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sábado, 30 de julho de 2016

Sintonizada comigo!



O festival já tem 17 anos mas, na verdade, nunca tinha lá ido. Talvez porque o seu começo foi já depois de ter iniciado a minha vida activa, como enfermeira ( a respeito disso, parabéns a todos os do Grande XI curso da ESEBB porque fazemos hoje 18 anos de curso! ) e estava longe. Quando regressei ao Alentejo, comecei a perceber que as noites de FMM eram sempre demasiado"animadas" para o gosto de quem trabalha num serviço de urgência. Apesar de algumas colegas me dizerem: vai! vais adorar. Tem mesmo a tua cara - nunca me decidi a lá ir, achava que talvez já fosse "demais" para mim. Há certas festas que já não aguento ! Decidi-me a ir ontem, a convite de uma amiga com um ritmo de vida muito semelhante ao meu. Fui e adorei! E não é que aquilo tem mesmo a minha cara?!!! Há coisas para as quais algumas palavras não chegam. Deixo-vos um video de publicidade do ano passado, que me parece capta muito mais a essência da coisa do que os spot`s publicitários deste ano. É ver e ficar com água na boca para lá voltar, todos os anos!










quarta-feira, 20 de julho de 2016

À beira mar



Têm sido uns dias calmos, tão calmos que sinceramente já nem estava habituada a isto. Numa tarde acabei de ler o livro que andava há meses a tentar ler.
Todos os alentejanos do litoral deviam ler este livro. Foi um livro que me transportou para uma memória que, acredito, seja comum a todos nós, nascidos nestas terras. Sines, aqui chamada de São Torpes, a Esplanada Alentejana nos seus tempos áureos, uma praia que a evolução destruiu e uma terra que mudou e se transformou tanto nos últimos 40 anos. Para além do romance, que vale a pena, este é um tratado histórico sobre uma das estâncias de Verão Alentejanas, sobre a nossa vida, sobre o que mudou por fora mas se arrastou por gerações e ainda chega aos nossos dias. Esta memória colectiva que põe a mulher independente num papel estranho perante a sociedade e a transforma ao longo dos anos, moldando-lhe o futuro, os comportamentos, fazendo-a esquecer, por vezes, os verdadeiros motivos da sua luta. Gostei bastante, tanto que fiquei com curiosidade de ver o filme e fiquei com vontade de repetir livros do mesmo autor. Para além de ser engraçado ler uma história a acontecer em lugares que conhecemos tão bem.

Passo já de seguida para o Oussia, que fui de propósito comprar à feira do livro e que vem com dedicatória para o Afonso. Já li todos os livros do Armando e gostei sempre. Ele escreve na ficção científica, imaginação, uma área pouco explorada pelos portugueses e escreve sempre bem. Diria que é algo verdadeiramente novo na nossa literatura.


Continuamos preocupados, claro! Mas o tempo e a paciência é a única formula mágica de cura que conheço para certos problemas. Não há outra forma senão esta de esperarmos o melhor e acreditar que há-de vir.

Boa noite e bons sonhos =)

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Thirty - nine

O meu amor vem de longe, traz 39 anos de caminho. Obrigada a todos os que fazem, fizeram e farão parte da minha vida. Foram e são também vocês que fazem de mim o que hoje sou, ontem fui e amanhã serei.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Quando apetece viver de novo

Provavelmente será dos dias de sol. Qualquer pessoa sabe, hoje em dia, e está descrito na literatura, que o sol renova o nosso estado de espírito, levando para longe , pelo menos nos próximos meses, o estado depressivo em que os portugueses ( pelo menos os da dita classe média) se habituaram a viver sobretudo à custa dos muitos esforços que têm que fazer para manter o orçamento equilibrado. 

Não é novidade para ninguém que os últimos sete anos têm sido difíceis para mim. Costumo dizer que as derrotas nos ensinam muito mais do que as vitórias e saber perder é uma virtude, mas não é fácil. 

Tenho aprendido muito, sobretudo ao nível do auto-controle e dessa "ciência" ou arte em que, me parece, os portugueses ainda são fracos, que é a de saber consumir sem dar grande importância e aprendendo os truques com que a publicidade nos pode iludir. Digo por graça ( e papá não fiques sentido, que esta é uma das minhas muitas piadas que tu por vezes não entendes) que estou a ficar mais forreta que o meu pai e que, quando chegar à idade dele, vou ser pior que o tio Patinhas, essa personagem da Disney, que entre muitas, fez parte dos meus encantos e literatura de infância ( sempre adorei banda desenhada). 

