sábado, 19 de dezembro de 2015

Enigma


Passei. 
Talvez um quarto da minha vida à espera. 
A pergunta certa nunca chegou. 
Na metade final percebo que não existem perguntas certas. 
Nem respostas erradas. 
Existimos apenas e nesse lapso complicam-se memórias
 com factos presentes,
 enganam-se os olhos com a imaginação. 
A simplicidade de um momento bom 
 rasgada por uma palavra errada 
Um enigma desnecessário

E se a pergunta for despropositada?

Simplifico, então (!?)
Os dias correm com a mesma velocidade
somos nós que os vemos diferentes
perspectivamos passos que não damos
momentos que não chegam 

No fundo
é tão fácil
refazer
num jogo simples de dar e receber
começas tu desta vez

Um dia ainda conto

como as histórias nos podem desencantar