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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Viciada em coisas doces

Por agora, preocupada em desfazer os excessos do Natal. Como muitos sou viciada em açúcar e vê-lo transformado em tantas formas diferentes, agradáveis à vista não me permite resistir. Até porque, resistir sempre, a tudo, não me parece mentalmente saudável. Abusa-se, sabendo que depois é necessário voltar ao lugar. Até porque demasiados excessos também me deixam em sofrimento. Sou adepta ferrenha da moderação e quando me excedo desencadeio processos de auto-controlo que roçam o patológico. A minha vida resume-se a uma linha curva que ora supera, ora se inferioriza em relação ao rígido equilíbrio que , confesso, acho muito difícil de manter.  Pergunto-me se existirá alguém perfeitamente equilibrado em todas as ocasiões e respondo a mim própria que isso deve ser muito enfadonho.

O meu melhor substituto do açúcar é a fruta ( frutose). Está na altura de usar e abusar para não sentir a irresistível vontade de comer um bolinho. Depois passo às sopas em forma de sumo ( vulgares detox) e finalmente , quando olho ao espelho e percebo que o corpo não está a ir ao lugar como eu queria, lá me mentalizo que tenho que aumentar o esforço físico. É sempre igual. É sempre a mesma fórmula. Tem dado resultados, não me posso queixar. Talvez tenha a sorte de ter um metabolismo razoavelmente favorável. Talvez seja a mentalização, que em mim funciona bem.

Depois dos últimos anos, dou graças por ter a cabeça que tenho, a força mental que me permite resistir. Acabei por comprovar na 1a pessoa aquilo que passo o tempo a dizer aos "meus doentes" : É a cabeça que vence as maiores batalhas. A força de vontade é a nossa maior aliada. O resto são só obstáculos para comprovarem essa mesma força. 

( e devo ser a única alentejana à face da terra que não gosta de pêra manca)

sábado, 26 de dezembro de 2015

Um Natal completo

O tempo passa a correr ( todos sabemos de cor esta frase feita). O que é certo é que passa mesmo e outro Natal se passou. Mas este, foi um Natal diferente. Há quase tantos anos como aqueles que tem o meu filho mais velho, que não tinha um " Natal completo " . Sempre entre turnos, entre desgraças e  tristezas que não sendo minhas, me entraram pela porta da vida para que tivesse, também eu, um lugar dentro delas.

Não sei porque acontece mas eu gostava de saber qual o cruzamento cósmico que faz mais gente partir nesta altura. Provavelmente será apenas a nossa consciência que está mais virada para o bem, a felicidade e a paz, nesta altura,  e sempre nos entristece mais a partida, numa época em que seria suposto celebrármos a família. Ainda assim, acontece muito. Às vezes a fé ajuda a justificar e a manter a paz de espírito, qualquer que seja a fé.

Este Natal pude fazer parte da vida daqueles a quem chamo família e isso é um bem que pouca ou nenhuma descrição consegue ter. É o que é. Sentimo-nos sempre mais completos quando nos identificamos, quando fazemos parte, quando estamos lá. Isso não há dinheiro nenhum no mundo que pague. Não há nada que substitua a presença daqueles que a gente ama. Por mais que queiramos justificar, fica sempre a faltar uma parte de nós, quando não nos sentimos em casa. O amor é a mais bela parte de nós e sem ele nada do que por cá fazemos poderá ter algum sentido, sendo que esse amor pode materializar-se de muitas formas. É por isso que tenho orgulho em ser mãe, enfermeira, filha , irmã, tia, sobrinha, prima, amiga e todas as outras formas possíveis de distribuir um pouco de amor ao meu redor.

A vida é uma estrada enevoada que não nos mostra o lugar onde nos vai levar. E ainda bem!

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

As minhas músicas de Natal II - A clássica

Lembra-me o gira-discos que ainda funciona. A luz dentro do armário que se acendia assim que o abriamos, o som "tchac" que os discos faziam ao descer pela peça metálica e a agulha que os fazia cantar. O " coisinho" de limpar os discos com o seu veludo azul por baixo. Lembra-me o cheiro a lareira e o dia das decorações. Eu, em frente ao gira-discos a vê-los rodar e a cantar, mesmo sem saber as letras ou os significados. Lembra-me o pinheiro e os presentes embrulhados ao lado do presépio. Lembra-me sempre a minha avó, com o seu porte fechado assim que chegava Dezembro, que só lhe passava nos momentos da troca da incontornável lata de laca pela caixa de bombons, lembra-me a Carmem com o seu cabelo comprido a rodar ao som desta música, a Lúcia a rir, o sr Adriano e  o momento das barbies. Lembra-me tanta coisa que não conseguiria descrever aqui. Será sempre a minha música de Natal. Talvez seja daqui que me venha o " para o ano será melhor" .

