai ser o que nunca se foi e chamar-lhe psicologia positiva. Acho muito perigosa a ideia de que se lutares podes ser o quiseres. Criará provavelmente uma geração de seres frustrados que poderão ser perigosos. Prefiro acreditar que devemos estudar melhor as nossas características e a dos adversários tentando moldar-nos o melhor possível no sentido de obtermos resultados. É que ser apenas virtualmente campeão  é uma vitória que só interessa a quem não tem objectivos definidos, a quem lhe é indiferente as características únicas das peças que formam uma equipa. Uma perda/empate é sempre uma derrota, demos as desculpas que quisermos dar .

terça-feira, 14 de junho de 2016

Errare Humanum est

Às vezes acho que a vida me dá uma folga apenas para que possa de novo aguentar os embates. Como se fosse um balão de ar em atmosfera adversa. Como se estivesse constantemente em apneia e me dessem oportunidade de vir a cima de água apenas para respirar, ganhar fôlego e mergulhar outra vez.

Depois de um fim de semana grande, de que não me lembrava já a última vez em que tive um, estou de volta ao activo.

Sempre fui à feira do livro, comprar o livro do Armando e pedir um autógrafo. Aproveitei para levar os miúdos a passear e perceberem onde estive à alguns anos e o que estive a fazer. Percebi, por uma curta conversa com o Armando que a decisão que tomei à algum tempo de esquecer a escrita de livros foi a mais correcta. A minha vida não me permite demasiadas liberdades orçamentais. Tentei não olhar para outros livros, para não cair na tentação de gastar mais dinheiro. O orçamento continua a ser o meu maior desafio mensal.

O torneio em Portimão levou-me ao   Algarve de onde trouxemos uma vitória expressiva e uma intoxicação alimentar ( o arroz de pato, está provado, não combina com o HCPG)  para além de momentos bem passados, conversa boa e de finalmente me ter cheirado a Verão.

Estou de volta à rotina e comigo a dúvida constante sobre se os caminhos que escolho serão os mais corretos porque isto de gerir afectos/razão, quando toca ao nosso sangue, é doloroso e difícil. Nem sempre as opções são as melhores. Como me disseram hoje e ainda estou a pensar nisso de tão acertado que achei: mais vale uma decisão do que não tomar nenhuma.

É isto que me faz continuar. Ainda consigo decidir e mesmo que decida mal, amanhã acordo de manhã ( fresca e fofa como um pão da bimbo) e posso sempre voltar a decidir, mudar caminhos, ver alternativas, arranjar soluções: "Errare Humanum est" ou como se diz em bom português, errar é humano. 

domingo, 12 de junho de 2016

Sabe bem o que é bom

Já aqui disse que não sou grande fã do Algarve, que não sou. Mas os lugares são as pessoas que os fazem, neste caso as companhias. Garanto. Estava mesmo a precisar de uma pausa, de boa conversa que atravessa a tarde e entra pela noite dentro ao som das brincadeiras dos miúdos. Partilha. De sol e de água, mergulhos, nadar. Um mergulho, uma competição suave de nadadores e o coração a querer sair do peito após a vitória. Estou mesmo a precisar de aumentar o tempo de exercício e para isso nada melhor que o Verão. Obrigado por teres chegado na forma de fim de semana grande. É este, de facto, o tempo de que mais gosto. Já tinha saudades deste sabor a felicidade!

sábado, 11 de junho de 2016

Era uma vez : os livros!