O IRS está entregue na tentativa por vezes infrutífera de me desabituar do grande defeito português de deixar tudo para a última hora ( aprendi isto sobretudo à custa dos 11 anos  num serviço de urgência, quase sempre a trabalhar nos limites mínimos de pessoal necessário, e em que ao mínimo descuido tudo pode "descambar" se não se cuidar para que o que deve ser feito o seja atempadamente). 

Sou adepta das compras on-line, não porque não seja a favor do comércio tradicional, muito pelo contrário, mas porque consigo fazer um melhor controlo dos gastos - depois das compras feitas, se o preço não for satisfatório pode sempre voltar-se a trás e verificar tudo o que é supérfluo, o que não dá muito jeito quando já estamos na caixa do supermercado. Além disso poupa-se em gasolina, que se tornou, apesar do preço do petróleo estar a baixar, num produto de luxo, mais uma vez devido à carga fiscal que somos obrigados a suportar. Mas para que tudo corra bem é necessário estar sempre em cima das transações e saber reclamar os enganos, pedir explicações e estar atento, sempre com uma grande dose de paciência e boa disposição, para não tornar a vida num corrupio de irritações que não me fazem bem à saúde, agora que sei que sofro dos males da ansiedade ( quem diria). 





Por causa dela (a ansiedade) o meu conforto tem sido a minha maior prioridade, sendo que, para me sentir confortável é primordial que os meus filhos sejam felizes e estejam bem. No entanto eu não me esgoto neles. Por causa disso, foi urgente fazer mudanças na minha vida que até agora se têm revelado positivas. O meu tempo de serviço de urgência esgotou-se, embora o doente crítico continue a ser a minha "paixão" em termos profissionais. Foi assim que comecei com os prematuros e as crianças e é assim que quero continuar, embora agora mais dedicada aos adultos. Defini para os próximos tempos  3 objectivos, pessoais e profissionais. Um iniciei-o há pelo menos 2 semanas ( e não, não vos vou dizer quais são, reservo-me o direito de me resguardar contra a frustração que não me faz sentir confortável) e por agora não está a decorrer com a celeridade que pretendia mas talvez seja normal que assim aconteça. Os outros dois inicio-os hoje com data prevista de concretização para Setembro. Já tenho mais objectivos em vista, claro! São os objectivos que nos mantêm vivos e motivados. Sem objectivos a vida torna-se num amontoado de dias no calendário sem qualquer significado. A vida é demasiado rara e preciosa para ser vivida assim. Desejem-me sorte...    










foto tirada e trabalhada por mim, junto ao "novo" resort beach and golf  na herdade do Pinheirinho 






segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Há coisas para as quais não tenho um nome definido

Hoje apeteceu-me ouvir esta. Só porque sei o que é andar sem destino e não chegar a lado nenhum. Mas também conheço a sensação de ter caminho e chegar ao destino traçado ( e sem GPS)

Às vezes as  coisas mais simples são as melhores. A sinceridade e a simplicidade nunca me fizeram perder nenhuma batalha. Contínuo a apostar sempre, quando encontro estas qualidades.

"We're riding down the boulevard
We're riding into the dark night,
With half the tank and empty heart
Pretending we're in love, when it's never enough
As the sirens filled the lonely air
Oh, they can hear knock knock baby
We see a storm is closing in
Pretending we're escaped
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
We're running all the red lights down
No way that we can stop, no no
A quarter tank is almost gone
Pretending we're in love, when it's never enough
I wish we could take it back in time
Before we crossed the line, no now, baby
We see a storm is closing in
I reach out for your hand
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Oh oh, hold on
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)
Don't say a word while we danced with the devil
You brought the fire to a world so cold
We're out of time on the highway to never
Hold on (hold on), hold on (hold on)"

Ocean Drive - Duke Drummond

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

As minhas músicas de Natal

Nem consigo descrever bem o que sinto quando ouço esta música. Seria 95? 96? 97? Noite de Natal e fomos passa-la juntos, bem depois da meia noite familiar. Adrenalina. Há sensações que nos acompanham uma vida inteira. A sensação que se agarra a esta música é inesquecível e é isso que eu adoro na música.



sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Confiança!



O céu esta manhã apresentava-se com umas excelentes combinações de roxo. Mas que raio de cor para se definir um céu da manhã??!! Eu explico. Gosto das combinações da cor vermelha com o azul ( aliás gosto de combinações de cores, especialmente se estas estiverem muito próximas das cores primárias) e o azul do céu ou das nuvens, quando o sol nasce ou se põe, adquire aquela tonalidade forte que o sol tem a essa hora, misturando primeiro os tons mais fortes, que vão aclarando até que o astro rei se levante, e vá ficando cada vez mais claro e luminoso. Essa mistura inicia-se num roxo que vai passando a rosa depois a alaranjado e finalmente com as cores que definimos como as "normais". É por isso que o nascer e o por do sol são para mim as mais bonitas horas do dia e é por isso que, embora me custe a abandonar o ninho, fazê-lo a tempo e horas acaba por ser uma óptima forma de começar o dia: porque tenho tempo e disponibilidade para me encantar com estas pequenas coisas que tornam o meu dia mais bonito logo de inicio.