E finalmente, muitos anos depois, já vi nevar 





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

As minhas músicas de Natal

Nem consigo descrever bem o que sinto quando ouço esta música. Seria 95? 96? 97? Noite de Natal e fomos passa-la juntos, bem depois da meia noite familiar. Adrenalina. Há sensações que nos acompanham uma vida inteira. A sensação que se agarra a esta música é inesquecível e é isso que eu adoro na música.



sábado, 12 de dezembro de 2015

Pontos de luz



Tudo na vida se recicla. Pelo menos tudo o que nos é natural. O lixo não tem serventia, mas tantas vezes o que pensamos ser lixo, é afinal tão desejado num outro local qualquer. Lá está, é a perspectiva. Olho para a minha árvore e penso que somos companheiras de viagem há uns bons anos. De viagem, sim, que temos passado por muitos lugares, juntas, sempre nesta época. Reservo lugar para o mais importante, na base. À falta de tempo para mais ilumino-o, juntando-lhe o que mais gosto nesta época: a luz. Este é um tempo de luz, um tempo de esperança, um tempo de pensar que foi o mais frágil e indefeso, aquele que mudou o mundo ou pelo menos a perspectiva que havia dele até então. Continuo a pensar que a mensagem dele fui demasiado inovadora para o seu tempo, tanto que ainda hoje tentamos atingir-lhe, só os principios do que nos veio ensinar e mesmo assim tentando, ainda não conseguimos. A paz, o perdão, o dar a outra face. Enchemo-nos de rituais ( necessários também) que tantas vezes ultrapassam os verdadeiros significados e colamo-nos ao desnecessário que nos impede de andar em frente. 

O Natal chegou ao meu ninho. Já tinha chegado antes, muito antes, quando finalmente senti que algo aqui me pertencia, como se o lugar tivesse estado, sempre, à minha espera. Só agora lhe dei o toque de época. Aguardo as boas novas, como quem sabe que a fé é o melhor alimento, o que nos permite continuar, mesmo após aquele que se julga ser o fim de todas as coisas.


“Se um coração é grande, nenhuma ingratidão o fecha, nenhuma indiferença o cansa.” 

                                                                                                                                                                                           Tolstoi



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

The Gift

Não querendo fazer qualquer tipo de publicidade à instituição, faço-a à mensagem.




E aceitarmo-nos todos não seria a tão desejada boa nova?

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Livros, há muitos!

Por estes dias, de cada vez que passo pela praça da República ( a nossa praça das palmeiras) e vejo o pobre Jacinto Nunes apontando friamente a sua obra ( lá para os lados do fim do mundo) sinto um certo desconsolo. Ele, engalanado desde há tanto na praça, com as suas palmeiras, parece-me agora demasiado a descoberto. Se é certo que as palmeiras criaram bicho e era melhor cortá-las antes que a doença alastrasse ( dúvida existencial - há alguma palmeira sem doença nesta terra? ) fica-me agora a questão: o que chamaremos agora à praça se já não tem as palmeiras? A árvore, plantada para o Natal, por agora, reconforta-me os ânimos e lembra-me que também eu tenho que montar a minha. Mais uma entre as tantas tarefas. Entretanto limito-me a tentar cumprir todas as minhas obrigações ( que são algumas e estão naquela fase de perda de prazo de validade e isso não pode ser!) e a tentar lutar contra a inaninação por perda de massa encefálica reutilizável. Preciso de ler, ler muito. Aguarda-me a feira do livro, na nossa biblioteca municipal. Tenho que lá ir, mas com a cabeça bem implantada acima do pescoço porque senão lá se vai o orçamento. É que por mim, como sempre, trazia os livros quase todos!
 
 
 
 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Prelúdio de Natal

Acho que é suposto, por esta altura do ano, fazerem-se balanços, rectrospectivas, planos listas e coiso e tal. A vida ensinou-me que, coiso e tal bago de uva, o melhor é dar graças por o que temos, todos os dias." Retrospectivando": prefiro sempre o futuro, num regresso a um converter de fraquezas em forças.

Já trouxe as luzinhas e os pisca-piscas cá para casa, a lareira já vai aquecendo o ambiente e, na verdade, o que desejo neste natal é mais de mim própria. Mais tempo para mim e para os meus, mais tempo para o que realmente importa. Jantares estilo piquenique na sala, brincadeiras à nova era, cada um com a sua tecnologia mas sempre todos juntos, parvoíces e gargalhadas... e depois disto e do atraso para o jantar, feito com "tanta vontade" e pressa pelas horas tardias, ainda ouvir: " mãe, eu não gosto muito disto e além disso não tenho muita fome... Vale sempre pela intenção













sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

...E chegámos ao Natal. Época de festejos, luzinhas, paz, amor e alegria. Adoro decorações de natal, luzinhas, pisca-pisca, árvores, músicas natalícias, as delícias culinárias, a sensação de paz ( mesmo que só de aparência) e sobretudo o esforço que a maioria das pessoas faz para se manter ( ao menos nesta altura) minimamente solidária. Talvez seja este esforço que admito ver que me amoleça o coração, ou talvez sejam apenas as boas recordações que trago na memória, destes tempos, que me fazem sempre baixar a guarda e tentar ver o melhor que existe em tudo o que me rodeia. Adoro presépios embora não me entrem em casa à muito tempo. Recordo o musgo, as figuras que colocava e o tempo que demorava a observá-las e a tentar dar-lhes vidas, na minha imaginação. Provavelmente ainda não seja este ano que o presépio regresse a minha casa, mas a árvore não vai faltar, nem que seja mesmo na véspera, se não houver antes tempo para a por de pé. Porque mais do que tudo na vida, o que conta é a motivação e a vontade de chegar onde se quer chegar.

e por falar em músicas e pisca-pisca... este moço está sempre no meu top