Hoje foi um dia assim . Não que tenha sido nostálgico, pelo contrário, foi um dia bom, onde sinto que sarei algumas feridas e encontrei o chão por baixo dos meus pés. Hoje foi o dia em que tive a certeza que este é o caminho certo por onde quero seguir.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Uma família d'artistas - oh! que artistas

Fui entusiasta desta ideia desde o início, desde o dia em que os responsáveis da Escola de Artes ( então de Sines) agora do Alentejo Litoral vieram apresentar aos pais o seu projecto que pretendiam ser em conjunto com a Escola Básica 2+3 de Grândola ( D. Jorge de Lencastre, para quem não sabe, o sr que nos deu o foral). Não porque quisesse especialmente que o meu filho fosse músico mas porque acho a música muito importante na nossa formação e porque este projecto equivalia ou dará a equivalência ao curso básico de música. É importante saber para poder avaliar e a música ou a qualidade de alguma música que se ouve é tão, como direi, fraquinha que achei uma oportunidade óptima para proporcionar ao meu filho novas experiências.

É verdade que nem sempre correu bem. Não primam pela organização e problemas com financiamento levaram algumas crianças a estarem muito tempo sem professores, ou sem aulas. Eu não tenho que me queixar. Tive a sorte de encontrar a Neusa, que esteve nos testes de recrutamento e que, pensei eu sinceramente, iria "chumbar" o meu filho. Entrou. Não é propriamente um entusiasta da música mas a excelente professora tem sabido cativá-lo e lá vai fazendo ao seu ritmo, sempre com as aulas em falta repostas, basta para isso haver alguma boa vontade de ambas as partes.

É verdade que nunca sonhei que escolhesse a percussão, eu que adoro violino, piano, cordas e saxofone. Mas foi o que ele escolheu e para mim isso chega.

Ouvi dizer que não vão continuar a fazer novas turmas e tenho muita pena. Gostaria de poder proporcionar ao Afonso a mesma experiência ainda mais que sempre foi mais " cantador" e dançarino que o irmão. Pelos vistos não vai ser possível e as aulas na escola, sem o projecto com a Escola pública, são a um preço impossível de pensar sequer.

Quando ao fim de 4 anos se vê este resultado dá para reflectir: será que apesar das dificuldades e algumas diferenças de opinião, não é este um óptimo resultado? Aquele que estávamos à espera? Será que não teremos orgulho para o ano de poder dizer que os nossos filhos terão no currículo um diploma de estudo integrado ( artístico) em música?

Deixo -vos o vídeo da audição de hoje, da classe conjunto do professor ....Évora ( peço desculpa, esqueci-me do seu nome 😊 ) com uma música que é da sua autoria.

Espero que gostem tanto como eu!

Adoro sarna para me coçar

Era para ser só uma, mas vieram 3. Num momento de loucura ainda pensei trazer outro, mas depois passou-me. O gato preto ficou com a mãe.

Assim que se soube toda a gente me avisou que iria ser uma desgraça. Que saltam, que pulam, que rasgam e partem coisas, enfim, um sem número de desordens que se iriam instalar na minha casa.

De facto, são uns fofos. Brincam, dormem, comem e fazem outras necessidades. É nas necessidades que tem residido o busílis da questão.

Até ontem achei que, para além de as desgraças terem sido muito exageradas, me tinham saído na rifa os únicos gatos cagões da história da humanidade. Pelo menos um. Muito, muito cagão. De tal forma que tenho passado os dias a apanhar cocó. A minha irmã ainda sugeriu que o gato fosse cego, incrédula que ficou com o meu gato cagão. Não é, disso tenho a certeza já que ele foge quando o tento apanhar e isso não se sente com os bigodes. Dei voltas e voltas à cabeça e descobri. Ele é demasiado limpinho e quando a sílica fica demasiado cheia de porcaria é incapaz de ir ao lugar onde deve. O problema está provavelmente na sílica. Tenho que encontrar uma areia adequada ao tanto tempo que passo fora de casa. De resto, são uns amores e ainda bem que os trouxe comigo.

Os meus novos pequenos meninos-gatos

segunda-feira, 6 de junho de 2016

O problema das contas mal feitas!