Gosto de chegar com tempo, embora nem sempre me seja fácil, gosto de preparar as possibilidades, gosto de saber ao que vou antes de começar. Deve ser por isso que as minhas malas, carteiras ou o que lhes quiserem chamar andam sempre a abarrotar de coisas que aparentemente não servem para coisa nenhuma. Mas são essas "coisas" que me dão a segurança de ter o que preciso numa situação de "aperto". É por isso que agora, ao ultimar as mudanças, me deparo com uma "colecção" de objectos enorme e que vou ter que , de alguma forma, seleccionar, arrumar, algumas dispensar e outras reutilizar. Mas é bom reencontrar-me com muita coisa que não encontrava à tanto tempo. Transmite-me a noção de reconhecimento, de segurança e sobretudo de pertença. Tal como é bom, de manhã, reencontrar num céu as cores que tanto gosto. Porque mesmo repetindo todas as manhãs o mesmo caminho, vendo todas as manhãs o nascer do sol, não há vez nenhuma que não lhe encontre um pormenor diferente, uma nova tonalidade aqui e ali, uma nova forma de olhar para o que me é familiar, mas ao mesmo sempre novo e tão querido com a confiança que o dia também me sorrirá!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Dias cinzentos

Os dias cinzentos são sempre os piores e raramente têm muito que ver com os sol. São os dias em que se descobre que os sonhos ficaram todos para trás, que não se faz nada do que se esperava fazer por esta altura e que por muita volta que se dê ao pensamento não se encontra grandes saídas ( viáveis) para se transformar a forma como se ficou. O trabalho não nos leva a lado nenhum e é feito com esforço de escravatura, o tempo não chega para se estar com os filhos como se devia, já para não falar das contas constantes que se fazem para arranjar e rearranjar orçamentos. É nesta altura que me questiono qual foi a curva que fiz para a direcção errada. Por mais voltas que dê ao pensamento não consigo identificar uma ( foram tantas) que acabo por me certificar que é tempo perdido estar constantemente a voltar para trás.
 Até aqui, tudo bem.
Conforma-se e enforma-se e no fundo nem é isso que me preocupa. O que me preocupa é a falta de perspectivas, a falta de oportunidades, a falta de alternativas. Às vezes sinto que a minha vida é como a politica em Portugal: por mais que se queiram arranjar alternativas e soluções há-de vir sempre alguém ou alguma coisa estragar tudo.  Poderão dizer-me que a vida é mesmo assim , que nunca se tem aquilo que se quer, que é difícil...pois, obrigada pela informação, isso eu já sei! A alternativa pelos vistos é habituarmo-nos. Habituamo-nos a trabalhar 240 horas por mês. Habituamo-nos a despender apenas 30 minutos a uma hora por dia aos filhos, habituamo-nos com a ideia de que há muita coisa que nunca iremos ver nem ouvir. E eu habituei-me! Habituei-me que há alguns sonhos que se podem transformar nos piores pesadelos, quando te exigem sucesso.
 Estes são os meus dias cinzentos, depois tenho outros. Nos outros dias, agradeço por poder trabalhar as 240 horas que me permitem ir vivendo e levando os meus filhos onde querem, fazer-lhes alguns "mimos" que todos gostamos de fazer, mantê-los vestidos e calçados e aparentemente saudáveis e felizes. Nos outros dias, agradeço por ter resistido e aguentado 5 anos de uma depressão difícil, de ter aguentado as constantes pressões internas para não resistir ao sofrimento ( sim, uma depressão é, muito mais que se imagina, uma forma de sofrimento) de me ter transformado numa pedra, que não permite que os dias cinzentos que ainda batem à porta, tenham a mesma força e a mesma influência que já chegaram a ter. Nos dias cinzentos, lembro-me que vai passar, que tudo passa, que não preciso mostrar a ninguém que sou feliz, nem preciso ser melhor ou pior. Só preciso ser eu, e aguentar, porque no dia a seguir, se bem calhar, já verei as coisas diferentes, sem ambições, sem grandes sonhos, sem objectivos. Só com a vontade de viver." Esperar o melhor mas estar sempre preparada para o pior". Aprendi que só isto já me basta, como qualquer outro objectivo...



quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Na mão certa




Podia dizer tanta coisa... A feira tem sempre muito que contar e muito que dizer mas as histórias mais vale vivê-las do que contá-las. Para além do sempre igual mas sempre diferente de luzes, feirantes, compras, regateios e bebidas, ficam os amigos que encontramos ou quisemos tentar encontrar, as exposições e os projectos do passado para o futuro e de futuro. Fica-me sobretudo a certeza que quero pagar para ver o Pedro a cantar, num palco onde a sua grandeza não seja abafada por outras distracções e onde cada letra e composição suas sejam aclamadas com o devido valor que tanto merecem. Ainda assim foi um concerto gigante, quer em tamanho quer em constantes improvisações. Da Ana não falo, nem posso, porque preferi uma mesa de amigos, mas conhecendo o recinto como o conheço e já tendo ouvido a alma dela a cantar não trocarei um recinto fechado por um aberto, onde o potencial de nos fazer vibrar é metade do que estariamos à espera. Quanto ao Pedro, não sei porque raio demorei tanto tempo a perceber a vontade de ouvi-lo cantar ao vivo... A feira, para além de outras coisas tem também disto, grandes artistas a custo zero, que aumentam em muito tudo de bom que já por cá existe.

Diz-se que depois da feira vem o natal, que não consegue haver, no entretanto, e para nós, outra festa tão grande como esta (há o aniversário do rodrigo, vá!) . Mas eu faço as minhas contas e parece-me que este ano vai haver, para nós, uma festa quase tão grande como esta...está tudo em preparação e a casa já tem quase, quase, a porta aberta, o jardim voa na minha imaginação e o natal está distante demais para poder marcar a próxima história a existir.





terça-feira, 19 de agosto de 2014

Coisas lindas

Ando com ele para trás e para a frente há muito mais tempo do que o desejaria. Não porque nos faça mal a um ou a outro mas porque, geralmente quando gosto de uma coisa prefiro consumos rápidos. Talvez esteja diferente, talvez seja apenas a tão falada " idade" ou talvez seja o meu tempo que, dividido por muito mais solicitações ou preocupações se torna curto para o ler a falar connosco.

Perguntaram-me um destes dias se estava a gostar dele. Habituados que estão a ver-me mudar as cores das capas como quem muda de turnos, à espera da resposta, a conclusão foi imediata: " não deves estar a gostar ou já o terias lido" . Na verdade, a reacção após a pergunta foi a minha reacção comum quando não sei o que hei-de responder : fiquei parada ( a pensar ) mas a resposta veio "se nunca leste nenhum, não leias este primeiro". E eis como se pode ter uma opinião errada quando nos precipitamos a fazer juízos de valor.
A primeira parte é sobre o amor e a eminente preocupação de o perder. Perder alguém que se ama é de tudo, o pior que nos pode acontecer, aquilo de que mais medo temos. Que me perdoe, mas não gosto muito de falar sobre isso, e a ansiedade espelhada nas letras que se vão derramando pelas páginas em branco, fez-me pensar que o desespero lhe pudesse ter feito perder o jeito. Mas não! Passa-se a fase má e ele volta, tal como sempre o li, a perder-se em pormenores e pensamentos sobre coisas em que a maior parte das pessoas não pensa ou pelo menos não diz que pensa ou não perde tempo a pensar. E é disso que gosto tanto! De me sentir identificada naqueles pensamentos, é passar do riso ao "espera lá, como é que ele chegou a este conclusão? onde é que foi que me perdi? onde é que não consegui seguir o raciocínio?"

Estou a gostar, bastante, apesar da critica não ter sido a melhor, quando saiu. Ainda não acabei, e não me importo, gosto de ir apreciando com calma as crónicas, uma a uma, conforme me vão aparecendo, página a página, sem pressas...

Parabéns Miguel! A p?=)(?)(/&#$&#" da tua vida é mesmo linda de se ler!


 Distrairmo-nos é batermos o pé. Naquela teimosia de dizer: " Enquanto cá estou, escuso de fazer o que só faria sentido se ninguém morresse, a começar por mim". Escrever é uma maneira de fugir que não se consegue só através do pensamento. É esquisito: é o acto de escrever palavras que faz com que outras sejam puxadas até, a certa altura, ficarmos surpreendidos com o que acabámos de dizer.
Cada palavra não é uma ponte, porque as pontes são coisas apenas justificadas pelas coisas ( obviamente mais importantes do que elas) que ligam. É como as cerejas: cada cereja é uma delícia e a diferença entre não comer nenhuma e comer uma é, digamos, 7 mil unidades de " assim sim", enquanto a diferença entre comer uma ou duas não é mais do que 5 mil.
Não chega lembrar nem querer: é preciso inventar o que a nossa alma nos pede, que não existe feito neste mundo - precisamente para que as almas trabalhem nisso muito tempo. E não se ocupem tanto com o que não interessa.
Em suma, queremos sempre, pelo menos, três coisas: mais, melhor e mais bonito. Há outras que também queremos - mais depressa, mais conforme o que queríamos, mais eterno, mais fixo e , ao mesmo tempo, mais constantemente surpreendente -, mas nada disso existe na vida, em estado bruto, pronto para consumir.
É preciso passar pelos livros - por tudo o que não existe; pelo que está exagerado; pelo que é mais fingido do que vivido - para poder dar valor ao (muito) pouco que deveras existe.

da crónica O mundo incompleto em COMO é linda a puta da vida de Miguel Esteves Cardoso  

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Um dia ainda escrevo um livro...

Um dia ainda escrevo um livro. Alimentei esta ideia desde cedo, na juventude, quase como um sonho daqueles que ficam cravados nos quadros de madeira, em algum lugar, género mantra de motivação ou coisa assim... Um dia ainda escrevo um livro... Não imaginei é que o fizesse tão cedo e no meio de tanta confusão na minha vida. O meu Versejando pelos caminhos da Alma, foi quase um tubo de escape ( you tube?)  para a situação limite a que deixei chegar a minha vida . Garanto-vos foi dos melhores tubos de escape que podia arranjar. Fazer algo novo, ouvir , pela primeira vez, alguém a ler "coisas" que tinha escrito, sentir-me na pele de quem realiza um sonho. Imparável!!!

O pior veio depois, e ao contrário daquilo que pensava até então, pode vir sempre algo pior. Foi assim com a decisão que tomei, que devia ter sido tomada anos antes (mas não foi e por isso as consequências foram e são muito mais difíceis de suportar) e foi assim com a promoção do livro. Acho sinceramente que um dos grandes males da nossa sociedade de hoje, é esta verdadeira loucura por objectivos: todos temos que ter objectivos, todos , sem excepção, temos que perseguir esses objectivos e, pior ainda, ser os melhores na chegada ao topo da pilha de objectivos, ou o nosso valor será limitado ( e se pelo caminho não ficarmos a nadar em dinheiro, somos no mínimo uns falhados) . É assim! Se pensar friamente sobre isso, poder-me-ei transformar  em fanática dos anti-objectivos e eu detesto fanatismos ( mas gosto de palavras fortes e colocadas no sitio certo). Ter objectivos é bom, é saudável, dá rumo e interesse ao caminho. O que não é bom é alcançar esses objectivos passando por cima de tudo e de todos, sem respeitar o que está ao lado, sem lhe dar o devido valor e sobretudo, se lhe dar a mão se ele cair no caminho, mesmo que isso implique parar um pouco na nossa caminhada, e ao nosso lado pode estar muita gente, muitas vezes gente que à partida, não nos é nada. Mas é preciso reconhecer também quem nos atrasa, sempre e constantemente com o intuito de nos passar por cima, para que não deixemos que esses seres nos impeçam de sermos nós e nos desviem do nosso caminho.

O livro abrandou. O caminho tornou-se demasiado violento, demasiado competitivo, demasiado esgotante e sobretudo deixei de tirar prazer no que fazia. Fazia-o para atingir o objectivo de...vender ( e eu lá me importaria se ele não se vendesse???!! não! o importante foi tê-lo escrito) por isso parei. O que não se sabe é que depois do Versejando ainda escrevi mais livros, que, como já é uso em mim, foram excelentes maus negócios!  Livros, textos, coisas sem nexo e sem sentido...muito escreve esta Alma! A quem é que "isto" sairia assim??? Eu tenho uma ideia, mas não as posso partilhar todas...

Ainda assim há muita coisa que posso partilhar e por agora partilhei aqui o rascunho original de onde saiu o livro da feiticeira ( não foi bem este, que esse livro já teve muita história para contar, mas como disse atrás: não se pode partilhar tudo!) . Como todos os originais é imperfeito, tem muitas gralhas, podia ter sido melhor, mas pelo menos é genuíno e sobretudo é livre ( podem ler, se quiserem). E Juro-vos que toda esta conversa me surgiu devido à noticia da morte de um homem, este homem, que protagonizou, um dos filmes que a par com o Corvo, marcaram o meu crescimento como pessoa ( sim , eu sei , são filmes que não têm nada a ver, mas eu sou capaz de ir dos 0 aos 100 em 3,19 segundos).