Hoje foi mais uma volta, mais uma corrida no carrocel da vida. Lá fui eu, de " charola" até à capital, acompanhar um doente a um exame complementar de diagnóstico, uma coisa comum, por estes lados . Sinceramente estou desejando que cheguem as minhas tão esperadas 35 horas semanais, de trabalho.

aqui disse o que acho sobre esta mania de se colocarem todos os funcionários públicos num mesmo pacote. Infelizmente há quem continue a fazê-lo. E fazem-se contas, confabulando contra os funcionários públicos às vezes sem se perceber muito das contas que se estão a fazer. Volto a um blog de que gosto para exemplificar as más contas. Não vou falar apenas de nós ( enfermeiros) mas de todos aqueles funcionários públicos que, tal como eu, asseguram a sua profissão durante as 24h do dia. Neste grupo posso incluir as forças de segurança ( PSP, GNR, guardas prisionais, etc) e a grande maioria dos profissionais de saúde. Se asseguramos as 24 h apesar das 40h o dia não deixou de as ter, logo o nosso horário diário de horas trabalhadas ficou igual o que significou que, para trabalharmos mais horas, tiveram que nos diminuir as horas de folgas semanais. Por cada mês, um funcionário público a trabalhar por turnos perdeu 3 folgas.

É mais ou menos a mesma coisa que o vosso patrão vos dissesse que a partir de determinada altura, porque o resto do país considera que a culpa das más contas é toda vossa, perderiam o direito a um fim de semana e a metade de outro, todos os meses, continuando a ganhar o mesmo. Para além disso teriam de aguentar a pressão contínua de todo o país, que se juntaria contra vós, tentando proteger esse país, ainda assim, o melhor que soubessem e pudessem. Mas melhor do que eu, a sra bastonária da ordem dos enfermeiros consegue explicar o que pretendo dizer-vos.

sábado, 4 de junho de 2016

No poial ao entardecer

Não é a primeira vez que falo neste blog da Ludoteca e do trabalho que fazem com as crianças do concelho. Uma mais valia para os pais que vêm os seus meninos aproveitar o tempo livre com actividades lúdicas e formativas. Os meus sempre frequentaram a ludoteca - o grande enquanto quis e o pequeno, primeiro renitente, depois rendeu-se ao teatro.

É com orgulho que se percebe o enorme trabalho destes profissionais em prol das crianças e é com satisfação que vejo reconhecido pelo público a autora/professora/encenadora das crianças durante as oficinas de teatro.

"No poial ao entardecer" é uma peça escrita pela Mané, a Maria Manuel Costa e apresentada pelos meninos das oficinas de teatro da Ludoteca. É uma peça que fala sobre as importantes relações entre gerações, o conhecimento que se transmite, levando os meninos e o público numa viagem através do Alentejo passado e presente. O cenário principal é um poial, esse lugar maior dos tempos da nossa infância onde, nas tardes e noites de Verão, se contavam histórias a "apanhar fresco". Os avós e os seus netos revisitam a juventude dos primeiros em cenas hilariantes em que se percebe a evolução dos " nossos" tempos.

Agora o poial está em livro e hoje esteve de volta ao palco do cine-granadeiro, onde estará nos próximos 2 dias, em apresentações às várias turmas do ensino básico, dando a conhecer esta arte magnífica que é o teatro. É com orgulho que digo que tive e tenho filhos que foram ensinados a representar pela Mané. É com orgulho que os vejo em palco. É com orgulho que percebo que apesar de estarmos longe dos grandes centros urbanos, conseguimos oferecer às nossas crianças um currículo diversificado onde não faltam oportunidades de evoluir o seu sentido artísticos. Parabéns pelo teu trabalho e pelo teu livro Mané. Obrigada pelo que fazes pelo desenvolvimento pessoal dos nossos filhos! 🎭

sexta-feira, 3 de junho de 2016

No dia em que escrevi um livro

Para ser sincera, não me lembro bem em que ano foi mas talvez tenha sido em 2011. Foi o ano em que levei o meu livro à feira do livro de Lisboa, no pavilhão do sítio do livro. Foi a primeira vez que fui à feira e não voltei a ir . Foram uns anos difíceis e difusos de que a minha memória guarda apenas flashes. Sei agora que se deve ao burnout e à depressão que entretanto foi tomando conta dos meus dias e que decidi encarar de frente este ano. Já chega de fazer de conta que não vejo que não sou eu quem tem vivido os últimos anos, tem sido uma sombra de mim. Mas não é disso que quero falar hoje.