Esse filme foi o clube dos poetas mortos e ensinou-me sobretudo que quando não podemos ser aquilo que realmente somos, o melhor e mais seguro, para o bem de todos, é gerir os conflitos de interesses de forma pacífica e com o menos perdas possíveis para o ambiente que nos rodeia. Complicada esta analogia? talvez, mas tal como não entendo que um homem que gostava de nos fazer rir se tenha enforcado, também não percebo como é que alguém tenha dificuldade em entender que de tudo o que mais importa é a vida, desde que seja vivida em plena consciência do ser, mesmo que para isso seja necessário recolher à casota e viver protegido até haver ambiente a favorecer. Aprendi também, que mesmo quando as coisas correm mal, há sempre formas de transmitirmos o nosso apreço e sobretudo o quanto foi importante a presença de alguém na nossa vida...





terça-feira, 12 de agosto de 2014

Smille!!

Hoje é um dia feliz! Apesar de andar literalmente submersa devido ao trabalho, tenho conseguido, com algumas regras, dedicação, planeamento e alguma disciplina ( não pode ser muita senão sinto-me presa), seguir a dieta à risca. Hoje ultrapassei uma barreira que já pensava intransponível - finalmente desci a barreira dos 70 e quedo-me, por agora nos 69,4!!

Já me vou parecendo comigo :) ( smille!)

Para isso muito têm contribuído as receitas com muita fruta e alguns vegetais, que aprendo com os blogs que vou lendo ( ao lado, no blog) . Ainda bem que existe a internet, que nos permite aceder a tanta informação, quando mais precisamos dela !!!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A minha tribo

Fomos sempre chamadas de índias e nem sempre fomos uma tribo pacífica... mas esse era o tempo em que a casa ainda não era a dos netos... mais pequena, o nosso quarto era minúsculo mas os beliches permitiam a  nossa presença e a de mais 2 num espaço que visto de agora me faz pensar em como seria que lá conseguíamos caber. Os azulejos da casa de banho eram um de cada nação, de um mau gosto impar, mas que ainda hoje, habitam nas minhas recordações quase todos os padrões misturados à balda. Mesmo depois de a minha mãe ter exigido a pintura das paredes de cores normais, para se poder habitar a casa, por baixo dos interruptores (antigos de grandes barrigas e com a mania de descolar das paredes) conseguiam distinguir-se o azul eléctrico dos quartos e o laranja choque da cozinha. Era assim a casa antes da família aumentar. Eram assim os Verões pautados por dias de praia e fins de tarde a ver o sol a esconder-se para lá da linha traçada no horizonte pelo mar. Era assim uma liberdade, não comum nos dias de escola, que nos permitia correr e gritar à vontade, o que nos valeu a alcunha de "índias" pelos pais.

Nunca gostei muito de estar quieta, quando não podia manter-me em movimento, a cabeça tratava de fazer esse movimento pelo corpo e devorava livros e histórias e tudo o que me fizesse manter-me a "carborar". A minha irmã sempre foi mais da "pica do negócio", sou capaz de me lembrar de uns quantos e outros tantos, desde os tempos mais remotos. Invariavelmente com algum sucesso.

É engraçado regressar agora, em mais uma das suas ideias, a reanimar a ideia das tribos. Estou curiosa para ver como ficou tudo, depois de pronto, porque é bom podermos dar aos miúdos espaços para correr, para gritar e para terem contacto com a natureza ( a sua e a nossa) já que o dia a dia dos nossos dias já não nos permite que os miúdos sejam índios como deviam ser




quinta-feira, 24 de julho de 2014

As músicas da vida

Não sei muito bem o que nos é um familiar dos nossos filhos. Isto é : mesmo depois de deixarmos de pertencer a uma determinada família, há pessoas que nos ficam por dentro, como se fossem também um pouco nossas, ou pelo menos, as suas lembranças nos fossem familiares. É estranho que o tudo que nos são os nossos filhos, seja dividido com uma parte que não nos é nada e que definimos como  a ultrapassar e a reter como exemplo de aprendizagem do que a que não queremos pertencer daqui por diante. Passado isto, como dizia,  ainda assim há pessoas que ficam e a quem ficamos na memória.

Tenho um amigo que diz  por brincadeira que eu conheço "toda a gente, até o carteiro"( e é verdade , conheço! na realidade conheço mais do que um, conheço-os quase todos, os do nosso "quintal"...). Não é raro ir a qualquer lugar, mesmo fora da área e encontrar alguém que conhece alguém ou alguém, mesmo, mesmo querido ou conhecido. Sou eficaz na memória das caras.

O que nunca me tinha acontecido é ser reconhecida por alguém que não reconheço. A sensação é estranha. No entanto é sempre bom sentir que ficamos marcadas em algum lugar de uma forma boa (ou não haveria motivos para o reconhecimento)...Passo a explicar ( adoro contar estórinhas ehehehe!) :

Corria o ano de 2000 quando me casei. No meu imaginário fez sempre parte um véu enorme que fiz questão de usar nesse dia até não poder mais, pelo que devo ter sido a noiva deste país que mais horas usou um véu de três metros.  A pequena B. na altura com a idade do meu Afonso olhava para mim com uns olhos enormes, brilhantes e durante esse dia seguiu o meu véu com quase tanto gosto quanto aquele com que o usei. Foram os olhos, e as palavras dela que a "denunciaram", ontem. Quando à noite em pleno exercício de funções laborais, uma rapariga com jeito de mulherzinha se vira para mim e num sorriso enorme me diz: Ah! eu conheço-te... ( silêncio) não consegui distingui-la. Sou a B. ! e então sim, foram os olhos que a denunciaram! Não consegui deixar de a abraçar, pela felicidade de a rever, mas sobretudo pela satisfação que me deu, de ainda ser recordada.

É assim o mundo e é destas ( e de outras) coisas que se faz a vida. Os festivais de Verão trazem-nos para o quintal recordações de como foi, de como era, animações, gente nova, gente velha em formas vintage e sobretudo a certeza que tudo cresce, tudo muda, tudo se transforma, mas na sua essência, tudo permanece ligado de uma forma vital.

Bem vindos à época de festivais de Verão no Alentejo, bem vindos às músicas do mundo!





quarta-feira, 25 de junho de 2014

Tenho esta coisa no peito...

...E depois ? Depois? Depois há lugares assim, onde a fantasia a arte e a poesia me ajudam a retemperar as forças , para combater as agruras da natureza...

sábado, 14 de junho de 2014

As audições repetem-se

...e nem de propósito. Depois do mergulho na música e nas perspectivas do passado, para o futuro, hoje fomos "nadar" com a pequena sereia, na biblioteca municipal. A estória não nos era desconhecida, claro, mas é sempre interessante vê-la recriada, por outras imaginações, por outros sentidos que se dão à mesma estória.

E eu adoro passar o meu tempo com eles, que é muito limitado, a assistir a todas e mais algumas expressões da criatividade de quem sabe o que faz e sobretudo, fa-lo com gosto, divertindo-se e divertindo-nos.

Esta manhã, na animação do livro e da leitura, com a pequena sereia na biblioteca municipal...Fiquei fã! Adoro quando me fazem sentir criança, outra vez!

quarta-feira, 11 de junho de 2014

A minha diversa estante

Terminei ( finalmente) esta semana, a leitura de um livro que me satisfez. Bastante. Daqueles que não é necessário ler todo de uma assentada só, mas que se vai lendo, e gostando e lendo, com alguns pontos, onde se lê todo de seguida e depois se continua a ler por gosto. O Barão, de Sveva Casati Modignani ( que raio de nome que se tem, para se ser escritora - sou adepta de coisas mais simples) é um livro que nos leva a viajar pelos amores, a história do séc.. que já nós virámos, os padrões e a intriga, num mundo onde a riqueza não implica necessariamente a falta de princípios ou calor humano, mas que não nos faz esquecer de como se vive, na realidade e de como a família é importante para nos formatar e apoiar. Vivida num passado recente, é uma estória que a mim me fez chorar e sorrir e pensar, sentir todas aquelas coisas que é suposto sentir quando se lê um livro, ou então não vale a pena lê-lo, tal como quando se vê um filme ( sim, sou uma piegas eu sei, mas como alguns azares ou acontecimentos da vida real não me permitem que perca tempo com lágrimas, deixo-as para os livros que me dão asas para as gastar) .

Passo agora a grande velocidade, para um livro que desejo muito ler e que estava na estante, à espera da sua entrada em cena:




Aposto que este, me vai fazer viajar e querer, ainda mais, viajar...





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terça-feira, 3 de junho de 2014

Bugs Radioactivos

Sim, sim, sim. Tenho um daqueles problemas de não conseguir estar quieta em lado nenhum. O que se torna difícil, nalguns casos, para conseguir seguir com um projecto para a frente ou tentar que se entenda o que na realidade estou a fazer. Geralmente os projectos ( muitos) estão todos (des)arrumados nas prateleiras ou em lugares onde lhes possa facilmente aceder para no momento em que as coincidências ou destino fazem click, estar pronta para os sacar do "bolso", da minha cabeça, onde os guardo para os trazer à luz do dia.