Desse dia de experiências novas, guardo poucas boas lembranças por motivos que não vêm agora ao caso, mas das boas lembranças que guardo, para além do momento em que começou a minha hora, foi do momento antes, em que se aproxima de mim um rapaz ( das minhas idades , bem se vê) descontraído e perfeitamente à vontade como se fosse um passeio no parque ( ao contrário de mim que estava uma pilha de nervos sem saber muito bem o que esperar daquilo, naquele meu típico: mas porque raio é que te metes nestes enredos, meu Deus???!!!!😭 ) . Esse rapaz era o Armando e desde então tenho lido todos os seus livros. Gosto genuinamente do que escreve e como escreve. Sou fã de ficção científica e os livros dele misturam o romance com a tecnologia e o futurismo numa receita que a mim, me agrada bastante.

Quando soube que o Armando iria voltar à feira com o seu novo livro pensei de imediato em lá ir nesse dia. Fiquei encantada com a dimensão da feira, com os preços, com as novidades e as antiguidades maravilhosas que por lá se podem encontrar. Para além disso é difícil para os pequenos autores chegarem a ter alguém interessado, ou até mesmo curioso com aquilo que escrevemos e achei que seria giro ir lá dar-lhe o meu apoio. Infelizmente a hora dele vai calhar num dia em que já tenho planos para a minha vida. Não quis, no entanto, deixar em branco o lançamento do seu novo livro. Porque sou de facto fã da sua escrita e porque lhe desejo muito sucesso.

Espero que venhas a ter muito sucesso no teu futuro!

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Das coisas banais que fazem os nossos dias melhores

Depois de mais uma jornada dupla de noites, enchido o depósito do carro ( que não gosto de chegar a casa sem gasolina, não vá ser preciso. alguma coisa de urgência e não ter como me desenrascar) chego a casa pronta para o descanso e eis que o l(ar) se encontra infestado.

Sempre gostei de animais. Durante muito tempo, fiz uma pausa neste meu gosto, porque significava despesa extra. Há coisa de um mês, não consegui negar o pedido do mais pequeno e toca de tartarugas para casa. Já tinha local para as colocar , acabava-se com o peso que sempre teve na minha mente o aquário vazio e voltava a ter pequenas criaturas de quem cuidar. Assim tem sido.

O pior é que os bichinhos não têm nada de asseados e tem sido um trabalhão para conseguir dar alguma dignidade ao espaço que elas ocupam e ao ar da sala depois da sua chegada. Apesar de ter mudado a água há 2 dias, não há nada mais satisfatório do que chegar a casa, com vontade de descansar e ter que mudar água de um aquário. Provavelmente há alguma coisa que não fiz bem, ou que não estou a fazer da melhor forma. O que me leva a ter que pesquisar sobre o assunto para perceber o que não está bem. É que estamos à espera de um novo membro para a família e não  me apetece nada andar a mudar água a cada 2 dias . Por agora ficou bem assim. Depois verei o que terá que ser melhorado . E as quanto à nova menina? UI, só estamos à espera que seja desmamada, para lhe abrirmos os braços. Finalmente vou deixar de ser única nesta família de crianças saudáveis ( sim, não me esqueci do dia da criança e sim ainda me considero uma, mas entre trabalhos nocturnos é impossível festejar comigo seja o que for, porque sem dormir tenho um humor de cão raivoso) . Até já!