Tenho guardado um formigário. Dizem que as formigas constroem, longe da vista, grandes canais, tuneis e uma sociedade perfeitamente organizada.
Tenho saudades do meu aquário, mas as contingências da crise levaram-me a desliga-lo, por questões de força maior. O que mais gostava no aquário, era poder ver, através do vidro, a sociedade piscícola no seu habitat ( mais ou menos) natural. Com o mínimo de interferências os meus peixinhos viviam e mostravam aquilo que conseguiam fazer na conquista da selecção natural.  O formigário, pretende ser a substituição possível do aquário, que fica guardado para melhores dias. Em casa dos meus pais, dar vida a um formigário parece-me uma ideia um pouco surreal, por isso o mantenho guardado. Mas eis que uma nova oportunidade parece surgir e no meio de tanta coisa para reorganizar e preparar, lembrei-me do formigário. Porque, para se recomeçar alguma coisa de novo é necessário projectá-la para o futuro e a minha nova morada, terá que ter, sem dúvida, um lugar onde a natureza se vai confundir com a minha forma de perspectivar a vida. Com sonhos, muitos sonhos e música à mistura...











[Verse 1]
I'm waking up to ash and dust
I wipe my brow and I sweat my rust
I'm breathing in the chemicals
I'm breaking in, shaping up, checking out on the prison bus
This is it, the apocalypse, whoa

 I'm waking up, I feel it in my bones
Enough to make my systems blow

Welcome to the new age, to the new age
Welcome to the new age, to the new age

Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive
Whoa, whoa, I'm radioactive, radioactive


[Verse 2]
I raise my flags, dye my clothes
It's a revolution, I suppose

We'll paint it red to fit right in
Whoa
I'm breaking in, shaping up, then checking out on the prison bus
This is it, the apocalypse
Whoa


All systems go, sun hasn't died
Deep in my bones, straight from inside


                                                                             Imagine Dragons
                                                                                    Radioactive

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Home Again

E este livro vai finalmente voltar a casa, ao fim de muitos anos, finalmente encontramos o caminho certo

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Memórias de um beijo

Nem sempre é fácil descrevermos aqueles de quem mais gostamos. Não porque não saibamos as suas qualidades mas porque conhecemos os seus defeitos e aos nossos olhos nos parecem sempre menores e sem qualquer importância. Resistimos anos, sempre na mesma frequência, acreditando que um dia a coisa há-de mudar, arranjar-se, permitir aquele encontro que o destino, por qualquer motivo invisível aos nossos olhos, nos parece querer esconder.

Toda a mulher encontra um dia o seu herói...

Lá em casa todos temos uma qualquer fixação por relógios. Uns porque mostram o tempo que falta para alguma coisa, outros porque mostram o tempo que passou desde qualquer momento especial, e eu simplesmente porque gosto de os ouvir tocar. O toque são as palavras que ele não pode dizer. São a sua expressão do tempo que é sempre igual dentro de si desde o momento em que lhe deram corda pela primeira vez.

Sou uma fã de relógios, como objecto decorativo. Não sou uma escrava do tempo mas um relógio de bom gosto chama-me sempre a atenção. O bom gosto de alguém consegue comunicar através de um simples relógio. Mas um relógio não chega para definir ninguém assim como o tempo nunca chegará para descrever alguém a quem consideramos herói.

Começa-se por uma simples alteração do ar que nos circunda, e muitas vezes nem damos logo por isso, mas tudo fica muito mais leve ao nosso redor. Depois descobrimos um brilho diferente naquele olhar, uma clareza nos dentes que se descobrem pelo adelgaçar dos labios que se separam autónomos, quando um sorriso basta para nos preencher. E só depois é que chega o resto... e é aqui que reside a diferença, toda a diferença. É no toque perfeito e rítmico como se fosse um relógio, que nos faz dar horas e horas de felicidade , que teima em não nos abandonar. É a doce sensação do encontro, para que vivemos dia após dia, na esperança de um pouco mais daquilo que nos embriaga sem ingerirmos mais nada a não ser momentos. Só momentos.

Sempre que me lembro de ti vem-me à memória aquela canção... lembras-me uma marcha de Lisboa, num desfile singular...quem foi quem disse que o mar dos olhos também sabe a sal...
Bem sei que não me lembro dela nas bandas sonoras da nossa vida, mas já faz tanto tempo que começou esta corrida que às vezes até me esqueço que os verdes anos duram sempre enquanto a tua abelha não se fartar de procurar o meu mel. E o Outono não virá, no lugar da Primavera.

Nem sempre é fácil descrevermos aqueles de quem mais gostamos. Não porque não saibamos as suas qualidades mas porque conhecemos os seus defeitos e aos nossos olhos nos parecem sempre menores e sem qualquer importância... e sabes ? Continuas a ser o meu herói, mesmo que as voltas da vida nem sempre assim o desejem...